terça-feira, abril 29, 2008

MÃE DE SETE IRMÃOS



Foi o que sucedeu na Áustria, de onde nos chegou esta semana mais uma notícia de rapto e violação, cometido por um pai à sua própria filha. Em Amstetten, Joseph Fritzl, actualmente com 73 anos, manteve a sua filha num dos anexos da cave da sua casa durante 24 anos, tendo mantido relações incestuosas com ela, das quais nasceram sete filhos, um dos quais viria a falecer pouco após o parto.



Este incidente traz-nos à memória o sucedido com Natascha Kampusch, também naquele País. A cave onde Elisabeth Fritzl permaneceu durante pouco mais de duas décadas em cativeiro é composta por várias salas, entre elas uma casa de banho, um espaço para preparar refeições e para dormir e uma cela acolchoada, cuja finalidade é desconhecida. Ao anexo só se tem acesso através de uma porta electrónica de betão - dissimulada numa adega, atrás de prateleiras - que apenas abre com a introdução de um código.


Dos seis filhos que sobreviveram, três viveram com a mãe no anexo, enquanto as restantes três foram criadas por Joseph e a mulher, Rosemarie, que, aparentemente, desconhecia o que se passava na cave, acreditando que a filha tinha fugido de casa e que por não ter condições para criar os três filhos menores os tinha enviado aos cuidados dos pais. Os filhos estão actualmente com idades compreendidas entre os onze e os vinte anos, sendo que Kerstin, de dezanove anos está neste momento hospitalizada, em coma artificial e com prognóstico reservado. Foi aliás a sua hospitalização que conduziu à descoberta deste caso, quando os médicos solicitaram a presença da mãe da jovem, por necessitarem de informações sobre a história clínica de Kerstin.
Já pouco ou nada me surpreende nos dias de hoje, nem sequer actos destes que continuam a demonstrar o quão próximo se encontra ainda o ser humano da sua condição primária, de alguém que vive pelos seus instintos, pelo seu desejo mais animal. O que me surpreende é que, ao contrário de muitos outros relatos de actos de natureza sexual incestuosa, esse "pai" tenha tido a necessidade de encarcerar a filha e mantê-la nesse estado durante 24 anos, não tendo demonstrado em momento algum arrependimento dos seus actos, prova disso os sete filhos frutos dessa relação. E até onde irá a real ignorância de Rosemarie?

sexta-feira, abril 25, 2008

TU FOSTE UM SONHO, EU FUI UM SONHADOR

Tu foste um sonho, eu fui um sonhador"

Foste a minha revolução dos sentidos,
o despertar, o meu grito de liberdade,
o sonho impossível enfim realizado,
a porta aberta por mim fechada
a tantas outras páginas
de um livro que ficou por escrever.
Foste o dia presente,
o sonho diário de cada noite,
o motivo de cada acordar, a culpa
de se esgotar o dia em 24 horas
e mesmo assim parecerem poucas.
Foste o sorriso fácil dos dias felizes,
a fé e o futuro, as promessas
que o vento levou p'ra longe.
Hoje definho na ausência,
alimento-me de memórias,
mutilo-me sádicamente em desejos irrealizáveis,
perdi a vaidade e o orgulho recentes,
perdi o norte e a vontade de seguir,
sou livre...
mas sem ti não sei
ou não quero
voar.

segunda-feira, abril 14, 2008

CABRAS & MULHERES


Da Bulgária vem uma notícia que, sem ser novidade, vem colocar uma vez mais a questão da importância ou não das mulheres na nossa (homens) vida. Stoil Panayotov, um fazendeiro búlgaro, chocou cidadãos de Plovdiv, ao trocar a sua esposa estéril por uma cabra de oito anos de idade.“No dia anterior ao acordo, um amigo falou-me que não dava sorte com mulheres e que ele realmente gostava da minha esposa. A troca foi realizada assim que minha mulher aprovou o acordo. Logo, eu ganhei uma cabra de segunda mão, e ele, uma nova esposa”, disse Panayotov, para quem esta era a sua terceira mulher. Afinal, nenhuma das três conseguiu satisfazê-lo totalmente.
Esta não é a primeira vez que homens e cabras são notícia juntos. No ano passado, um homem sudanês, identificado como Tombe, foi forçado a casar-se com uma cabra após ser flagrado tendo relações sexuais com o animal. Azar do Tombe, já que o dono da cabra chamou o Conselho de Anciãos da sua aldeia, que lhe aplicou uma multa de 50 dólares além de o obrigar a casar-se com o animal, para o envergonhar. Azar por ter nascido no Sudão, já que na maior parte dos países, manter relações com uma cabra ou uma vaca, não é considerado crime nem obriga o homem a casar-se, já que geralmente ela já é casada... com outro.

quarta-feira, abril 09, 2008

UMA HISTÓRIA DE VIDA

Fé nasceu em Dezembro de 2002, apenas com 3 patas, as duas traseiras e uma dianteira deformada, que foi amputada pouco depois do seu nascimento. Aquando do nascimento, outras crias haviam nascido deficientes. Umas morreram logo à nascença, enquanto as outras estavam a ser mortas pela própria mãe. Fé foi salva por um dos filhos da família Stringfellow, que a levou para casa. Apesar da sua deficiência, Faith (ou Fé) tentava levantar-se para corresponder aos carinhos ou simplesmente para pedir algo, o que foi incentivado pela família para que ela pudesse mover-se de forma bípede, através de bastantes treinos e muita paciência e amor. Hoje Faith anda, pula e salta, provando que pode levar uma vida práticamente normal como qualquer outro cão. Faith é a prova de que todos os obstáculos podem ser superados e que devemos ter sempre esperança, em vez de nos deixarmos abater ao primeiro sinal de infortúnio.












terça-feira, abril 08, 2008

QUERO


Quero viver de promessas intermináveis,
Mergulhar em rios desconhecidos,
Descobrir a tal felicidade,
Mesmo que inconseqüente e incerta...
Quero viver dois mundos contíguos,
Em ritmos de eterna paixão,
Dançando sobre chama ardente,
Esperando um ato inocente...
Quero envolver-me em decisões,
Cuja desistência inexiste,
Quero vibrar em sensações,
Sonhar profundo sem acordar...
Quero deslizar sobre teu corpo,
Sentir seu calor em toques sinceros,
Saborear o gosto do desejo,
Perder-me em ondas incansáveis...
Quero decifrar seus mistérios,
Eriçá-lo estranhamente,
Selar lembranças de vidas distintas...

Quero um segundo de amor,
Um segundo de você!

de Giulia Perotti

segunda-feira, abril 07, 2008

quinta-feira, abril 03, 2008

O AMOR É CEGO


Já todos o sabíamos, embora só agora tenha sido científicamente comprovado através de uma neurobióloga de Barcelona: O amor é mesmo cego. Segundo ela, quando o ser humano está apaixonado desactivam-se zonas do cérebro encarregues do juízo social e da avaliação dos outros. É por isso que, quando estamos enamorados a vida parece-nos sempre cor-de-rosa e o nosso universo parece sempre girar em torno da pessoa amada, como se nada mais existisse ou importásse. Afinal, dois é bom, três são demais! Mas é também nestas alturas que somos mais fácilmente apanhados desprevenidos, tomando mentiras por verdades e vice-versa, sendo que a verdade é sempre aquela que mais nos agrada ou convém, mesmo que as evidências a desmintam categóricamente. Não se depreenda, contudo, pelas minhas palavras que esse estado de aparente cegueira, que é o amor, é um campo armadilhado com mais defeitos que virtudes. A verdade é que, pesando todos os prós e contras, regalias e dissabores, não há euromilhões nenhum que nos dê tanto ou mais prazer que o amor, que essa sensação de euforia que nos invade o corpo quando a flecha de Cupido nos atinge o coração. Podemos efectivamente ficar cegos, erramos, é certo, mas esses serão indubitávelemte os melhores momentos das nossas vidas, quando todos os nossos sonhos - mesmo que por breves instantes - parecem possíveis de concretizar e acordar todas as manhãs, dia após dia, consegue enfim fazer algum sentido. Só quem já amou ou foi amado sabe o que é viver.

quarta-feira, abril 02, 2008

O DIREITO DA ESCOLHA - parte 2

Mais valia ser homossexual, terá pensado este alemão, que viu o Tribunal reforçar a constitucionalidade do artigo que define o incesto como crime, negando o apelo feito por si e pela sua companheira. É que esta mulher de aspecto tão apaixonado é irmã dele e têm já quatro filhos em comum. Onde está aqui o direito de opção, pensará o rapaz, que mesmo assim ainda encontra forças para sorrir.

O DIREITO DA ESCOLHA

Da Alemanha chega-nos a notícia de uma grande vitória sobre o tipo de preconceituosos que ainda hoje deitam impropérios da boca para fora contra Heath Ledger, pelo seu papel em Brokeback Mountain. É que os membros de casais homossexuais já têm direito a receber Pensão de Sobrevivência. Pelo menos, foi isso que decretou o Tribunal Europeu de Justiça, que condenou um fundo de pensões alemão ao pagamento da referida pensão, que tinha sido negada alegando que esse era um direito dos casais legalmente casados. Só que, segundo o Tribunal Europeu de Justiça este argumento viola uma directiva comunitária para a igualdade de tratamento entre heterossexuais e homossexuais. Assim, em caso de morte do parceiro, e nos países onde as uniões entre homossexuais sejam reconhecidas e equiparadas ao casamento, uma pessoa tem direito a receber todos os subsídios ou pensões que um casal teria direito. Aceitem-se ou não as escolhas de cada um, concorde-se ou não com elas, ao menos que haja respeito.

APRENDER... O QUÊ?

Tínhamos a ideia pré-concebida de que as escolas eram essenciais ao nosso desenvolvimento intelectual, que íamos para lá aprender o abcedário, os números, a chata da tabuada e das multiplicações, os ditados e as redações sobre as férias. Sabíamos que havia os intervalos que pareciam sempre durar muito menos do que na realidade duravam, havia também os desenhos e as visitas de estudo. Diziam-nos que com o passar dos anos as matérias seriam mais difíceis, com as Línguas, a Filosofia, a Química, mas sempre a Matemática, e que se quiséssemos vir a ser alguém na vida teríamos de estudar muito. Hoje, a impressão é de que a escola é mais como um emprego em que o aprender e o ensinar são secundários. Para os filhos, porque com os pais a terem cada vez menos tempo para conviver com eles, vêem-se quase obrigados a tempos extra nas escolas e nos ATL's, porque os pais só os podem ir buscar mais tarde; para os professores, porque não raras vezes são transferidos de escola em cada final do ano lectivo, não chegando a sentir-se motivados para criar maiores laços ou especiais preocupações com os alunos, chegando muitas vezes a um diário "despejar" de matéria e montes de TPC's que deveriam ser feitos nas aulas. Claro que há excepções, mas essas raramente nos chegam ao conhecimento através dos media. Pelo contrário. Depois da rábula do telemóvel, chegou-me hoje ao ouvido o caso de um aluno de 12 anos que agrediu uma auxiliar de acção educativa da Escola Básica 2/3 de Mortágua e que mais quatro casos de violência escolar foram registados só no último mês e meio no Distrito Judicial de Lisboa, um deles em Almada. Outro caso, este na Escola Primária do Salgueiral, relata-nos as suspeitas sobre uma professora de inglês que terá tapado a boca a uma criança de 8 anos com fita adesiva, por esta estar a falar durante a aula. Haja fita adesiva! Entretanto, nos Estados Unidos, onde proliferam casos bem piores do que estes, a polícia apanhou alguns alunos de idades entre os seis e os oito anos que planeavam, segundo o apresentador do Jornal da Tarde, matar a professora. Na posse das crianças foram encontradas facas de cozinha, cabos de electricidade e algemas. Se calhar não pretendiam matá-la, apenas torturá-la um bocadinho. De qualquer das formas, e por muito mal que esteja em Portugal o estado da educação, ainda bem que cá estamos, porque lá fora está-se pior, ou como diria o Camilo: ai tá-se tá-se!