segunda-feira, fevereiro 19, 2007

NUDISMO SIM, TABACO NÃO!






O espectáculo «Visita guiada», da bailarina almadense Cláudia Dias, integrado no Festival Internacional de Dança «New Territories», em Glasgow (Escócia) foi cancelado pelo facto de a lei proibir fumar em público, anunciou hoje a companhia de dança RE.AL.
A lei anti-tabagismo escocesa é clara sobre a proibição de fumar em locais públicos, incluíndo o palco do teatro e, estranha-se o seu desconhecimento por parte da companhia portuguesa e dos organizadores do certame, que já haviam presenciado a peça, ainda em Portugal. «A coreografia da Cláudia implicava que ela fumasse durante a sua performance, o que não pôde fazer em virtude da lei vigente na Escócia», disse à Lusa Sofia Campos, directora de produção da RE.AL.
«O facto de fumar era parte integrante da sua coreografia, e qualquer alternativa ia dramaturgicamente implicar com o seu trabalho», explicou. A bailarina - segundo Sofia Campos - tem de fumar em cena para simular o nevoeiro sobre a cidade de que fala e apaga o cigarro numa garrafa com água entre as pernas, «o que é tudo muito simbólico».
Pessoalmente, o fumo do tabaco incomoda-me, como me incomodam também estes teatros e bailados modernos. Dirão alguns que é arte e outros ainda que eu sou retrógado, mas cabe-me o direito de não apreciar quer um, quer outro. Lamentam-se apenas os escoceses de terem sido privados de assistir In Loco aos atríbutos... artísticos da bailarina e coreógrafa da margem sul do Tejo.

domingo, fevereiro 18, 2007

LOIRAS...

A loira não conseguia passar no teste para emprego nenhum. Resolveu tomar uma atitude extrema para ganhar dinheiro:
- Vou sequestrar uma criança! - pensou (acredite se quiser)!Com o dinheiro do resgate eu resolvo a minha vida...
Ela encaminhou-se para um playground, num bairro de luxo, viu um menino muito bem vestido, puxou-o para trás da moita e foi logo escrevendo obilhete: "Querida Mãe isto é um sequestro. Estou com SEU filho. Favor deixar o resgate de R$10.000,00, amanhã, ao meio-dia, atrás da Arvore do parquinho " Ass: Loira sequestradora!". Ela pegou o bilhete, dobrou-o e colocou no bolso da jaqueta do menino dizendo:
- Agora vai , corre e entregue esse bilhete para a sua Mãe.
No dia seguinte, a loira vai até o local combinado. Encontra uma bolsa! Ela abre, encontra R$10.000,00 em dinheiro limpinho e um bilhete junto, dizendo:
- "Este é o resgate que VÇ me pediu. Mas não me CONFORMO como uma loira pode fazer isso com outra...!!!!!!!"

PARABÉNS

Faz hoje 60 anos, aquele que foi um dos meus primeiros ídolos, Carlos Lopes, atleta de fibra e grande humildade. Hoje, luta pela sua dignidade, numa altura em que lhe viu ser retirado um subsídio significativo, que fizera por merecer nas pistas desse mundo, sempre com uma bandeira portuguesa por perto. É outro dos exemplos de como este e anteriores governos simplesmente ignoram aqueles que tanto fizeram por elevar o nome de Portugal pelos quatro cantos do mundo - veja-se o caso de José Torres e tantas outras glórias do desporto e não só - preteridos a favor de uma história recente com os seus heróis do marketing e ídolos, tantas vezes, de pés de barro. Felizmente, quem como eu, teve a oportunidade de ver correr Carlos Lopes - quando um português já de alguma idade tinha a coragem de olhar cara na cara os já fantásticos africanos, conseguindo mesmo suplantá-los em provas homéricas - jamais o esquecerá. Obrigado por tantas alegrias, campeão!

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

EVASÕES (Claire Forlani)


O DIA SEGUINTE...

Antes de mais nada devo confessar que não fui votar, essencialmente por duas razões: por restarem ainda algumas dúvidas quanto à minha decisão, mas sobretudo pela doença de um famíliar próximo, situação que me tem absorvido sobremaneira nos tempos mais recentes, levando-me a deixar quase tudo o resto para trás, desde decisões que poderão mudar o rumo imediato da minha vida, como em relação a tantas outras pequenas coisas menores. Desculpem-me portanto aqueles que, com toda a legitimidade que lhes assiste, defendem acérrimamente o acto do voto, mas a saúde da minha mãe é, para mim, mais importante que qualquer referendo, jogo decisivo de campeonato ou ameaça nuclear. Ao longo dos últimos meses apresentei aqui, a propósito deste referendo argumentos válidos, quer para o Sim como para o Não, concordando quase em absoluto com o que cada um desses argumentos defendia. Pode parecer incongruente, mas longe de me considerar dono da verdade, gosto de ouvir os outros, procurar saber das suas motivações, respeitando-as estando ou não de acordo, desde que fundamentadas e não por critérios clubísticos, rácicos, políticos ou sexistas. Desde o início que considerei faltar objectividade sobre o tema do Aborto, por considerar o acto demasiado complexo e pessoal. E ainda bem que assim é, que nem tudo na vida se esgota entre o branco e o preto, bem ou mal, nascer ou morrer e a virtude, como alguns defendem, está lá... no meio. No que ao aborto concerne, cada caso é um caso e o abortar consequência de violação não é similar ao fruto indesejado de um devaneio sexual, nem a mulher, sendo como muitos defendem dona do seu corpo, não o é da vida que carrega no seu ventre, antes sendo co-responsável pelo seu crescimento saudável. Assim, só por insensatez ou maldade se pode comparar um simples cortar de unhas ou de fazer uma plástica ao acto de abortar. Não foi certamente fácil para muitos, pais e mães que tiveram de abandonar os filhos por falta de dinheiro ou casa, para aqueles que perderam as esposas durante esses degradantes abortos clandestinos, quer para todos aqueles que verdadeiramente procuraram saber os prós e os contras da legalização do aborto, o acto eleitoral de ontem. Houve pouca informação aos portugueses, muitos debates em que a falta de respeito pela diferença salutar de opiniões foi gritante, quase obscena. Muitos de nós não compreendemos ainda que há pessoas que pensam de forma distinta da nossa, sem que alguém tenha de estar errado. Certo, do meu humilde ponto de vista, apenas a certeza de que a Mulher não podía continuar a ser penalizada por abortar, não devia e não merecia continuar a ser humilhada aos olhos de um mundo insensível de falsos moralistas sempre prontos a apontarem o dedo. A Mulher não podia continuar a ser violentada nem a arriscar a sua vida desumanamente às atrocidades de qualquer aborto clandestino, como peças de carne no talho. Se o aborto é crime, a matemática nem sempre é clara e objectiva e, não raras vezes quem de dois tira um pode resultar zero. Os resultados foram, como sabemos, inequívocos, reveladores da vontade da grande maioria dos portugueses, num cortar amarras com um passado enraízadamente católico, mas o futuro inicia-se já hoje com o peso das responsabilidades que cada vitória conseguida acarreta. É preciso passar da teoria à prática, cumprir as promessas levianamente proferidas a troco de uma mão cheia de votos. O Governo tem pela frente mais uma tarefa árdua rumo à credibilização aos olhos do país, mas talvez menos complicada que a dos pais e mães que, na hora de gerarem um filho deverão ser mais conscientes e responsáveis antes de se decidirem pelo aborto.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

ANNA NICOLE SMITH


Faleceu aos 39 anos a ex-coelhinha da Playboy, famosa pelas suas formas voluptuosas e pela sua vida atribulada em busca de um sentido que nunca encontrou.