A questão da pessoa que me aldrabou
Há 5 horas
Porque na vida nem tudo é branco ou preto, bom ou mau, verdade ou mentira. Porque a vida não tem necessariamente de ser aquilo que parece, este é o meu espaço, onde guardo os meus sonhos e desilusões, resquícios de uma vida à espera de ser vivida.
Barack Obama foi galardoado ontem com o Nobel da Paz, pelo seu empenho na melhoria das relações internacionais. Ao contrário do que alguma imprensa revela, não me parece que tenha havido qualquer surpresa nesta nomeação, considerando o pouco tempo que o Presidente norte-americano leva no seu cargo e as medidas que já tomou, não só a nível interno como externo. É cedo para tirar ilações dos efeitos destas medidas, mas no campo das promessas e das boas intenções, o Presidente moreno - como Berlusconi o apelida - tem gerado à sua volta um entusiasmo e uma crença raramente vistas. E sabe-se que só a união de esforços, essa energia positiva que vem da fé, não religiosa, mas das nossas capacidades - lá está o famoso "Yes, we can!" - é capaz de superar a crise e originar mudanças. Obama sabe disso. Sabe que sozinho será apenas mais um cujas palavras serão levadas pelos ventos da descrença e da passividade. Por isso, na hora de agradecer, refutou o seu mérito, embora confessando-se orgulhoso e atribuiu-o ao seu País. O novo Nobel da Paz sabe jogar com as palavras tão bem como com os sentimentos. Consiga ele usar esse poder aliado ao outro que só um país como o seu lhe confere, em prol de um mundo melhor, de uma mudança de mentalidades que extravase as fronteiras dos Estados Unidos, e a palavra Futuro passará a fazer sentido, não só para nós como para as gerações vindouras.


Be With You é um filme Japonês de 2005 e basta uma olhadela atenta ao seu título para compreender a sua mensagem, aquilo que é realmente importante. Ele conta a história de Takumi, que vive sozinho com Yuji, o seu filho de 6 anos, depois que a sua jovem esposa faleceu. A vida não é fácil para ele, duvidando não ser capaz de dar a melhor educação para o filho e de não ter amado Mio o suficiente. O desenrolar desta história dá-se a partir de um livro deixado pela sua mulher, em que fala do seu regresso durante a época das chuvas, motivo para que tanto pai e filho acreditem que voltarão a ser uma família completa e feliz. No final, duas ideias ficam no ar: a de que devemos sempre arriscar a dizer o que sentimos e não refugiarmo-nos no medo de não sermos correspondidos e, não menos importante, por muito curto que seja o tempo dedicado ao amor e à felicidade, devemos vivê-lo. Um mês, dois, três meses podem muitas vezes significar uma vida inteira e valer bem mais que anos e anos escondido à sombra dos sentimentos sem recordações que nos lembrem que houve um dia... fomos felizes.
A história conta-se em poucas palavras. Ontem, uma padeira de Penafiel, encontrou 9300 euros ao sair de casa para ir fazer a entrega do pão. 3600 estavam espalhados pela rua, em notas e o resto dentro de uma pasta. De imediato, chamou a GNR, que fez chegar tão avultada quantia ao seu verdadeiro dono.
Uma grande parte dos inquilinos tem respondido de forma positiva ao apelo de recuperação e embelezamento dos prédios mais degradados ou a necessitarem de limpeza. Cumprida a nossa parte do acordo, quem nos dá garantias de que não apareçam logo "artistas" como os que esta semana estrearam a nova pintura de um prédio na Rua Bernardo Francisco da Costa, em Almada? É que as obras duraram cerca de um mês, um pouco mais e bastou o seu término para logo aparecer alguém a fazer isto, sem mesmo esperar que os andaimes fossem desmantelados na sua totalidade. E agora? Quem estará a negligenciar as suas responsabilidades? A Câmara Municipal? A Polícia? É que ninguém apanha quem faz isto e a polícia só passa pelas ruas nas suas viaturas facilmente identificáveis - que é feito dos agentes a pé? - dando tempo a quem precisa de se esconder ou fugir. Por estas é que de cada vez que falo alto para com os meus botões agitam-se logo uns quantos moralistas por me lembrar da justiça em certos países árabes e de como umas mãos - vá lá, uns dedos - a menos resolviam este problema e serviam de recado para outros "brincalhões".

Perguntaste-me recentemente o que era a amizade e, enquanto eu pensava numa resposta elaborada para te dar, respondeste tu mesmo à pergunta. Afinal, na amizade, como em muitos outros sentimentos, o seu valor não se mede na quantidade ou na riqueza das palavras usadas para o descrever, mas nas acções. Hoje, dia do teu aniversário, não preciso de usar as palavras que preparaste para usar como se fossem minhas. Não preciso de pensar durante muito tempo para conseguir exprimir-te o importante que tens sido para mim. O dia a dia tem-se encarregado disso. És desde à muito a minha confidente preferida, mais que uma irmã mais nova, uma conselheira nem sempre sábia ou perfeita, mas uma amiga preocupada, das melhores pessoas que conheci, olvidando não raras vezes as suas próprias preocupações para que , sempre com as palavras certas no momento certo, não fosse traído pelo desânimo fácil e pelo atirar da toalha ao chão. Obrigado por tudo, pelo sorriso, pelo que tens feito, pelo que farias se fosse preciso, mas especialmente por seres essa pessoa especial que tanto adoro e admiro. Um feliz dia de aniversário, Nusrat, e que todos os teus desejos se concretizem, pois tu mereces.
E se já antes me fugias, como posso agora poder um dia resgatar-te? Como continuar na senda das tuas pegadas, no trilho do perfume que a memória não consegue apagar? Apenas não corras, não deixes que a tempestade que assolou o meu deserto dilua a doce fragrância do sentimento que me move, pois não conheço eu outro caminho, outra estrada, que não o sentido dos teus passos.
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| Natural de Seul, na Coreia do Sul, começou por dar nas vistas durante o Mundial de 2002, pelas imagens bem elucidativas da sua beleza. |
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| A 17 de novembro de 2008, num concurso televisivo de dança, recebeu 0 pontos, acusada de os seus movimentos desrespeitarem o concurso. |
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Em Anjos & Demónios mantém-se a tentativa de descredibilizar alguns dos frágeis alicerces que suportam a religião católica, critícam-se certos comportamentos e valores, num ataque que desta vez não visa a figura de Deus - como no primeiro filme -, mas o coração do cristianismo, o próprio Vaticano.
A segunda grande diferença é perceptível após os primeiros minutos do filme. Apesar de continuar a atacar valores morais, organizativos ou a corrupção de alguns elementos do clero a valores que nada têm a ver com o espírito religioso, assim como algumas estocadas subtis à ostentação bem evidente nas altas instâncias do Vaticano, existe uma tentativa de Dan Brown em atenuar as suas relações com a Igreja, tentando de maneira simpática mas raramente conseguida, justificar certas críticas, certos valores, ao dar-lhe uma imagem diferente, humanizando-a, tornando-a por isso imperfeita, mais sujeita aos pecados dos Homens. Como se diz perto do final: "A religião é imperfeita (...), mas apenas porque o Homem é imperfeito".
Michael Jackson morreu aos 50 anos, vítima de uma paragem cardíaca. Com uma carreira incaracterística, Michael transformou-se de um cantor genial, rei da pop a uma personagem aberrante e controversa, perseguido pelo medo das doenças e por acusações de abusos sexuais com menores. Como uma criança grande, um Peter Pan do universo musical, Michael, que foi casado com a filha de Elvis Presley, deu sempre a ideia de não conseguir adaptar-se a um mundo de adultos, sempre escondendo-se e protegendo-se de uma vida que não compreendia e que o amedrontava. Depois de um interregno de cerca de oito anos, um dos últimos grandes ícones da música pop, preparava-se para uma derradeira digressão mundial (ainda bem que eu não tinha comprado já o bilhete), numa tentativa de reabilitar alguma da sua fama, mas também da sua imagem de artista talentoso que era. Há hoje mais uma estrela a brilhar no céu.