sexta-feira, fevereiro 12, 2010

A PRINCESA E O SAPO

Nunca tive aquele chamado sexto sentido em relação ao cinema, apesar de ser viciado em filmes. Aqueles que geralmente venho a gostar mais ficam por vezes semanas, meses, nos clubes de vídeo ou mesmo em casa, na ideia de que até nem serão grande coisa e que há sempre algum filme melhor para ver. Não é a primeira vez que acontece, não será a última. Aconteceu isso com "A Princesa e o Sapo", longe de me chamar tanto a atenção como um "Chovem Almondegas". Foi preciso que alguém visse o filme e me dissesse o que eu estava a perder para arriscar. Afinal, tinha-me enganado. Longe de ser mais uma versão estereotipada dum clássico intemporal, "A Princesa e o Sapo" consegue ser original, divertido e romântico, com um leque de personagens muito bem construídos que nos fazem pensar, contrapondo a riqueza ou o aspecto exteriores com aquilo que realmente és. Porque não é apenas no mundo virtual que continuam a existir sapos - imensos - há espera de princesas e de beijos daqueles de cinema, e princesas que ainda esperam por príncipes, o filme dá-nos uma lição importante, de vida, de fé. Não importam as nossas aparências, a fortuna, a roupa, o carro à porta, o telemóvel topo de gama, mas sim os sentimentos. Eu sei que Fevereiro ainda nem vai a meio, mas este é até agora o melhor filme que eu já vi este ano e que aconselho vivamente. Talvez os mais pequenos até o achem chato, lamechas, com momentos musicais a mais e violência a menos. Até por isso eu gostei. Vale a pena conferir.

7 comentários:

Regina Rozenbaum disse...

Miguelito Angel Amado
Tenho que esperar um cadim...aqui ainda não chegou snif, snif, mas já anotei no coração sua dica.
Beijuuss n.c.

www.toforatodentro.blogspot.com

Kimbanda disse...

Olá Miguel,
Eu, um dos últimos românticos, vou levar a sério a tua dica e testar.
Quantas vezes tivemos a constatação de que afinal não é a primeira impressão que alguém nos causa, aquela que mais tarde leva de vencida.
Tenho em conta, que valemos pelo que somos interiormente e não pelo que vai na montra, ou aparentamos ser.
Por sinal, nestas lides em frente ao monitor, onde muitas das vezes não conhecemos visualmente aqueles com quem conversamos, nascem empatias e florescem amizades que provam isso mesmo.
A maior riqueza que ao longo da vida conseguimos arrecadar, é o amor pelo próximo, amizade, tolerância e o principio básico de que nada se resolve com violência e sem respeitar o espaço de cada um.
Um kandando amigo e votos de um excelente fim de semana

Olga disse...

Tenho que ver!!

Sam Seaborn disse...

Há filmes assim… deixas para segundo plano, eventualmente para ser visto num um dia um pouco mais monótono e acabam por se tornar referências.

Margarida Fernandes disse...

Fiquei com curiosidade em ver o filme.

Principes e princesas só mesmo em histórias.

Tive a sorte de encontrar a minha "cara metade", desprovido de abundante riqueza material mas nobre e rico em sentimentos.

Afinal,como escreveu Saint-Exupéry:
"O essencial é invisivel aos olhos".

Bom fim-de-semana e bom carnaval

Lana disse...

parece-me interessante e a imagem faz-me lembrar de algum modo os filmes do tim burton o k é sempre positivo =P mais um pa minha lista ^^

Olga disse...

Vi e adorei!!