quarta-feira, fevereiro 03, 2010

A QUEM INTERESSA A GUERRA?



Recebi estas fotos esta semana pelo mail, referentes a uma manifestação ocorrida em Londres recentemente. É triste verificar que as diferenças de étnia ou de religião são ainda motivo para o ódio e para a guerra, mas julgo ainda que o que está por trás destas imagens é muito mais do que isso, motivações políticas, económicas e até mesmo de pura ignorância, de pessoas que se deixam conduzir como cordeiros por uma meia dúzia de indivíduos e organizações a quem estas manifestações de um fundamentalismo exacerbado e levado ao extremo interessam. A guerra é uma coisa estúpida.



Nada tenho contra os muçulmanos e ingénuo seria eu de acreditar que a gravidade do que aqui vejo representa o pensamento de todo um país, de uma cultura, de pessoas que, independentemente das burcas e de outros traços tradicionais tão opostos aos ocidentais, são afinal tão parecidos connosco. Eles amam, sonham, trabalham, lutam no fundo, por uma vida melhor para si e para os seus.



Podíamos discutir mil e um pontos de vista passíveis de gerar este tipo de atitudes, como as caricaturas de Maomé, as invasões do Iraque e do Afeganistão pelos americanos e pelas forças aliadas, o 11 de Setembro, o petróleo, etc etc etc. Já sabemos que as relações entre o Oriente e o Ocidente nunca foram pacíficas às vezes pelos motivos mais injustificados, mas também é verdade que os países árabes nunca precisaram do Ocidente para travar as suas guerras, tantos e longos conflitos que têm travado entre si.



Pessoalmente, não gostava que alguém viesse dizer-me o que devo ou não vestir. Gosto de poder escolher, em quem votar, em que trabalhar e de ver e apreciar uma mulher quando chega o pico do Verão. Já não me importava se alguém fizesse humor com a imagem de Jesus Cristo, mesmo que fosse eu um fiel e devoto católico. Aos anos que o fazemos, que ironizamos os nossos deuses, os brasileiros e os portugueses, os alentejanos e a loiras. Raramente alguém se insurgiu contra isso, o que até se compreende do lado das loiras.



Posso não saber muita coisa, mas sei que tenho amigos muçulmanos, que apesar das distâncias geográficas contacto com pessoas de países distantes através do meu blogue e até hoje não vi ninguém que fosse diferente de mim. Têm olhos, boca, ouvidos, sentimentos, fazemo-nos entender apesar de por vezes a língua não ajudar, todos desejamos liberdade, ao contrário do que as fotos demonstram. Só por haver liberdade é que foi possível expressarem-se da forma como o fizeram na capital inglesa. Alguém imaginaria um cenário oposto num qualquer país árabe? Meus senhores, vocês que lideram os grandes países, da Europa, à Ásia, africanos, americanos, que tanto vêm chorar os danos pessoais e económicos gerados pelas guerras, não seria mais barato e sensato lutar pela paz?

13 comentários:

Lana disse...

honestamente, eu sei que uma pessoa tem de saber o que se passa no mundo e nos rodeia e tudo isso..mas odeio saber de miserias...odeio sentir esta raiva no peito, esta vontade de acabar com uma naçao se pudesse, correr todos à paulada. odeio sentir odio. essa é k é essa. nao combina comigo. nao gosto. estou cansada de miseria e desgraças.

Olga disse...

Guerras de religião. Li um livro sobre os fundamentalistas de al qaeda que me supreendeu bastante. Que ao contrário do que se pensa esses fánaticos da religião não têm motivos economicos/politicos nem perfils de serial killer apenas acreditam e seguem o alcorão à letra pensado que estão a fazer o bem, por um mundo mais justo e o tal dito paraíso e as virgens. E que se preparam para dar na vista, para não dizer de outra forma. O livro é a Fúria divina do José Rodrigues dos Santos, para quem gosta destas matérias é muito interessante e prazeroso de ler. Exprimenta. =)

Olga disse...

*experimenta! (:P)

Sílvia Maria disse...

As mensagens nas fotografias são assustadoras. Apesar de tudo, e compreendendo em parte a necessidade de revolta, são povos que, por estarem privados da sua liberdade, carregam em si tamanha vontade de libertação que já não se importam se perdem a vida na luta pela sua causa. E isso confesso que me assusta. Já fomos testemunhas de tamanhas demonstrações desta fúria que carregam. Nada contra os muçulmanos, aliás, nada contra ninguém que tenho plena consciencia que somos todos feitos da mesma matéria, mas sou da opinião que são um povo intolerante e todo o cuidado será pouco.
"Lutar pela paz"...entendo mas não deixa de ser um contrasenso :)

Kimbanda disse...

É muita violência, muito extremismo e o que origina tal estado de coisas é a falta de tolerância, que não permite o diálogo (se é que estão interessados). Acontece que aqueles que por serem muçulmanos e nada têm a ver com o que aqui relatas, apanhem com as consequências do olho por olho, de quem menos preparado, os coloca no mesmo saco por não conseguir ver as diferenças.
Realmente custa bastante observar estes tristes e violentos acontecimentos, mas é bem melhor do que desconhecê-los. Estão a acontecer e de uma forma ou de outra afectam-nos.
Recebe um grande e forte kandando.

Regina Rozenbaum disse...

Miguelito Amado
"Lutar pel paz"? Não dá lucro...Não tenho esperanças, nenhuma, que estarei viva para ver o MUNDO EM PAZ! Me entristeço com essas e outras tantas imagens que vemos nos noticiários diariamente.
Beijuuss n.c.

www.toforatodentro.blogspot.com

Sam Seaborn disse...

Ignorância, medo, acrescidas de bases culturais frágeis são em geral as granes causas… fanatismos religiosos, seitas, sempre existiram mas o Homem tem um dom natural para evoluir enquanto ser.

De regresso aos grandes textos… provado está que a bela da inspiração está de volta…

Há.dias.assim disse...

Na tua pergunta contens a resposta "Não seria mais barato lutar pela paz?"
Seria, eis o cerne da questão.

Sílvia Maria disse...

Continuo a dizer que "lutar pela paz" é um contrasenso. Luta está relacionado com violência; lutar necessita de movimentação de forças portanto não estamos a ir contra o que PAZ significa? É que durante essas "lutas pela paz" tantas pessoas sofrem e morrem...PAZ deveria ser um estado de graça, adquirido sem esforço e muito menos sem luta e guerra. Se dissermos que precisamos de lutar para obter paz estaremos num enorme ciclo interminável...Tolerância terá de ser a palavra de ordem. Tolerância e respeito e não será através de mensagens de ameaça como as que vemos nas iamgens!

FMF disse...

Não sei como isto vai acabar. Quando uns querem a guerra e os outros querem a paz, qual das vontades vai prevalecer?

Barbara disse...

O fundamentalista de qualquer religião ou ideologia é perigoso.
Como os cristãos que já mataram muitos no decorrer da história.
Ou os judeus que são sim fundamentalistas na lida maldosa contra os palestinos - o que a mídia não mostra porque os donos da mídia são em maioria judeus.
No Brasil já fomos mais flexíveis mas os fundamentalistas evangélicos estão dando espaço a um ódio que nunca houve no Brasil.
A quem interessa a guerra?
Aos fabricantes de armas - entre estes, a maioria são de grupos que se eu aqui colocasse ninguém iria crer.
Ao interesse da época.
Água virou petróleo e os Estados Unidos construiu 1 base militar na Colômbia e outra no Paraguai.
O que há no meio deles? Nossa água e outros bens.
Atentos, tomara que estejamos.
"Bendito seja Aquele que inspirou o discernimento a Seu servo"
Corão.
Obrigada.

Juliana Pires disse...

Eu acho que o poder faz a cabeça das pessoas. Quando alguém tem o poder nas mãos ela acaba achando que pode tudo, não basta governar apenas o seu próprio país, querem mandar no mundo inteiro e para isso são capazes de matar uma população inteira, aquela que interferir em seus planos.
Quem ama Deus ama seu próximo, portanto, se alguém alegar que mata por amor à Deus é mentira, pois só ama Deus quem ama o próximo.

Beijão!!!!!

lumadian disse...

Afinal para que serve a religião???
Para fazer a guerra!

Em nome deste ou daquele se mata, por isso não acredito em nenhum Deus!