sábado, dezembro 29, 2007

EVASÕES (HIROKO SATO)


Actriz, modelo e cantora, nascida a 17 de Fevereiro de 1985 em Kanagawa, no Japão, Hiroko Sato destaca-se pelos seus trabalhos como modelo fotográfico e por várias participações no mundo do cinema, sobretudo em filmes de terror.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

O PAI NATAL EXISTE, E PONTO FINAL!

Sei que poderei não agradar a algumas pessoas com esta postagem, mas a minha fé tem estado um pouco embaixo nestes últimos tempos, tornando-se difícil acreditar seja no que for, que não em nós mesmos. Fui surpreendido hoje com a notícia que o Governo russo, em mais uma demonstração inequívoca de que os tempos da ditadura não ficaram para trás com a Perestroika, proibiu toda e qualquer afirmação, insinuação ou demonstração seja de que natureza for, que dê a entender que o Pai Natal não existe, porque, segundo eles, isso iria desmentir os pais que contam essas histórias aos filhos. Prestes a entrarmos em 2008, custa-me e entristece-me que, com tantos problemas que devastam o mundo, ainda haja governos que gastem o seu tempo em combates estéreis contra moinhos de vento e fábulas de encantar. Acho óptimo que as crianças acreditem no Pai Natal, na fada dos dentes, na cegonha, mas proibir seja quem for de questionar ou opinar sobre algo é uma falta de respeito pelos nossos direitos e uma afronta à nossa própria inteligência. Será que já não nos chegava a religião com as suas verdades seculares que ninguém pode sequer ousar pôr em causa?

NÃO DIGAS ADEUS


Adeus, palavra triste
não a digas, por Deus,
é triste a partida, sentida
cheia de um imenso nada,
olhos rasos de água.
Dói a despedida
o vazio mata
a esperança parte...
Quem sabe um dia?
Quem sabe?...
do imenso nada
um denso tudo,
doce reencontro.
Não digas: demagogia,
quem sabe um dia
até breve, um amanhã
depois... um dia...
é triste a despedida
mas não digas adeus.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

EVASÕES

Carolina Salgado

terça-feira, dezembro 25, 2007

segunda-feira, dezembro 24, 2007

ANJOS & DEMÓNIOS (ou Porque Precisamos Delas)

Segunda-feira


Sozinho em casa. A minha mulher foi passar a semana fora. Ora aí está uma excelente mudança. Vamos passar uma semana inesquecível, o cão e eu.
Delineei um programa e organizei o meu horário. Sei exactamente a que horas me levantar, quanto tempo demoro na casa de banho e a preparar o pequeno-almoço. Acrescentei o número de horas de que preciso para lavar a loiça, fazer limpezas, passear o cão, ir às compras e cozinhar. Fiquei agradavelmente surpreendido com o muito tempo livre que ainda terei. Não percebo porque é que as mulheres se queixam da lida da casa se tudo isso exige tão pouco tempo. O segredo está numa boa organização.
O cão e eu comemos um bife cada um ao jantar. Vesti-me a rigor, acendi uma vela e pus rosas numa jarra para criar uma atmosfera aprazível. O cão comeu paté de foi gras como entrada, repetiu a dose como prato principal, com uma requintada guarnição de legumes e biscoitos à sobremesa. Eu bebi vinho e fumei um charuto. Há muito que não me sentia tão bem.


Terça-feira

Tenho de dar uma olhadela ao meu horário. Uns pequenos acertos.
Expliquei ao cão que não se pode ter festa todos os dias e que por isso, não pode estar à espera de entradas e três tigelas de comida, que é claro, tenho de lavar.
Ao pequeno-almoço, verifiquei que o sumo de laranja natural tem um inconveniente. É preciso lavar sempre o espremedor. Alteração possível: fazer sumo para 2 dias. Assim só tenho metade do trabalho. Descoberta: posso aquecer salsichas dentro da sopa. Menos uma panela para lavar.
É claro que não pretendo aspirar todos os dia, como a minha mulher queria. De dois em dois dias é mais que suficiente. O segredo está em andar de chinelos e limpar as patas do cão. Quanto ao resto sinto-me optimamente.


Quarta-feira


Tenho a impressão de que afinal a lida doméstica leva mais tempo do que pensava. Preciso de repensar a minha estratégia.
Primeiro passo: comprei um saco de comida rápida. Não tenho de perder mais tempo com cozinhados. É um disparate perder mais tempo com a comida do que comê-la
A cama é outro problema. Primeiro é preciso sair de dentro do edredão, a seguir arejá-lo e por fim fazer a cama. Que complicação! Acho que não vale a pena fazê-la todos os dias, sobretudo porque nessa mesma noite voltarei a deitar-me. Parece-me inútil.
Deixei de fazer refeições complicadas para o cão. Comprei algumas de lata. Ele fez má cara, mas não teve outro remédio senão comê-las. Se tenho de arranjar-me com refeições pré cozinhadas, ele não é mais do que eu.


Quinta-feira


Acabou-se o sumo de laranja! Como é que um fruto aparentemente tão inocente causa tamanha confusão? É inacreditável! Vou passar a comprar sumo engarrafado pronto a beber.
Descoberta: consegui sair da cama quase sem a desfazer. Basta-me depois alisar ligeiramente a roupa. Claro que é preciso uma certa prática, e não me posso mexer muito durante o sono. Doem-me um bocado as costas., mas nada que um bom duche quente não possa resolver.
Deixei de fazer a barba todos os dias. É uma perda de tempo. Assim, também, ganho uns minutos preciosos que a minha mulher, como não tem de fazer a barba nunca perde.
Descoberta: não vale a pena usar um prato lavado de cada vez que como. Lavar a loiça tantas vezes começa a dar-me cabo dos nervos. O cão também pode comer só numa tigela. Afinal, de contas é um animal.
Nota: cheguei à conclusão de que basta aspirar no máximo uma vez por semana.
Salsichas ao almoço e ao jantar.


Sexta-feira


Adeus sumos de fruta! As laranjas são muito pesadas.
Descobri o seguinte: as salsichas sabem bem de manhã. Ao almoço nem por isso. Ao jantar, nem vê-las. Salsichas mais de dois dias seguidos enjoam.
O cão, esse, está a comida seca.. Afinal de contas tem os mesmos nutrientes, e não suja a tigela. Descobri que posso comer a sopa directamente da panela. Sabe ao mesmo.. nem tigela nem concha. Assim já não me sinto tanto como uma máquina de lavar a louça.
Já não lavo o chão da cozinha. Irritava-me tanto como fazer a cama.
Nota: acabaram-se as latas. O abre latas fica todo pegajoso!


Sábado


Que ideia é esta de me despir à noite se tenho de voltar a despir-me de manhã? Aproveito mas é o tempo para ficar mais um bocadinho na cama. E também não preciso de colcha, por isso a cama está sempre feita.
O cão encheu tudo de migalhas. Pu-lo na rua de castigo. Não sou criado dele! Que estranho. De repente, dei-me conta de que é o que a minha mulher me diz às vezes...
Hoje é dia de fazer a barba, mas não me apetece nada. Tenho os nervos em franja. Ao pequeno almoço, só as coisas que não seja preciso desembrulhar, abrir, cortar polvilhar, cozinhar sem misturar. Tudo coisas que incomodem.
Plano: comer directamente do saco em cima do fogão. Nem pratos, nem talheres nem toalha, nem nenhum disparate desses.
Tenho as gengivas um bocado inflamadas. Deve ser a falta de fruta, que é muito pesada para carregar. -se calhar, estou com princípio de escorbuto.
A minha mulher telefonou à tarde a saber se tinha lavado as janelas e posto a roupa a lavar. Desatei a rir meio histérico. Disse-lhe que não tinha tempo para essas coisas.
Há um problema com a banheira. Está entupida com esparguete. Também não estou para me chatear. Não me incomoda muito porque deixei de tomar duche.
Nota: o cão e eu comemos juntos directamente do frigorífico. Tem é de ser depressa. Não convém deixar a porta aberta muito tempo.


Domingo


O cão e eu estamos sentados na cama a ver televisão. Vemos pessoas a comer todo o tipo de iguarias. Salivamos os dois. Ambos estamos fracos e rabugentos.
Esta manhã comi da tigela do cão. Nenhum de nós gostou.. Precisava de me lavar, barbear, pentear, fazer comida para o cão, limpar a casa ir às compras e uma série de outras coisas, mas não arranjo forças. Sinto que estou a perder o equilíbrio e que a vista me está a faltar. O cão deixou de abanar a cauda.
Num último reflexo de sobrevivência arrastámo-nos até um restaurante. Durante uma hora, comemos toda a espécie de pratos óptimos. Em seguida, fomos para um hotel. O quarto é limpo, arrumado e confortável. Descobri a solução ideal para o governo da casa. Não sei se a minha mulher já se terá lembrado disso.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

NEM TODOS OS FINAIS SÃO FELIZES

Porque será que nem todas as histórias de amor acabam bem?

quarta-feira, dezembro 19, 2007

PENSAMENTO DO DIA


"O amor sem desejo é uma ilusão, não existe na natureza"

Lenclos, Ninon

terça-feira, dezembro 18, 2007

O MELHOR DO NATAL...



... é abrir as prendas.

PRIORIDADES

Sei que tenho andado pouco assíduo da vossa companhia, mas 24 horas parecem-me tão curtas para fazer tudo aquilo que quero, sendo que dispensar algum desse tempo convosco é um dos meus maiores prazeres. Oficialmente comecei hoje as férias, depois de dois dias de folga. Já cheira a Natal e este ano promete ser melhor que os últimos, com a companhia dos meus dois sobrinhos que tanto amo. Os dois juntos são terríveis e não dão um minuto de descanso, mas não faz mal. São crianças, deixá-los ser felizes! Mas quem me conhece bem sabe que a principal razão da minha menor assiduidade prende-se com outras razões, também de cariz sentimental. A essa pessoa - porque é de uma mulher que falo -, devo um novo significado para a palavra "Vida" e para "Esperança". Uma certa letargia e comodismo a que me habituara deu lugar a uma panóplia de emoções novas que por vezes ainda me atordoa - pela novidade - mas que me traz feliz. Felicidade deveria ser o objectivo de toda a gente, o concretizar de tantos sonhos deixados sempre para trás por obstáculos tão irrisórios. Tudo o resto carece de sentido, se não formos felizes. Do que estão à espera?

terça-feira, dezembro 11, 2007

MUDANÇA


Rasguem-se os velhos manuscritos
consertem-se os corações partidos~que novos tempos se avizinham
com mudanças d'ares e vontades.
Expiem-se os profetas da desgraça
que desta carcaça faziam já caso perdido,
como lastimo agora vosso destino.
Dêem aos pés poderes de voar
a quem a boa nova leva missiva de apregoar,
inventem-se agora cousas e palavras novas
redijam-se novos poemas de amor
criados das mais suaves penas do reino
em prol daquela que me faz sonhar,
sonhos que a realidade não esmorece
tão reais que são como a nossa paixão
tão forte, que gerações vindouras saberão
que um dia houve alguém a quem
entreguei eu, meu outrora incauto coração.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

PENSAMENTO DO DIA


"O prazer que o meu corpo conhece é o que aprendeu no teu"
em Fica Comigo Esta Noite, de Inês Pedrosa

domingo, dezembro 02, 2007

EVASÕES


Kim Kardashian (Kimberly Noel Kardashian) nasceu a 21 de Outubro de 1980, em Los Angeles. A sua amizade com Paris Hilton, assim como a revelação de um vídeo ousado com o seu ex-namorado tornaram-na famosa, levando-a a surgir na Playboy, já nesta edição de Dezembro de 2007.

quarta-feira, novembro 28, 2007

TUDO PARECE MAIS ESCURO HOJE

Lembras-te? Eu lembro-me
dos dias felizes de ontem
em que a razão era um conceito abstracto
e por qualquer razão que fosse
estava sempre do nosso lado.
Lembras-te? Lembro-me eu,
mas hoje a razão é um travo triste e amargo,
soturno como o tempo, cinzento.
Tudo parece mais escuro hoje
só qu'eu sei que não é assim,
qu'esta não é senão a maneira
qu'os meus olhos descobriram
d'exprimir a falta dos teus,
o vazio irracional da tua ausência.

terça-feira, novembro 27, 2007

DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA

Senta-te ao Sol, abdica e sê Rei de ti próprio!

PENSAMENTO DO DIA

"O tormento de amar profundamente pode muitas vezes ultrapassar a alegria... e uma pessoa pode entregar-se à dor com tanto abandono como à felicidade",

A.J.Cronin in "O Cativeiro da Verdade"

D.FERNANDO II E GLÓRIA EM CACILHAS

Chegou finalmente a Cacilhas a Fragata "D.Fernando II e Glória", "o último grande navio à vela da Marinha Portuguesa e também a última "Nau" a fazer a chamada "Carreira da Índia" – verdadeira linha militar regular que, desde o século XVI e durante mais de 3 séculos, fez a ligação entre Portugal e aquela antiga colónia – foi o último grande navio que os estaleiros do antigo Arsenal Real de Marinha de Damão construíram para a nossa Marinha.
A Fragata recebeu o nome de "D.Fernando II e Glória", não só em homenagem a D.Fernando Saxe Coburgo Gota, marido da Rainha D.Maria II, mas também por ter sido entregue à protecção de Nossa Senhora da Glória, de especial devoção entre os goeses.

A viagem inaugural, de Goa para Lisboa, teve lugar em 1845, com largada em 2 de Fevereiro e chegada ao Tejo, em 4 de Julho. Desde então, foi utilizada em missões de vários tipos até Setembro de 1865, data em que substituiu a Nau Vasco da Gama, como Escola de Artilharia, tendo ainda, em 1878, efectuado uma viagem de instrução de Guarda-Marinhas aos Açores, que foi a sua última missão no mar, onde teve a oportunidade de salvar a tripulação da barca americana "Laurence Boston" que se incendiara. De entre as missões que lhe foram confiadas, destacam-se a participação como navio-chefe de uma força naval na ocupação de Ambriz, em Angola, que em 1855 se revoltara por instigação da Inglaterra, e, ainda, a colaboração na colonização de Huíla em que, como navio de guerra, teve a insólita e curiosa missão de transportar ovelhas, cavalos e éguas do Cabo da Boa Esperança para Moçamedes (Angola), numa real missão de serviço público. Colaborou, ainda, com o grande sertanejo António Silva Porto, transportando, em 1855, os seus 13 pombeiros da ilha de Moçambique para Benguela, depois destes terem completado a travessia de África, de Benguela à costa de Moçambique.
Em 1889 sofreu profundas alterações para melhor servir como Escola de Artilharia Naval, substituindo-se a antiga e airosa mastreação por três deselegantes mastros inteiriços, com vergas de sinais e construindo-se dois redutos a cada bordo para colocação de peças de artilharia modernas, para instrução, utilização que cessou em 1938.


Em 1940, não estando já em condições de ser utilizada pela Marinha, iniciou uma nova fase da sua vida, passando a servir como sede da "Obra Social da Fragata D.Fernando", criada para recolher rapazes oriundos de famílias de fracos recursos económicos, que ali recebiam instrução escolar e treino de marinharia, até que, em 1963, um violento incêndio a destruiu em grande parte".


A partir de ontem, esta fragata, prova viva da nossa História, está na antiga doca da Parry & Son, em Cacilhas, ainda em fase de reparações, para dentro de pouco tempo poder ser visitada pelo público. Adivinham-se novos tempos para a nossa cidade, que, a par da Fragata e do metro à superficie, verá ainda o regresso do antigo Farol de Cacilhas ao Largo, onde será também construída uma réplica do antigo e popular chafariz. Enquanto isso não acontece, a Fragata estará em Cacilhas, para todos aqueles que queiram tirar umas fotografias ou simplesmente observar de perto um dos últimos marcos vivos da nossa História.





segunda-feira, novembro 26, 2007

CAVALEIROS, PRINCESAS E DRAGÕES

Na cena final de Um Sonho de Mulher, o personagem interpretado por Richard Gere consegue vencer o seu medo das alturas, indo ao encontro da personagem de Julia Roberts, num sacríficio que é visto por todos que se deixaram encantar por este filme como uma prova de amor. Será que só nos filmes conseguimos derrotar os nossos próprios dragões?

domingo, novembro 25, 2007

sexta-feira, novembro 23, 2007

O AMOR É FODIDO

"Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem que haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo".

Miguel Esteves Cardoso - "O Amor é Fodido"

O LADO B DA VIDA FAZ ANOS

terça-feira, novembro 20, 2007

POSSO IR TER CONTIGO?

Estava eu sentado na casa de banho, fazendo as minhas necessidades, quando ouço:
"Olá, tudo bem?"
Não é que goste muito de conversas nestes momentos... muito menos não sabendo quem se encontra do outro lado, mas não sendo indelicado... Respondi:
"Estou óptimo!"
E o outro pergunta:
"O que é que estás a fazer?"
Mas que pergunta mais sem lógica. Achei até um pouco bizarro, mas respondi:
"Então. Acho que o mesmo que tu..."
Agora que estava a chegar ao ponto alto da situação... oiço:
"Posso ir ter contigo?"
OK, esta ja foi demais, mas não querendo ser mal educado. Respondi:
"Não... Neste momento estou muito ocupado...
"Então oiço-o responder:
"Olha... eu ligo-te mais tarde, porque tenho um idiota sentado aqui ao lado, que cada vez que eu falo, ele responde..."

PIADA DE LOIRAS

Uma loira está no carro com o namorado num namoro desenfreado. Beijo puxa beijo e ás tantas...
- Não queres ir para o banco de trás? (diz ele em visível sofreguidão)
- Para o banco de trás? Não.
Bom, o namoro lá continua, mais beijo, mais festa, mais aperto, mais amasso e...
- Não queres mesmo ir para o banco de trás? (diz ele ainda com mais vontade)
- Não, não quero.
O pobre rapaz já meio desnorteado, lá continua no beija-beija, esfrega-esfrega até que...
- Vá lá! Tens a certeza de que não queres ir para o banco de trás? (já desesperado).
- Mas que coisa! Já te disse que não! Claro que não!
- (desesperadíssimo) Então, mas porquê?
- Porque prefiro ficar aqui ao pé de ti!

CARTA DE UMA MULHER DESESPERADA

segunda-feira, novembro 19, 2007

INVERNO DE MIM

Se é verdade que o Tempo é capaz de alterar o nosso estado de espírito, fazendo-nos sentir mais alegres ou tristes conforme faça chuva ou Sol, parece-me que a nossa alegria ou tristeza tem também o condão de alterar o Tempo, que desde ontem tem vindo a tornar-se gradualmente sombrio, até à chuva e trovoadas que têm marcado este dia. Sinto-me especial, como diria o José, tão especial ao ponto de São Pedro me dedicar o dia de hoje, como quem faz uma banda sonora para qualquer filme. A minha música é a da chuva caíndo sobre o ladrilho dos passeios, das gotas de água deslizando pelas janelas ou sobre as chapas do meu quintal, onde a humidade invade o chão e os muros envelhecidos pela erosão da idade. A minha música é ainda a da força dos trovões como um rufar de tambores anunciando tragédia e medo pelo desconhecido. Lágrimas e dor são minha chuva e trovoada, que eu tento disfarçar com o mesmo humor com que um palhaço apresenta o seu número no dia em que a tragédia lhe bateu à porta. A Vida é um espectáculo que não deve parar. É por isso que, apesar do temporal de hoje, o Sol voltará a sorrir. É essa a magia da vida, capaz de dar-nos momentos de infíma alegria ou de profunda tristeza, em momentos tão inesperados ou tão próximos, como dias, horas ou segundos. Sei que depois de cada tempestade virá uma nova bonança, mas os estragos causados pela chuva intensa serão certamente difíceis, ou mesmo impossíveis de apagar.

TÁ ESCURO AQUI, NÃO TÁ?

Certo dia o marido chega a casa e o amante ainda lá está. Então ela tranca o amante no armário onde estava o filho.Ficaram lá um bocado, até que o miúdo diz:
- Tá escuro aqui, não tá?
- É, está.
- Eu tenho uma bola de baseball.
- Que giro!
- Queres comprar?
- Não!
- O meu pai está lá fora!
- Quanto é que queres pela bola?
- 50 €.
- Toma.
Uma semana depois, o marido torna a chegar cedo. O amante está em casa. O miúdo está no armário. O amante vai para o armário. Eles lá ficam em silêncio até que o miúdo diz:
- Tá escuro aqui, não tá?
- É, está.
- Eu tenho uma luva de baseball.
- Que bom.
- Queres comprar?O homem lembra-se da outra semana...
- Claro, quanto é?
- 100 €.
- Aqui está.
No fim-de-semana o pai chama o filho:
- Pega na bola e na luva e vamos jogar.
- Não posso. Vendi tudo.
- Vendeste? Por quanto?
- 150 €.
- Não podes enganar os teus amigos assim. Vou levar-te agora ao padre para te confessares.
Chegando à igreja, o miúdo entra pela portinha, ajoelha-se e fecha a portinha. Abre-se uma janelinha e aparece o padre.
- Meu filho, não temas a Deus, diz e Ele perdoar-te-á. Qual é o teu pecado?
- Tá escuro aqui, não tá?
- Não vais começar com essa merda outra vez!!!

sexta-feira, novembro 09, 2007

MUDAM-SE OS TEMPOS...

Tenho passado muito menos tempo ao computador. Deitei bastante tralha informática fora e estou agora com bastante mais espaço para instalar coisas mais importantes: como jogos para os meus dois sobrinhos. Há uma altura na vida em que descobrimos que o que era importante até então deixou de o ser e parece que essa altura, para mim, chegou agora. Mas isso é outro assunto de que falarei mais pormenorizadamente, quando o entender apropriado. Neste momento, posso apenas dizer-vos que estou feliz, como há muito não me sentia. O fundamento inicial deste espaço era o de ser um escape, um porto de abrigo relativamente a uma solidão à qual estava a adaptar-me relativamente bem. Estar convosco foi aliciante, desde chatear-vos com as minhas opiniões, partilhar os meus gostos como se vos pudessem interessar, escolher cuidadosamente o que poderia ou não postar, com medo de ferir susceptibilidades. Hoje a vida não é apenas e só estar em frente ao computador, apesar do vício do FM. Ao contrário do que cheguei a considerar, não pretendo encerrar este espaço. Não agora. Talvez lhe dedique menos tempo, talvez mude um pouco o seu conteúdo. Aos 38, quase 39, a vida continua a ensinar-me coisas novas. Coisas que eu já não julgava ser possível, desde que passei os meus 20 e poucos anos. É essa a idade que eu tenho agora, aquela com que me sinto, apesar de saber que é mentira. O Tempo não passou tão rápido como eu pensava, que seria agora impossível resgatá-lo. Há uma vida lá fora, para ser vivida e eu quero fazer parte dela. Está cheia de obstáculos como imaginários e dantescos Adamastores, mas agora tenho porque lutar e sei que vou derrotar todos esses dragões que temos dentro de nós e resgatar essa esperança perdida no branquear dos cabelos a que alguns chamam utupia e eu Felicidade.

NO REINO DO ABSURDO

Tenho tentado evitar comentar sobre todo este caso em volta do desaparecimento da pequena Maddie. O que a príncipio me chocou e levou a tomar o partido dos pais com tanto afinco, rápidamente se modificou, à medida que as investigações conheciam inesperados avanços e recuos.
Primeiro foram os depoimentos contraditórios dos pais, como mais tarde dos próprios amigos dentro do grupo de britânicos com que geralmente passavam os seus dias e, especialmente, as noites.
Fiquei ainda do lado deles quando a imprensa os quis culpabilizar por negligência, quando o que mais interessava era procurar saber do paradeiro da menina. Já agora, Maddie esteve mesmo em Portugal? Quem a viu? Há fotografias de férias tiradas em Portugal?

Só que tudo isso foi antes de Kate tentar justificar o injustificável em mais do que uma situação que, no caso de ser cidadã portuguesa, teria levado a polícia nacional a agir de imediato e sem contemplações. O odor a cadáver no peluche nunca poderia ser causado pelo contacto profissional de Kate, onde, pelas suas palavras, lidava com cadáveres. Ninguém, a trabalhar, vai ver um morto, levando um boneco de peluche.

Hoje, depois da fuga em directo, de ver a Igreja Católica renunciar ao apoio que lhes dera inicialmente e de ter ouvido dizer que pretendem pedir uma indeminização indecorosa devido à polícia portuguesa não ter conseguido encontrar a pequena Maddie, fico quase sem palavras, com um nó enorme no estômago, revoltado. O dinheiro com que tantos contribuíram para os ajudar a encontrar a filha está a acabar, apesar de tantas vezes terem dito que não iriam usá-lo. Certamente, ao pedir esta indeminização, não estão a pensar na filha. Será que no final de tudo, depois de tantas evidências, ainda vai ser a polícia portuguesa a culpada pela negligência dos pais? E já agora, quanto terá a polícia de pagar à mãe do Rui Pedro?

sexta-feira, novembro 02, 2007

EVASÕES (Juliette Binoche)

A belíssima e talentosa actriz francesa Juliette Binoche é, neste mês de Novembro, capa da edição francesa da revista Playboy, demonstrando que a beleza não tem idade.

quinta-feira, novembro 01, 2007

MOMENTOS ESPECIAIS

SEJA FELIZ



Não deixe a vida fugir, enquanto arranja mil e uma desculpas, para não fazer ou adiar aquilo que tem de ser feito. O Tempo não espera, e quanto mais você corre - quase sempre na direcção errada - tentando fazer tudo no mínimo de tempo possível, menos este lhe sobra para as coisas que são verdadeiramente importantes. Quando der por isso, poderá ser tarde, verificará que a vida lhe fugiu das mãos como pequeninos grãos de areia, sem ter chegado a viver todos aqueles momentos com que sempre sonhou. Não faça esperar aqueles que o (a) amam. Seja feliz fazendo os outros felizes!

FESTA DE NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO 2007






terça-feira, outubro 30, 2007

MOMENTOS

Os melhores momentos da nossa vida não se medem em dias nem em horas, mas no prazer que deles conseguimos retirar, por vezes em poucos minutos. O prazer é mais do que uma noite de sexo desenfreado, do que ser totalista no primeiro prémio do euromilhões, do que um golo da nossa equipa sobre o maior rival no último minuto dos descontos num fora-de-jogo metido com a mão e que o árbrito não vê. O prazer é mais intenso do que isso, mais puro e genuíno quanto um sorriso pode ser, meia duzia de palavras, um brilho no olhar, o coração nas mãos e a capacidade de fazer de alguns minutos parecerem horas. Quem diz que é preciso muito para ser feliz?
(ontem à tarde não foi)

segunda-feira, outubro 29, 2007

6 HORAS DE VIDA


No consultório, fim de tarde, o médico dá a péssima notícia:
- A senhora tem seis horas de vida.
Desesperada, a mulher corre para casa e conta tudo ao marido. Os dois resolvem gastar o tempo que resta da vida dela a fazer sexo. Fazem uma vez, ela pede para repetirem. Fazem de novo, ela pede mais. Depois da terceira vez, ela quer de novo. E o marido:
- Ah, Maria, chega! Eu tenho que acordar cedo amanhã. Tu não!!!

UM HOMEM DE LETRAS

Sou somente um homem de letras despido de fé,
um homem de versos, odes e estrofes,
eloquente na semântica de palavras distintas
que s'ajeita com as sílabas, qu'inventa rimas,
e até cita Camões, Pessoa e Lobo Antunes.
Sou um homem que usa de parábolas e metáforas,
que faz da escrita desabafo, prosa e poesia,
pequenas e modestas pérolas literárias;
um homem de letras caído em desgraça
que escreve de cor sobre desejo, sexo, dor,
ódio, ciúme, vida e morte. Um erúdito
que nunca soube o que era amor,
que nunca ofereceu uma flor que fosse
que não tivesse sido retirada d'um livro,
jardins secretos de uma alma ferida;
um homem de letras, um contador de histórias,
um mágico, um inventor de coisa nenhuma,
um carpinteiro d'emoções
que todavia martela o próprio dedo
sempre que passa da palavra escrita à chamada oral,
que nunca encontrou as palavras certas
para expor do coração os sentimentos;
um homem de letras vestido de silêncios constrangedores
escrevrendo sobre paixões intemporáis e beijos que nos deixam sem ar
mas que nunca conseguiu dizer "amo-te!"
sem manchar a alvura imaculada duma folha virgem.

HOJE COMO ONTEM

Sou hoje como ontem
uma criança com uma bola nos pés,
mesmo que não saiba o que fazer dela.
Ontem como hoje
um menino quedo e mudo, perdido
frente a frente com uma menina bonita
sem encontrar o meu caminho.

domingo, outubro 28, 2007

PORQUE HOJE É DOMINGO!...


Hoje dei por mim a pensar nas semelhanças entre um blogue e a vida de cada um de nós. Não porque considere um blogue algo de importante, longe disso, mas não daremos por vezes mais importância à vida do que aquilo que ela merece? Eu sei que há gente que passa por inúmeras dificuldades e que até pode ver no que eu digo qualquer espécie de heresia, mas sinto que por vezes, a maior parte de nós, passa pela vida como um corredor de fundo numa pista de obstáculos. Será que a vida é mesmo assim tão complicada, tão cheia de "ses" e de "talvez" ou seremos nós que a complicamos? Nos últimos dias verifiquei aqui, que nem sempre é fácil fazermos ou dizermos aquilo que queremos, com medo das consequências. Podia ter pensado simplesmente: "que se lixem!", e pronto. Mas não. Para lá da minha janela, as pessoas correm mesmo sem terem para onde ir, gritam, perdem a paciência com futilidades, blasfemam da vida, do trabalho, dos governantes e até dos clubes rivais, como se o futebol fosse motivo para nos zangarmos e fazermos zangar os outros. Porque temos de andar sempre à procura de preocupações em vez de soluções? Poucas coisas na vida valem o preço de um sorriso de uma criança, do brilho no olhar daquele ou daquela que nos ama. Quase nada na vida se compara a um abraço apertado - e tão pouco nos abraçamos hoje em dia. É o barco já saiu, o preço do pão que aumentou e o Benfica a ganhar novamente quase a acabar o jogo... paciência. É tão mais fácil falarmos mal dos outros, mandar alguém à merda, "vai-te f...", do que dizer "Amo-te". Ninguém é feliz ou está completo se não tiver o amor de alguém. Teremos vergonha de amar? Será que temos tanta tendência para nos escondermos e protegermos da vida, que perdemos o fascínio do risco? Regresso às palavras de Álvaro Pacheco, quando diz: "ah, é preciso ter coragem para ser feliz". Será que em algum tempo da nossa infância nos perdemos desse dom tão especial que é a capacidade de sermos felizes e de fazermos os outros felizes? Será que é a vida assim tão complicada ou fomos nós, que para não nos machucarmos, a complicámos? É por isso que nunca devemos críticar os outros por serem diferentes de nós, por por errarem ou fazerem figuras tristes, na procura da felicidade. Quem nunca levou um "nao" não sabe o gosto da vitória, mesmo que tenhamos de perder para alcançá-la. Um dia o filho procurará o aconchego do pai para lhe dizer "és o melhor pai do mundo e eu gosto muito de ti", alguém vai agradecer-lhe ter perdido aquele autocarro para o ajudar, alguém vai abrir os braços e responder-lhe "sim, porque sem ti não consigo ser feliz". Eu acredito. Por isso este é o blogue de um homem que gosta de futebol, mulheres, cinema, música e escrita, não necessáriamente por esta ordem. É também o blogue de alguém que gosta essencialmente de escrever, embora ache que não tenha nada de especialmente relevante a dizer, mas a maior parte dos políticos também não tem e ninguém os consegue calar. Este é o blogue de alguém que acredita no futuro, porque de outra forma não valeria a pena acordar amanhã nem depois. Acredito que todos os sacríficios serão um dia recompensados e com um bocado de coragem terei então direito ao meu quinhão de felicidade. Um dia, alguém irá abrir os seus braços... e eu vou querer estar lá.

sexta-feira, outubro 26, 2007

segunda-feira, outubro 22, 2007

PORQUE A DIFERENÇA É... O QUE NOS UNE

As pessoas são hipócritas. Criticam toda a gente pelas costas: os amigos, a família, os vizinhos... Católicos quase por tradição, rezam fervorosamente e clamam vezes sem conta o nome d'Ele em vão, mesmo quem diz não acreditar. Mal saem da igreja voltam a falar da vida alheia como se fossem eles os imaculados guardiões de uma moral decadente e ultrapassada. Criticam tudo o que é diferente e riem-se, como se com a humilhação se esquecessem que a crítica é um meio de esquecer a sua falta de coragem em ousar as suas próprias fantasias, soterradas no escrínio secreto da memória, soterradas em falsas moralidades. Esquecem-se que Hitler matou milhares de judeus em nome da raça ariana e que muito antes dele - e segundo a história da Bíblia - o próprio Jesus foi crucificado por ser diferente. Cuidado com os telhados de vidro, quando sem pensar, atiramos a primeira pedra. Este é o mote para algumas linhas que de quando em quando se vão debruçar sobre muito do que é considerado diferente e fácilmente objecto de ataques viperinos de uma verborreia inócua, que tantas vezes magoa bem mais que paus e pedras.
MÉNAGE À TROIS é um desses casos. Ménage à trois, ou simplesmente Ménage, é a expressão francesa para casal a três, e que consiste numa relação sexual entre igual número de pessoas.

Considerado por muitos como uma espécie de fetiche, esta relação vista por muitos outros como uma aberração, pode ser praticada por: dois homens e uma mulher, com (MMF) ou sem (MFM) bissexualidade masculina, duas mulheres e um homem, com (FFM) ou sem (FMF) bissexualidade feminina, três homens (MMM) ou três mulheres (FFF)


Este tipo de relacionamento, a exemplo do swing, deve ser bem ponderado entre os seus intervenientes, nos casos em que duas ou mesmo as três pessoas tenham entre si laços sentimentais para além do acto em si. Este tipo de cumplicidade corre o risco de deteriorar os laços que unem aqueles que nele intervém.

Apesar do número crescente de praticantes e de uma sociedade que bate no peito autodenominando-se moderna e liberal, este tipo de relação ainda é praticado quase clandestinamente, mesmo nos países mais desenvolvidos, pois aqueles que a praticam continuam a ser descriminados, como se de criminosos se tratassem.


Independentemente de concordarmos ou não com esta prática, é tempo de mudarmos certas mentalidades, pois aqueles que a praticam não são doentes, não são diferentes de nós. Têm desejos mais ou menos normais (como nós) e têm a coragem de ousar, tendo prazer ou ferindo os seus sentimentos, arrependendo-se ou não... que interessa? São pessoas como nós, que sentem necessidade de amar e serem amadas, embora expressando os seus sentimentos e desejos de uma forma distinta.

sábado, outubro 20, 2007

PENSAMENTO DO DIA

Existem 68 posições para fazer amor. Na 69 limpam-se os instrumentos.

quinta-feira, outubro 18, 2007

QUANDO ESCREVO

Quando escrevo
invento
corações que dançam ao luar,
palavras
que nos enganam e que contam
segredos calados por revelar.
Quando escrevo
fazemos amor
no silêncio de palavras mudas
como só nós dois sabemos
e fazemos já de cor;
ter na ponta de uma caneta
a carícia de um corpo quente
e na ideia que nos guia uma língua,
ágil, fremente,
à revelia das palavras ditas.
Quando escrevo
em silêncio nos confessamos,
traímos sentimentos,
pecamos,
somos dois numa só frase
iguais na mesma linguagem,
eu e tu
paixão que invento
em cada letra,
em cada palavra
com que te descrevo,
ignorando esse pérfido desprezo,
ponto final com que terminas cada carta,
qual romance, palavras
qu'ainda hoje eu escrevo
e desde sempre a ti dedico.

terça-feira, outubro 16, 2007

QUEM TE VIU...










Eva Amurri, actriz, filha de Susan Sarandon e enteada de Tim Robbins, a comprovar o velho ditado de que "filha de peixe sabe nadar".