quinta-feira, janeiro 21, 2010

DIVAGANDO ENTRE A TÉCNICA E A MORAL

OU A DIFERENÇA ENTRE QUEM PENA COM O PÉ E QUEM O FAZ COM A CABEÇA (cabeçadas à parte!)

Antes de mais devo começar por exprimir a minha admiração pelo futebolista que foi Sá Pinto, pela raça que sempre demonstrou - e continua a demonstrar e a exagerar - ao serviço dos clubes que demonstrou. Como jogador podia ter chegado mais longe ou talvez não, mas de certeza que alguma dureza exacerbada e vários casos pontuais de indisciplina e sangue quente em nada ajudaram na sua carreira. Liedson, por seu lado, abono de família de uma equipa esfomeada de resultados e exibições não é, também, caso virgem nas polémicas que teimam em "incendiar" o balneário do Sporting. Ambos, pelo protagonismo que lhes é devido dentro do clube devem lembrar-se que por muito mérito que tenham, o Sporting é maior do que a soma e qualidade dos seus jogadores e dirigentes. Não foram eles, Sá Pinto e Liedson que fizeram do Sporting o clube que é, mas o Sporting que fez deles muito do que hoje são. Já vi grandes jogadores, elementos fulcrais e indispensáveis serem dispensados dos seus clubes - com o prejuízo financeiro e desportivo, óbvio para as equipas em causa - em campeonatos mais competitivos do que o nosso. O Sporting e o futebol português não podem, por muita qualidade técnica que tenham os jogadores, continuar nas mãos de pistoleiros e arruaceiros que amuam de cada vez que não lhes é feita uma vontade, que passam o jogo a dar cotoveladas em colegas de profissão, a degladiarem-se a coberto dos túneis deste nosso futebol e a pavonearem-se em primas donnas como se os clubes girassem à sua volta. Eles e grande parte dos dirigentes do futebol português esquecem-se constantemente das suas responsabilidades, quer profissionais como ainda morais, acrescidas ao exemplo que, como figuras públicas deviam passar para quem os idolatra, ou para quem faz sacrifícios para pagar os bilhetes de um jogo que devia girar em torno da bola e acabar ao derradeiro apito do árbitro. Liedson e Sá Pinto não deverão escapar de um elevado castigo pecuniário - menos seria vergonhoso mas não surpreendente - e uma eventual exclusão quer de um, como de ambos os intervenientes não seria - mesmo para o clube de que sou simpatizante - cenário a descartar num clube, num futebol e num país com outros valores, prioridades e preocupações que não os resultados da bola e as corrupções desportivas, políticas e sociais de quem, investidos de um poder questionável, prosseguem indiferentes às leis, éticas e morais, a uma justiça que teima em manter-se não apenas cega, mas surda e muda.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

O MUNDO SEM MULHERES

(adaptação de um texto recebido por email)

Um HOMEM faz um esforço tremendo para ficar rico para quê? Para que buscamos a fama, fazemos exercícios e até dietas rigorosas? A verdade é que a mulher é o objectivo do homem, a razão de ser da sua existência, do seu dia a dia. Nós, homens - muitos de nós - vivemos o dia inteiro, toda a vida pensando em mulheres, ao ponto de acreditar que, se as mulheres não existissem o mundo jamais teria evoluído da forma que evoluiu. Nenhum homem - poucos de nós - iriamos fazer fosse o que fosse para impressionar outro homem, a menos que esse homem fosse o nosso chefe. Diz o ditado que "por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher" (e por trás dessa mulher está a esposa dele, mas isso não vem para o caso), mas eu penso que seja exactamente o contrário. São vocês que estão à frente, é a mulher que impulsiona o mundo, quem tem o poder - apesar de nos deixarem acreditar no contrário -, não o homem. É a mulher quem decide a compra da casa, a cor do carro, o filme a ser visto, o destino das férias. Bendita a hora em que você ultrapassou os limites da cozinha e, não deixando de ser feminina deixou vincada a sua personalidade, a sua competência e potencialidades, nos ensinou que chorar e exteriorizar os nossos sentimentos, medos e preocupações não eram exclusividade das mulheres, não eram sinal de fraqueza nem de pouca masculinidade. Vocês são o açúcar que adoça os nossos dias, o sal e a pimenta, o azeite e o vinagre, o tempero do nosso dia a dia.
E se você que está agora perdendo o seu tempo a ler-me for um homem, tente imaginar a sua vida sem uma mulher. Aí em sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens. Já pensou? Um casamento sem noiva, um mundo sem sogras... enfim, um mundo sem metas. Mas o que faz das mulheres esses seres tão únicos, tão especiais?
1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que vocês usem o mesmo champô.
2- O jeitinho que elas têm de encontrar sempre aquele lugar certo no nosso ombro, no nosso peito, para encostarem a cabeça.
3- A facilidade com que encaixam em cada um dos nossos abraços.
4- O jeito que têm de nos beijar e, de repente fazerem do mundo um lugar perfeito.
5 - Como são encantadoras quando comem.
6 - Sim, levam horas para se vestirem, mas no final vale sempre a pena.
7 - Porque estão sempre quentinhas, mesmo que estejam 30 graus abaixo de zero lá fora.
8 - Porque ao contrário de nós ficam sempre bonitas vistam o que vestirem, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.
9- Aquele jeitinho subtil de pedir um elogio.
10- O modo que têm de sempre encontrar a nossa mão.
11- O brilho nos olhos quando sorriem.
12- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza ou lhes dizemos 'eu amo-te!'
13- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram, de nos fazerem acreditar que somos fortes e que um não vive sem o outro.
14- O facto de nos darem uma estalada pensando que vai doer.
15- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades' e a forma encontrada para o demonstrarem.
16- As saudades que sentimos delas, mesmo que só tenham passado 5 minutos.
17- A força que suas lágrimas têm que nos fazem sempre querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.
18, 19, 20, 2......................................................................

Podia ficar aqui a tarde inteira a lembrar-me de razões pelas quais admiramos, desejamos, precisamos das mulheres, mas cada palavra a mais é menos um carinho que te dispenso e existem momentos em que as palavras fazem tanta falta como uma peça de roupa cheia de botões quando nos deitamos na cama para fazer amor. Não, este texto não é nenhum manifesto anti-homossexual, mas o modo que encontrei, aqui e agora de dizer Eu Amo-te e preciso de ti, de um beijo, de um abraço, de um toque de mão, de sentir ciúmes e desejo, tesão. Preciso de te amar, porque a vida sem amor não é vida, é vazio, é dor, é pouco mais que nada, é um mar de solidão.

domingo, janeiro 17, 2010

PORQUE HOJE É DOMINGO!...


O DIA EM QUE PERDEMOS O BLOGUE

Sabiam que um dia qualquer podiam acordar e o blogue que criaram e que tanto trabalho vos deu a manter pode já não ser vosso? Não, não se trata de qualquer espécie de virús ou do ataque de algum hacker, mas duma ameaça tão real e tão perigosa como aquelas. Pensei no assunto um destes dias e achei que a probabilidade de isso acontecer não era de todo descabída. Quantos de vós ainda se lembram do primeiro comentário, dos motivos que vos levaram a criar um blogue, dos primeiros passos pela blogosfera procurando com que alimentar este novo "amigo"? Numa grande parte dos casos começamos por escrever para nós mesmos em pequenos desabafos e depois, gradualmente vamos aumentando as expectativas, em relação ao número de visitantes e de comentários, ora porque é chato escrever sem que ninguém nos leia ora porque o vizinho do lado andou a gabar-se que tem quatro ou cinco visitas diárias, uma delas do Brasil e outro da China. Até esse momento, o grande dilema consistia em saber o que postar a seguir e com que regularidade, tendo a noção que muitas vezes a quantidade não anda a passo da qualidade, muito pelo contrário. Muitas postagens desviam a atenção que uma só teria e que assim corre o risco de passar quase despercebida apesar do trabalho e do cuidado que tivemos com ela. Outra das grandes questões torna-se em saber até que ponto devemos expor os nossos sentimentos mais íntimos e pessoais ou se, ao invés devemos guardar uma certa distância entre aquilo que somos e o que mostramos. É preciso uma grande segurança antes de confessar que enganaste a tua mulher ou que não gostas do colega A ou B por causa da roupa que ele veste. A outra questão mais premente prende-se com a linha de orientação, sobre um tema específico ou mais abrangente e variada. Os primeiros tempos são difíceis, parece que ninguém conhece o vosso blogue, apesar de estarem constantemente a mencionar o assunto, quase como por acaso, entre amigos ou colegas e vizinhos. Uma ou duas visitas, um comentário isolado como um telefonema por engano, é pouco, muito pouco para o vosso ego. Uma anedota, um comentário sobre actualidade, um assunto polémico e o blogue que começou pessoal, quase como uma piada, um desabafo do stress diário, começa a deixar de gatinhar, em busca dos primeiros passos, desafiando os seus limites, deixando-se envolver pelas potencialidades de um universo onde não existem fronteiras. Começa a fase da pesquisa, de como agradar e chegar o mais longe possível. O vizinho das primeiras caminhadas e dos únicos comentários recebidos sabe agora a pouco. As fotos são agora mais arrojadas, aplica-se a palavra "sexo" a cada duas frases ou então "Cristiano Ronaldo". Goste-se ou não do rapaz, o certo é que ele traz visitantes ao blogue. De seguida, e como se não bastasse, mudam-se as cores, poe-se música, não uma mas mais, que os gostos não são iguais. Às tantas misturamos Tony Carreira com Megadeth e Mariza com Vanessa Mae. O consequente aumento de visitantes e de comentários eleva a fasquia da responsabilidade a uma necessidade de agradar a todos, gregos e troianos. Quando nos damos conta, não é a nossa opinião que está expressa, não é a música brejeira mas que gostamos que se ouve e sentes-te um estranho em tua própria casa ou blogue. Deixa então de ser carne ou peixe e passa a ser um armário entulhado de coisas onde não consegues encontrar nada que te pertença. Não deixem que a ambição por valores fúteis esconda aquilo que são, os vossos sonhos e ideais. Este é o meu blogue, minhas paixões e frustrações, o que eu gosto e odeio, muito daquilo que sou, a alma despida quanto baste aos olhos de quem quer que por aqui passe. Uma boa semana para todos.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

CINZENTO

Em dias como estes - encostado às cordas por uma tormenta sem tréguas - sou cinzento, como o tempo. Há quem goste de estar em casa a ouvir a chuva pela janela. Eu não. Gosto do ar livre, da ténue sensação de liberdade de um passeio, mesmo que os meus pés tenham já autonomia própria e me levem sempre por caminhos que eu conheço e faço já de cor, de olhos fechados. Com a chuva, saindo apenas de casa para o trabalho e do trabalho para casa, sinto-me fera enjaulada incapaz de respirar, pássaro na gaiola incapaz de voar. Penso no tempo, penso no horário - não gosto das tardes -, penso na vida. Na que tenho, naquela que tive, na que poderia ter tido. Penso em ti. Sim, mas em ti penso todos os dias.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

O FRASCO DA VIDA...

Descobri esta bela história no blogue www.Viver-e-ser-amado.blogspot.com, que não resisti a postar aqui de forma a partilhar convosco mais que uma história, uma lição de vida:


Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de Caricas e mete-as no frasco de maionese. As Caricas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese.
Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".
De seguida o professor acrescentou 2 taças de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia.
Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes: 'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA'.
As bolas de golf são as coisas Importantes: como a familia, os filhos, a saúde, os amigos, tudo o que te apaixona. São coisas, que mesmo que se perdesemos tudo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As caricas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais, as pequenas coisas. 'Se pomos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as caricas nem para as bolas de golf.
O mesmo acontece com a vida'. Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes. Presta atenção às coisas que são cruciais para a tua Felicidade.
Brinca ensinando os teus filhos,
Arranja tempo para ires ao medico,
Namora e vai com a tua/teu namorado/marido/mulher jantar fora,
Pratica o teu desporto ou hobbie favorito.
Haverá sempre tempo para limpar a casa e reparar as canalizações.
Ocupa-te das bolas de golf 1º, das coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades, o resto é só areia...
Um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representava o café.
O professor sorriu e disse: "...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a vossa vida esteja ocupada,sempre haverá espaço para um café com um amigo".

domingo, janeiro 10, 2010

ESTA VEIO POR SMS

Mentir que seja na idade
se for para roubar que seja um beijo
se for para perder que seja o medo
mas se for para ser feliz
que seja para sempre.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

EU É MAIS GAJAS


Reacções de um lésbico assumido, à porta da Assembleia da República

Gostei, até que foi giro, pá! Gostei porque há muito tempo que não via tantos deputados ali na assembleia mas foi um bocado chato a parte de estarem todos a portarem-se muito bem, sem as habituais palhaçadas que até costumam dar algum gozo à malta. Também gostei do nosso Primeiro a defender alguma coisa com tanto empenho como se fosse uma coisa realmente importante para si. Não estranhei ainda que ele abandonasse o Parlamento antes da votação final, pois nisto de política, podia-lhe sair alguma declaração menos ortodoxa e isto das escutas nunca se sabe onde é que elas estão, mas que as há, lá isso há! Quanto ao casamento, acho até muito bem, pois se os homens começarem a andar com outros homens é uma dedução lógica que vão sobrar algumas mulheres para os homens normais. Pessoalmente eu até gosto de lésbicas. Sinto apenas que não é recíproco, é cá um feeling que eu tenho, mas a verdade é que não sei bem porquê, mas até hoje nunca nenhuma correspondeu ao meu olhar à Zé Camarinha. Mas gosto a sério. Aliás nem sei bem porque é que uma grande maioria das mulheres hetero acha repugnância àquilo, preferindo mesmo ver dois homens a fazer aquelas coisas esquisitas que viram no Brockback Montain. Mas como até a minha velha pensa assim!... Os homens hetero não. Além de não acharmos uma relação entre duas mulheres repugnante - desde que nenhuma delas seja a Susan Boyle - ou impraticável, uma grande maioria chega a considerá-las mesmo excitantes, aquele tipo de trejeitos mais sensuais e delicados assim tipo José Castel-Branco numa versão feminina. Eu até acredito que se eu fosse mulher de certeza que era lésbica. Não gostei dos cowboys, cheguei à cena da tenda e desliguei logo a porcaria da televisão com medo que o espírito do velho Duke desse umas quantas voltas na campa, apesar da minha namorada me ter dito que o filme era muito bonito, assim e assado. Tão a ver, coisas de gaja achar piada a dois marmanjos aos beijos. Tenho ainda um fetiche por orientais, do tempo em que o Luis Represas cantava aquela música "Feticheira", mas não sou esquisito. Baixas, altas, mais cheias, tipo tábua de engomar, brancas, castanhas... é como dizia o ditado: Tudo o que vier à rede é peixe. Neste caso carne. Tudo menos pescadinhas de rabo na boca e lulas. Porque no fundo no fundo eu é mais gajas.

sábado, janeiro 02, 2010

ENTRANHADO NA PELE

As palavras dizem sempre tudo aquilo que quisermos. Elas ajudam-nos, destroem-nos, são ternas e falsas, elogiam, mentem. Ano novo... vida nova... felicidade... paz..., palavras apenas. Mas como ser feliz quando existem memórias que não nos largam, que nos perseguem dia após dia e que passam connosco de um ano para o outro. Como fugir do que está entranhado na pele, do que faz parte de nós? Como fugir da felicidade dos outros? Para o ano... qual? A verdade é que não sei viver contigo no meu pensamento e tão longe das minhas mãos.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

FELIZ ANO NOVO!!!

O Lado B da Vida deseja a todos os visitantes deste blogue e seus familiares e amigos um Feliz Ano de 2010, com paz, amor, saúde e muita, muita felicidade. A todos o meu sincero obrigado. 2009 não foi no meu caso - como para o país em geral, fértil em boas novas, daquelas que nos deixam saudades. No entanto, e no que se refere a este blogue em particular, houve um aumento significativo de visitas e sobretudo de comentários, tendo-se plantado sementes do que poderão vir a ser boas amizades, cimentadas numa base de mútuo respeito e simpatia, quase sempre presentes em todos os novos companheiros de blogosfera com quem tive o prazer de dialogar. Um ou outro problema de comunicação mal resolvido, será sempre encarado como uma pequena gota num oceano de promessas, de estreitamento de laços e de partilha de conhecimentos e de sentimentos, onde as diferenças serão sempre vistas e aceites como marcas de uma identidade pessoal, cultural, divergências de opinião ou de vida que mais do que nos afastarem devem aproximar-nos e serem respeitadas. As dificuldades sentidas fizeram com que muitos de nós olhássemos a realidade à nossa volta com outros olhos, levaram a que redefiníssemos prioridades, a que juntássemos as nossas mãos, redescobrindo o sentido de grupo ou de família, comportamentos ancestrais que nos acompanham desde os primeiros passos do Homem no Planeta, . Juntos seremos mais fortes na luta contra as adversidades, juntos "we can", numa prece que nada tem a ver com quaisquer tendências religiosas ou políticas mas apenas e só com esperança. Esperança... que o melhor de 2009 seja o pior de 2010, que aquela lista anual de promessas e objectivos pessoais deixe de ser comparada às habituais promessas de políticos em fase de campanhas eleitorais. Esperança em fazer da Terra um lugar melhor para viver, uma herança saudável para as futuras gerações. Deste Lado que acredita poder continuar a fazer parte dos vossos devaneios cibernautas nos próximos 365 dias pelo menos, os votos sinceros de que 2010 fique marcado pela concretização de todos os vossos sonhos. FELIZ ANO NOVO!!!

terça-feira, dezembro 29, 2009

ENCONTROS PERFEITOS


É engraçado como às vezes bastam pequenas coisas para alegrar o nosso dia, como um simples pacote de açúcar. Claro que não chega por si só, mas o certo é que, começar a manhã com um sorriso é um bom agoiro para o resto do dia. Os cafés Nicola, com a colecção de pacotes de açúcar com o sugestivo nome de Encontros Perfeitos, tem esse condão, com breves mas positivas e ternas mensagens que ficam sempre bem a acompanhar um café da manhã.

sábado, dezembro 26, 2009

O TEU SORRISO

O meu sorriso é triste e cinzento como os últimos dias de um Outono agreste. Tem no amarelo dos dentes maltratados o sabor amargo da hipocrisia, de quem sorri para fazer vontade, para enganar a ausência. Mas tu... de cada vez que sorris fazes empalidecer a lua, envergonhas as estrelas, cujo calor e brilho não se comparam à luz que emana de um sorriso teu. Esse sorriso é uma ameaça à EDP. Para quê tantas luzes nas ruas, nas casas, quando um simples sorriso teu ilumina a mais sombria das noites, aquece o mais empedernido dos corações, como por magia. Não deixes nunca de sorrir, pois é ele que ilumina o meu caminho e me guia de cada vez que estou perdido.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

quarta-feira, dezembro 23, 2009

TALENTO

A vida raramente é justa. Tantas vezes longa para quem sofre, tantas vezes curta para quem sonha. O certo é que, por mais que a gente viva, tudo o que temos, tudo o que recebemos, será sempre pouco. Nunca seremos tão felizes quanto o desejamos nem teremos tanto quanto queremos. Aquela viagem de sonho, aquela casa enorme com a piscina, aquele romance do cinema... Por todas essas metas perdemos tanto tempo da nossa vida a olhar para o lado, mesmo que errado. Olhamos para o teste do colega da escola, para o carro do amigo, para a mulher do vizinho, querendo sempre mais, o pote no final do arco-íris, sonhando com personagens e cenas de filmes que não existem na vida real. Mas ao lado - naquele lado que não olhamos nunca -, também está o mendigo que pede esmola, que não tem casa, nem comida para dar aos filhos. Também está lá o homem que bate na mulher, e vice-versa, o casal desempregado, a criança doente que não chegará nunca a crescer, o deficiente que não saberá o que é ser ou levar uma vida normal. Um destes dias disseram-me que eu tinha talento, um talento daqueles capazes de levar uma caneta a escrever sozinha, como se as ideias ganhassem vida própria nas veias e começassem a galopar desenfreadas pelos afluentes da inspiração para cobrir a alvura do papel. Eu não tenho talento, nem mesmo esse. Sou apenas um apaixonado que aprendeu a namoriscar com as palavras à mingua de uma vida mais consistente e de sentimentos palpáveis. Talento têm aqueles que conseguem viver com o salário mínimo ou nem tanto, aqueles que tendo pouco ou quase nada têm afinal muito mais do que a maioria: Felicidade. Dizem os sábios que basta pouco para ser feliz: amar e ser amado, ter saúde, esperança, partilhar nem que seja um sorriso, um bom dia dado a um desconhecido, uma carcaça, uma sopa, ... esperança. Nada como partilhar a esperança, pensar "amanhã quando acordar tudo vai estar diferente, tudo vai ser melhor, a vida vai mudar um dia, talvez amanhã, talvez... acreditar", como nas palavras do grande Baptista-Bastos, o "Homem quando quer consegue tudo, até voar". E para isso basta às vezes deixarmos de olhar para o lado, para o errado, com um olho no burro e outro no cigano, que é como quem diz um olho no vizinho e outro no nosso próprio umbigo. Dezembro caminha a passos largos para o fim, abrindo caminho a um ano que se espera de uma difícil transição, mas que uma inabalável fé me leva a acreditar ser possível concretizar todos os meus sonhos por ora adiados, apesar do Inverno da idade. Haverá um prazo de validade para a felicidade? Uma idade certa para deixar de sonhar? Gosto de Dezembro, do frio que leva aos abraços, das luzes de Natal nos passeios nocturnos, desses lampejos mesmo falsos de harmonia e da alegria presente nos olhos das crianças quando pensam em presentes. São dias amargos para quem sente o peso da tristeza, da perda, da solidão, mas ao mesmo tempo e por paradoxal que possa parecer, daquela nostalgia que Victor Hugo tão bem definiu, como "a felicidade de estar triste". Sobrevivo aos generosos frios de um Inverno rigoroso com o agasalho de recordações quentes. Mais que o talento da escrita, entretanto seco como os seios de uma velha meretriz, tivesse sido eu bafejado, tivesse eu ousado o talento para viver, não estaria agora aqui de braço dado com a ausência, ostentando palavras fúteis como se fossem pérolas e por dentro o coração remendado de promessas vãs, como pequenas peças de um puzzle à procura de um sentido, como um rastilho que sem fogo não arde.

domingo, dezembro 20, 2009

CARTA AO PAI NATAL

Querido Pai Natal,

Chamo-me André e tenho 6 anos. Neste Natal eu queria um presente muito especial. Eu queria que em todo o mundo houvesse Paz e Amor, mas sei bem que isso é impossível de realizar... pelo menos aqui no meu prédio. Sempre que a vizinha do 5.º Dto. faz amor, não há paz na vizinhança. Principalmente quando o marido sai em viagem de negócios. Nesses dias, se calhar a televisão dela fica avariada, porque está sempre a passar aquele anúncio do shampoo Herbal Essences. "Ò ... sim, sim ... siiiim".

Bem! Como a Paz e o Amor estão riscados da lista, vou ter que optar pelos bens materiais, coisa que eu não queria nada ... Para começar, eu queria que este ano a minha prenda de Natal fosse um brinquedo muito divertido que vi na televisão. Não, não é nenhuma daquelas mariquices dos Action Man, Homem Aranha ou tartarugas Ninja. O que eu queria mesmo era uma coisa que vi ontem no Telejornal! Pai Natal, eu queria muito que me trouxesses um brinquedo que se chama RPG 7, que é um lança-granadas igualzinho aqueles que os terroristas usam para rebentar com os americanos no Iraque. Mas preciso muito que me entregues o brinquedo já este fim-de-semana para eu fazer uma surpresa aos meus coleguinhas lá da escola. Eles vão estar todos numa festa de Natal, em casa Henrique, que é filho de um grande empresário têxtil, que não paga salários há 3 meses, contrata Matador para dar porrada nos sindicalistas e tem uma amante no prédio onde mora a minha avó. Todos os coleguinhas da minha sala foram convidados para a festa menos eu, porque o Henrique diz que o meu pai é teso e as minhas roupas parece que foram compradas na Feira de Carcavelos, em segunda mão, aos ciganos. Eu sei que desfazer os coleguinhas da 1.ª classe com tiros de bazuca não é uma coisa muito bonita. Mas no ano passado fartei-me de fazer boas acções e a prenda que me trouxeste foi a porcaria de um carro telecomandado comprado aos marroquinos, que se avariou logo no primeiro dia. Bem, pelo menos sempre deu para aproveitar as pilhas para o vibrador da minha mãe!

E por falar na minha mãe, neste Natal queria que ela tivesse uma prenda muito bonita ... pelo que percebi, ela precisa muito de uma padaria mesmo aqui à porta do prédio, porque há mais de um mês que não vê o padeiro ... pelo menos foi isso que ela contou no outro dia, quando estava ao telemóvel com um amiguinho que se chama Roberto. Realmente, a minha mãe deve ter muita fome, porque depois começou a dizer ao amiguinho que lhe vai morder o cacete e, a seguir, vai pôs-lo a aquecer na fornalha dela até ele ficar grande ... o que acho esquisito, porque eu aprendi na escola que, sem fermento o cacete não cresce!

Quanto ao meu pai, a prenda dele é uma daquelas máquinas que vendem tabaco nos cafés ... é para ter cá em casa porque sempre que o meu pai sai à noite para comprar tabaco só volta no dia seguinte. Quando chega a casa diz que correu os cafés todos da zona e só conseguiu encontrar a marca de cigarros que ele fuma em Bragança, na boite A Bruxa. É engraçado! A minha mãe diz que ele vai a Bragança à procura da brasileira, mas que eu saiba isso não é uma marca de cigarros ... é uma marca de café! Depois a minha mãe começa a falar em marcas de baton na camisa e aí é que eu fico sem perceber nada! Olha, mas se não arranjares a máquina, tenta ao menos passar pelo Ribatejo e trazer um par de cornos. Pelo menos a minha mãe está sempre a dizer que era disso que ele precisava.

Para o meu irmão queria uma coisa mais simples. Basta trazeres umas roupas modernas, dessas que os adolescentes usam. Pelo que percebi, ele não deve gostar nada das roupas que os meus pais lhe compram, porque todas as noites, quando sai com os amigos, leva os vestidos da minha mãe. Diz o meu tio Zé que até dá pena ver o meu mano ali na zona do Parque Eduardo VII, com as pernas ao frio e com aquelas botas altas tão desconfortáveis. Deve-lhe doer muito os pés porque leva a noite inteira a pedir boleia aos carros que passam ...

E pronto, acho que já está tudo! Agora vê lá, não te esqueças de nada, se não sou bem capaz de fazer um telefonema anónimo a uma certa jornalista do Expresso a contar um episódio engraçado que me aconteceu no ano passado, quando te fui visitar ali a um Shopping Momental, no Saldanha. Ela vai gostar muito de saber que, quando eu estava no teu colo, aproveitaste para me apalpar o rabo e convidares-me para brincar aos trenós e aos comboinhos na tua casa, em Elvas! É claro que ambos sabemos que isso não foi verdade! O que aconteceu realmente foi que te apanhei a fumar droga e a veres revistas pornográficas na casa de banho, mas sabes como é a memória das crianças ... vemos muitos desenhos animados e, por isso, estamos sempre a confundir as coisas. E convenhamos que o nome "Bibi da Lapónia" te assenta como uma luva. Por isso, ou me trazes as prendas todas que te pedi ou é bom que comeces a procurar um bom advogado. E não te esqueças de comprar muitas embalagens de gel de banho. É que ali na prisão de Custóias dizem que é perigoso tomar duche com sabonete ... quando ele cai ao chão se te baixares para o apanhar corres o risco de ... ui ... Pelo menos é garantido que vais ter um Bom Natal e um Feliz Ânus Novo!

Beijinhos,

Andrézinho

segunda-feira, dezembro 14, 2009

domingo, dezembro 13, 2009

IRMÃOS DE GUERRA

Não tenho particular predilecção por filmes de guerra, confesso, mas Irmãos de Guerra foi uma agradável surpresa, ao ponto de o considerar mesmo um dos melhores filmes que presenciei este ano. Do realizador Je-Gyu Kank, o filme conta a história de Jin-Tae, que vive com o seu irmão mais novo (Jin-Seok), sua mãe e ainda a sua noiva. Jin-Tae engraxa sapatos de forma a poder mandar o irmão para a universidade, quando deflagra a guerra da Coreia e os dois irmãos, embora por motivos diferentes acabam por ir parar ao centro da batalha. A partir dessa altura, para Jin-Tae, o seu único objectivo passa a ser o de ganhar a Medalha de Honra de forma a conseguir enviar o irmão de volta para casa, voluntariando-se para as missões mais arriscadas de forma a atingir rapidamente o seu objectivo. Só que a reacção do seu irmão e a entrada da China no conflicto acabam por dar um outro rumo à história, totalmente imprevisível. Irmãos de Guerra não é apenas um filme de guerra. É O filme. Com cenas de uma realidade e brutalidade notáveis a pedir meças às produções do género americanas, com muitas batalhas e bastante sangue, Irmãos de Guerra arranja ainda tempo para ser um dos melhores dramas que tive oportunidade de ver, incidindo sobremaneira na relação muito próxima destes dois irmãos numa guerra em que passa para segundo plano quem são os bons ou quem são os maus, até porque não é isso que interessa. A partir de certa altura, mesmo aqueles que julgávamos bons são vistos a cometer grandes injustiças e atrocidades, a provar que numa guerra não existe um lado certo. Por certo, apenas a convicção de que este é um filme a não perder, se gosta de grandes filmes e não se deixa impressionar facilmente com braços cortados e algum sangue à mistura.


PORQUE HOJE É DOMINGO!...

"O que faz em pleno século XXI uma rapariga, ainda por cima bonita, sensual e desejada pelos homens, chegar aos 27 anos virgem?"
Esta pergunta é o ponto de partida para o livro "Sim, sou virgem. E então?", de Margarida Menezes, fundadora e Presidente do Clube das Virgens, para quem ainda faz sentido esperar por alguém especial, uma espécie de príncipe encantado dos tempos modernos, que a sua mãe diz não existir. Margarida gostaria de ter dois filhos, diz que não vê o desejo sexual separado do sentimento e por isso entende que a primeira vez deveria ser especial e não como nos filmes pornográficos em que o sexo é quase sempre tratado de uma forma "bruta e selvagem". No entanto, e apesar de toda a espera, Margarida sabe que o homem que lhe tirar a virgindade poderá nem vir a ser o seu marido, mas será certamente alguém por quem esteja na altura apaixonada, segundo as suas palavras.



Numa sociedade e numa época em que a virgindade continua para muitos a ser um tema tabu, este livro talvez não tenha tornado mais fácil a concretização do sonho de Margarida, de encontrar aquele alguém especial ou mesmo de arranjar uma relação séria, mas é, no entanto uma corajosa chamada de atenção para uma situação raramente assumida, a maior parte das vezes por vergonha da chacota dos "amigos" ou namorados (as). A virgindade sempre foi vista de forma diferente conforme o sexo da pessoa, sendo que, se para os homens a perda desse estatuto sempre foi vista como o assumir da sua masculinidade, um troféu, não importando a idade ou a parceira dessa primeira vez, para as mulheres a situação nem sempre foi assim.


(Margarida Menezes)

Num passado não muito distante, uma mulher que não chegasse virgem ao casamento era vista como "uma qualquer", motivo mais que suficiente para que o matrimónio fosse anulado e a mulher ficasse marcada pela sociedade, como se com o rompimento do hímen tivesse desaparecido a honra da mulher. Hoje em dia existem ainda casos similares, especialmente em países e sociedades profundamente ligadas às suas culturas ancestrais, em que qualquer relação sexual extra-conjugal é considerada um crime passível de ser castigado em praça pública, muitas vezes com punições físicas bastante dolorosas e não toleráveis nas sociedades modernas.
Mas estas são excepções. O que acontece actualmente é que, à medida que o casamento vai sendo cada vez mais visto apenas como um contracto legal entre duas pessoas, o que faz com que tenha deixado de ser o sonho de muitas mulheres, que preferem as relações à margem do matrimónio, o sexo foi-se também banalizando, ao ponto de não se considerar a virgindade importante para qualificar uma mulher como séria ou não. Bem pelo contrário e, embora não haja oficialmente uma idade indicada para deixar de ser virgem, tanto para o homem como para a mulher, a verdade é que cada vez mais cedo os jovens têm contacto com a descoberta do corpo e da sua sexualidade, situação bem expressa na quantidade de jovens mães solteiras com que nos deparamos actualmente.



Os jovens, de ambos os sexos, gabam-se das suas experiências, mesmo aqueles que nunca as tiveram, porque a virgindade é hoje muitas vezes encarada como uma disfunção e fingir é muitas vezes melhor do que dizer a verdade. Se a mulher é virgem algum defeito há-de ter, se é o homem nem restam dúvidas: é porque não gosta de mulheres. Será que não imaginam que possa haver outras pessoas como a Margarida, que prefiram esperar pela pessoa séria e que vejam o sexo como algo sério e passível de ponderação? Por isso é importante este livro, na tentativa de abrir mentalidades e apesar das críticas que possam resultar. A pessoa que é virgem não gosta menos de sexo do que as outras, não necessariamente. Não tem menos curiosidade, menos desejo, não tem nenhum problema mas talvez maior inibição, maior critério na escolha. Além de que, entre duas pessoas existem outras formas de expressar desejo e que podem ser tão ou mais importantes do que o sexo, como explica a autora deste livro quando questionada sobre se tem ou não desejo sexual: "Sinceramente, não. Sinto vontade aliada ao medo de saber como é.", para logo acrescentar: "Sinto falta de andar de mãos dadas e abraçar". É assim Margarida, 27 anos feitos no passado dia 11, numa confissão corajosa numa sociedade tantas vezes adversa a quem assume as suas diferenças, a quem não se esconde, a quem prefere a honestidade muitas vezes inconveniente a mentiras que poderiam torná-la, talvez não tão popular, mas aceite e imune a críticas. Só que a essas responde, despida de preconceitos e vergonhas próprias de gente ignorante...


"Sim, sou virgem. E então?"

TRANSSEXUAL E HOMOSSEXUAL NÃO ENTRA!

"Transsexuais e homossexuais não entrarão no Reino dos Céus, não sou eu quem o diz e sim São Paulo.", defende o cardeal mexicano Javier Barragan em declarações publicadas no site pontifex.roma, acrescentando: "não se nasce homossexual, torna-se homossexual. Por várias razões, por educação, por não ter desenvolvido a dignidade durante a adolescência... Talvez não sejam culpados, mas por irem contra a dignidade do corpo, certamente não entrarão no Reino dos Céus."

Pergunto-me eu, não estará este senhor a ver muitos filmes? Primeiro, o Reino dos Céus que eu conheço era mesmo um filme e até tinha pelo menos um actor homossexual. Ora se ele entrou... Depois e fazendo um esforço por ser sério e científico numa questão que não merece qualquer credibilidade, não foi o mesmo Vaticano que defendeu que a Terra era plana? Não foi o Vaticano que mandou perseguir quem dissecava cadáveres para estudar anatomia e torturou e assassinou milhares nas fogueiras da Inquisição só por questionarem ou não seguirem os mandamentos que a Igreja Católica tomava como certos? Irão para esse céu que a Igreja usa como prémio para distinguir as pessoas boas das más, os padres irlandeses que violaram crianças? Porque os cruzados que ganhavam indulgências durante as Cruzadas, por cada infiel que matassem, certamente que tinham lá o seu lugar. Desde quando o amor, seja que tipo for de amor, branco, amarelo, rosa, pelas pessoas, pelos animais, por objectos, por sonhos... impede uma pessoa de ir para um hipotético Reino dos Céus? Algumas pessoas ligadas à Igreja têm de aprender, de forma a não prejudicar a instituição, que ninguém é dono da verdade, que todos somos iguais - até mesmo o Papa -, com dúvidas, com medos e que todos os dias estamos a aprender um pouco mais, exceptuando aqueles que pensam que sabem tudo e que, de cada vez que abrem a boca vêm demonstrar que afinal não sabem nada. E já agora, se tanto proclamam o amor ao próximo, onde está ele, onde está o amor, a compreensão, quando o próximo, mesmo sendo igual a eles, ama de forma diferente?

sexta-feira, dezembro 11, 2009

PENSAMENTOS


"A amizade com uma mulher é impossível. Há sempre a sombra do sexo." Estas palavras foram proferidas por Pedro Mexia, escritor e director interino da Cinemateca. Será que um homem não consegue conviver com uma mulher sem pensar em sexo, ou a mulher precisa de ser feia para que tal convivência desinteressada seja possível?

quinta-feira, dezembro 10, 2009