sábado, outubro 10, 2009

GRÃOS DE AREIA


Às vezes basta um segundo,
um olhar breve, todavia intenso,
às vezes um segundo que se perde impreciso,
pendente entre o coração e a razão,
esvai-se a felicidade como grãos de areia
por entre os dedos de uma criança.


(um segundo mais e já é tarde)

À ESPERA

Há quem graceje e ria a cada instante
enquanto eu penso em palavras que nunca digo,
há quem corra de encontro à vida
enquanto eu fico parado à espera
por alguém que nunca chega.


NOBEL DA PAZ

Barack Obama foi galardoado ontem com o Nobel da Paz, pelo seu empenho na melhoria das relações internacionais. Ao contrário do que alguma imprensa revela, não me parece que tenha havido qualquer surpresa nesta nomeação, considerando o pouco tempo que o Presidente norte-americano leva no seu cargo e as medidas que já tomou, não só a nível interno como externo. É cedo para tirar ilações dos efeitos destas medidas, mas no campo das promessas e das boas intenções, o Presidente moreno - como Berlusconi o apelida - tem gerado à sua volta um entusiasmo e uma crença raramente vistas. E sabe-se que só a união de esforços, essa energia positiva que vem da fé, não religiosa, mas das nossas capacidades - lá está o famoso "Yes, we can!" - é capaz de superar a crise e originar mudanças. Obama sabe disso. Sabe que sozinho será apenas mais um cujas palavras serão levadas pelos ventos da descrença e da passividade. Por isso, na hora de agradecer, refutou o seu mérito, embora confessando-se orgulhoso e atribuiu-o ao seu País. O novo Nobel da Paz sabe jogar com as palavras tão bem como com os sentimentos. Consiga ele usar esse poder aliado ao outro que só um país como o seu lhe confere, em prol de um mundo melhor, de uma mudança de mentalidades que extravase as fronteiras dos Estados Unidos, e a palavra Futuro passará a fazer sentido, não só para nós como para as gerações vindouras.

sexta-feira, outubro 02, 2009

3 NOITES, 3 FILMES

Terminei esta manhã uma série de três noites de serviço, pelo que por esta hora estou quase a deixar-me vencer pelo sono, não sem antes colocar a escrita em dia no que a este blogue diz respeito. Confirmei uma vez mais, ser também este turno aquele que me proporciona ver mais filmes, felizmente, todos eles tendo conseguido superar as minhas expectativas e cumprir os seus objectivos de proporcionarem umas horas bem passadas. Começo pelo retorno da saga Star Trek, que tiveram em mim um acérrimo adepto, aquando dos primeiros filmes da série de culto. Esta nova aventura "pega" nos personagens da primeira série - para mim os melhores - e leva-nos ao início das aventuras de James T. Kirk, mr.Spock ou Bones. Com o inesquecível Leonard Nimoy, a entrar no filme, o resultado deste novo episódio da nave Enterprise e da sua tripulação consegue satisfazer os saudosistas e não só, revelando-se um bom filme de aventuras espaciais capaz de não deixar ninguém indiferente, entre novos e velhos.



Romance À Longa Distância, já aqui por mim mencionado, é o típico filme de amor que parte do efeito de contrastes. Aqui não se trata da diferença de classes, do clássico rapariga pobre vs rapaz rico ou vice-versa, mas da diferença de culturas, tão distintas entre si quer a nível de riqueza como no que concerne à força das tradições no meio familiar. Jesse Metcalfe não está mal no papel de um agente publicitário playboy, em luta por uma grande conta, mas a verdade é que a doçura do sorriso e do olhar da indiana Shriya Saran enchem o ecrã e deixam-nos a sonhar com uma viagem ao outro lado do mundo.



Do outro lado do mundo, mas do Japão, chegou-me às mãos este Heavenly Forest que conta básicamente a história de um trio amoroso no seio de um grupo de estudantes da mesma escola. Makoto (Tamaki Hiroshi) é um rapaz tímido atraído por Miyuki (Kuroki Meisa), a rapariga mais bonita da turma e por quem parecem estar todos interessados, reduzindo o seu sonho a uma espécie de missão impossível. Por fim, a completar o trio surge Shizuru (Miyazaki Aoi), uma espécie de Betty Feia asiática obcecada por Makoto, que a ensina a fotografar. O que parece ser apenas mais uma banal história de amor torna-se gradualmente num belíssimo filme capaz de levar às lágrimas os mais incautos, com o magnetismo de Miyazaki Aoi a roubar positivamente o protagonismo do filme, mostrando-nos que os patinhos feios podem virar cisnes e que o amor pode efectivamente matar. Outro belo exemplo do bom cinema asiático, um mercado que insiste em ser ainda um parente pobre no meio nacional.


quinta-feira, outubro 01, 2009

NÃO TE QUERO

Se eu soubesse sonhar, sonhava-te
mas eu já não sei como
nem como fazia para amar
se é que um dia eu cheguei a amar.
Por isso já não sonho
já não amo, vivo ou luto.
Eu simplesmente aceito.
Vivi em tempos na ânsia de sonhos dourados,
embriaguei-me em ilusões desfeitas
escritas a sangue p'la amarga pena do destino.
Por isso não te quero amar
não te quero querer, embalada
nos braços de uma ilusão.
Por isso não quero nem sonhar,
e porque não sonho não vivo
e porque não vivo não sofro,
não sofro porque não te quero
e se não te quero perco-te
e se te perco...
não me encontro.

quarta-feira, setembro 30, 2009

EVASÕES


Shriya Saran nasceu a 11 de Setembro de 1982, em Haridwar, na Índia. Aos 27 anos, esta belíssima actriz, praticamente desconhecida em Portugal, já entrou em vários filmes, quase todos falados em dialectos indianos. Podemos desfrutar da sua presença no divertido e romântico filme The Other End Of The Line, título original de um dos seus dois trabalhos em inglês e prestes a estrear no mercado nacional.

sábado, setembro 26, 2009

BE WITH YOU

Be With You é um filme Japonês de 2005 e basta uma olhadela atenta ao seu título para compreender a sua mensagem, aquilo que é realmente importante. Ele conta a história de Takumi, que vive sozinho com Yuji, o seu filho de 6 anos, depois que a sua jovem esposa faleceu. A vida não é fácil para ele, duvidando não ser capaz de dar a melhor educação para o filho e de não ter amado Mio o suficiente. O desenrolar desta história dá-se a partir de um livro deixado pela sua mulher, em que fala do seu regresso durante a época das chuvas, motivo para que tanto pai e filho acreditem que voltarão a ser uma família completa e feliz. No final, duas ideias ficam no ar: a de que devemos sempre arriscar a dizer o que sentimos e não refugiarmo-nos no medo de não sermos correspondidos e, não menos importante, por muito curto que seja o tempo dedicado ao amor e à felicidade, devemos vivê-lo. Um mês, dois, três meses podem muitas vezes significar uma vida inteira e valer bem mais que anos e anos escondido à sombra dos sentimentos sem recordações que nos lembrem que houve um dia... fomos felizes.

quinta-feira, setembro 24, 2009

JUSTIÇA À PORTUGUESA

Durante mais de duas semanas, um homem trocou mensagens por telemóvel com alguém que pensava ser uma rapariga. No passado mês de Julho, os dois combinaram encontrar-se, para o que prometia ser um encontro sexual escaldante. O rapaz, estudante, de 22 anos aceitou a sugestão da rapariga para que o encontro ocorresse na casa de banho de um posto de abastecimento de combustíveis, em Oliveira do Bairro e ele não via a hora de a poder ver à sua frente, ao vivo e a cores. Quando lá chegou, foi surpreendido por dois homens armados com uma faca. Em vez de sexo, o rapaz foi agredido e assaltado. Levaram-lhe o computador portátil, o telemóvel e alguns trocos. Entretanto, os ladrões foram detidos esta semana pela Polícia Judiciária de Aveiro. Um dia depois foram postos em liberdade pelo juíz, com apresentações periódicas à polícia. Segundo o que saiu nos jornais, o estudante ainda não recuperou qualquer dos objectos roubados. Este é o país que o nosso governo defende ser seguro, esta é a justiça que temos, em que as guerras entre magistrados e governo se sobrepoem à segurança do cidadão comum. Este é o país onde ainda ontem uma jovem enfermeira, à saída do Hospital e no parque de estacionamento, foi raptada - enquanto falava ao telemóvel com a mãe - e mais tarde violada. Enquanto isto acontece bem perto de nós, a caravana das eleições continua a passar, com a mesma falta de propostas a que já nos acostumaram, entretidos que andam a difamar uns e outros em discursos próprios de gente sem educação e sem responsabilidade quer política quer moral.

quarta-feira, setembro 23, 2009

QUAL O VALOR DE UMA CONSCIÊNCIA TRANQUILA?

A história conta-se em poucas palavras. Ontem, uma padeira de Penafiel, encontrou 9300 euros ao sair de casa para ir fazer a entrega do pão. 3600 estavam espalhados pela rua, em notas e o resto dentro de uma pasta. De imediato, chamou a GNR, que fez chegar tão avultada quantia ao seu verdadeiro dono.
O que faria você numa situação semelhante? É difícil dizer o que eu faria, certo de que 9300 euros resolveriam todos os meus problemas imediatos, além de permitir pôr em marcha alguns planos sempre adiados mas não esquecidos. Decerto que muita gente, ao tomar conhecimento de uma história destas não deixa de criticar a honestidade da senhora, que tomou uma decisão tão pouco vulgar nos tempos que correm. A verdade é que não me lembro de uma decisão tão caricata e tão vazia de bom senso desde outro episódio envolvendo também uma padeira, mas esta em Aljubarrota.

terça-feira, setembro 15, 2009

O BAILARINO QUE QUERIA SER ACTOR

Patrick Swayze faleceu na noite de ontem, em Los Angeles. O actor de 57 anos, que protagonizou alguns dos grandes êxitos que marcaram a minha infância, como Point Break, Dirty Dancing, Ghost ou a série Norte e Sul, sofria desde o último ano e meio de cancro no pâncreas, doença que rapidamente o enfraqueceu, tornando-o quase irreconhecível. Patrick Swayze, sem ser na minha opinião um grande actor, possuía algo que uns chamarão de talento, outros de toque de Midas, tal a facilidade de transformar em êxito de bilheteira a maior parte dos filmes em que entrava. De uma geração que debutou com Os Marginais, que tinha no elenco alguns jovens aspirantes a estrelas, como C.Thomas Howell, Matt Dillon, Rob Lowe, Emilio Estevez ou Tom Cruise, Patrick aproveitou bem cada oportunidade que teve para deixar a sua marca na história do cinema. A sua obra e o seu carisma ficarão para sempre na memória daqueles que poderam acompanhar o actor forte e saudável dos tempos áureos, o dançarino provocante, o surfista destemido, o fantasma apaixonado, o herói romântico mesmo quando fazia papel de vilão, daqueles que não queremos que acabe mal. Acabou mal. A doença dominou-o rapidamente, transformando-o num completo fantasma daquilo que fora, uma sombra irreconhecível de alguém que um dia muitos quisemos ser e por quem muitas raparigas mais e menos jovens suspiraram. Não é esta última imagem que guardaremos, mas sim a do jovem bailarino que um dia quis ser estrela de Hollywood e até ganhou uma estrela no passeio da fama. A morte pode levar as pessoas da nossa companhia, mas nunca conseguirá apagar a memória daquilo que foram e fizeram.









quinta-feira, setembro 10, 2009

OBRIGAÇÃO CUMPRIDA. E AGORA?

Uma grande parte dos inquilinos tem respondido de forma positiva ao apelo de recuperação e embelezamento dos prédios mais degradados ou a necessitarem de limpeza. Cumprida a nossa parte do acordo, quem nos dá garantias de que não apareçam logo "artistas" como os que esta semana estrearam a nova pintura de um prédio na Rua Bernardo Francisco da Costa, em Almada? É que as obras duraram cerca de um mês, um pouco mais e bastou o seu término para logo aparecer alguém a fazer isto, sem mesmo esperar que os andaimes fossem desmantelados na sua totalidade. E agora? Quem estará a negligenciar as suas responsabilidades? A Câmara Municipal? A Polícia? É que ninguém apanha quem faz isto e a polícia só passa pelas ruas nas suas viaturas facilmente identificáveis - que é feito dos agentes a pé? - dando tempo a quem precisa de se esconder ou fugir. Por estas é que de cada vez que falo alto para com os meus botões agitam-se logo uns quantos moralistas por me lembrar da justiça em certos países árabes e de como umas mãos - vá lá, uns dedos - a menos resolviam este problema e serviam de recado para outros "brincalhões".

domingo, setembro 06, 2009

PORQUE HOJE É DOMINGO!...


- Olá, Miguel!, voltei-me, tentando dar uma face a uma voz que me conduzia a um tempo distante. Vira-a - porque de uma mulher se tratava - pela última vez no mesmo local, sensivelmente, 14, talvez 15 anos atrás. Pouco mudara na sua fisionomia, a não ser alguns brancos no cabelo que antes não existiam. Reconheci-a sem hesitar e com a alegria mal-contida, própria de quem reencontra um velho amigo. "Estás na mesma. Casaste? Tens filhos? Ainda moras com a tua mãe?". Casara e tivera dois filhos. Dois miúdos. Subitamente, dei-me conta de que poderia resumir os últimos 15 anos numa folha A4, sendo que o maior espaço ficaria, ainda assim, reservado aos 20 meses mais recentes. Despedimos-nos um pouco à pressa com um beijo e o desejo de que não tivessem de passar outros 15 anos antes de novo encontro.
Esta semana ficou ainda marcada pelo cessar de um contacto quase diário com uma grande amiga, fruto de uma mudança de emprego da parte desta. Refiro-o por não ser apenas uma amiga daquelas tipo conhecida, mas antes desse género difícil de encontrar, melhor amiga e confidente. Para quem tem mais conhecidos do que amigos, a ausência de alguém que tem a capacidade de nos fazer sorrir quando estamos tristes e procura que não nos deixemos ir abaixo com os problemas, torna-se sempre mais sentida e dolorosa. Toda a despedida deixa feridas difíceis de sarar, um gosto amargo de quem deixa para trás algo de si. Sinto que perdemos demasiado do nosso tempo entretidos em confrontos estéreis e futilidades, numa competição selvagem, numa correria incessante que nos leva invariavelmente a afastar-nos do que realmente importa, privilegiando o individual em detrimento do colectivo. Não há nada mais importante do que os nossos amigos, aqueles que estão sempre presentes, para nos felicitar nos bons momentos, para nos darem a mão quando vamos abaixo. E não esqueça que o valor de uma boa amizade está não só em receber, em ser ouvido, como sobretudo em dar, em saber escutar.
Numa semana de algumas emoções fortes, alargadas a mais hora e meia de sofrimento à conta da selecção, não quero deixar de endereçar os parabéns ao meu irmão e ao meu sobrinho mais novo, aniversariantes nesta semana que agora termina.

sexta-feira, setembro 04, 2009

SAUDADES

A amizade não tem distâncias nem prazos de validade.
Alimenta-se de feelings, chora de saudades.

sábado, agosto 22, 2009

30 COISAS QUE DEVE EVITAR DIZER A UM HOMEM NU

1 – Eu já fumei cigarros mais grossos que isso.
2 - Ahhh, que meigo.
3 - Nós poderíamos ficar apenas abraçados.
4 - Você sabia que tem uma cirurgia para resolver isso?
5 - Faça-o dançar.
6 - Posso desenhar aquela carinha feliz nele?
7 - Uau, e seu pé era tão grande.
8 - Tudo bem, nós vamos trabalhar em cima disso.
9 - Ele vai fazer algum som se eu apertá-lo?
10 - Ai, de repente me deu uma dor de cabeça…
11 - (Ri e aponta)
12 - Posso ser honesta com você?
13 - Que lindo, você trouxe incenso.
14 - Isso explica o seu carro.
15 - Talvez se a gente regar ele cresça.
16 - Por que Deus está me punindo?
17 - Pelo menos isso não vai demorar muito.
18 - Eu nunca vi nada igual a isso antes.
19 - Mas ele ainda funciona, né?
20 - Ele tá parecendo pouco usado.
21 - Talvez ele tenha uma aparência melhor à luz natural.
22 - Por que nós não pulamos directo para a parte do cigarro?
23 - Você está com frio?
24 - Se você me embebedar primeiro…
25 - Isso é uma ilusão de óptica?
26 - O que é isso?
27 - Sorte sua que você tem muitos outros talentos.
28 - Ele vem com um compressor de ar?
29 - Isso está parecendo isca de peixe.
30 - Então é por isso que você sempre julga as pessoas pela personalidade.

quarta-feira, julho 22, 2009

QUAIS MORANGOS, QUAIS REBELDES!!!

Hoje foi mais uma manhã de praia. Muito sol, vento moderado, até a água estava boa, quase tudo perfeito, menos a vizinhança. Já estava eu admirado por nenhuma bola me ter acertado ainda quando se instalou um grupo de jovens perto da minha toalha. Tudo bem, não sou nenhum eremita e a praia até é grande, há espaço para todos. Só que aos primeiros diálogos eloquentes da rapaziada deu para confirmar a minha teoria de que aquilo dos Morangos e do Rebelde Way é tudo encenado. Não sei se me estou a fazer entender, mas já viram como aquilo é tudo demasiado certinho? Claro que fazem umas tropelias, que desobedecem aos pais, contam umas mentirinhas e por vezes chegam a andar à porrada, mas puxa... eles raramente bebem, não fumam e nunca dizem asneiras. Eu também era assim quando andava na escola e o mais próximo que estive de ser popular era por ser betinho. A geração Morangos não! Eles conseguem ser perfeitos - mesmo com as calças a mostrar os rabinhos e a roupa interior, mas eles são populares, apesar de não beberem, não fumarem, nem praguejarem. Caros realizadores, se querem fazer um trabalho realista e sério, despachem esses betinhos, façam-os voltar para as suas casinhas de Cascais, porque a malta nova, aquela que vemos na rua, nas escolas, nas noitadas carregados de garrafas e enrolando ganzas, na praia... não têm nada a ver com os Morangos e muito menos com os RBl. Com um vocabulário bastante limitado, ele é Caralho para cá, Caralho para lá, Foda-se e tantas outras palavras que fazem de uma considerável parte dos exemplares desta geração um mau exemplo do futuro que nos espera. Por enquanto, e como não posso fazer muito mais, vou puxando a toalha mais para trás, em busca de um ar mais saudável e mais eloquente no vocabulário.

segunda-feira, julho 20, 2009

PARABÉNS, AMIGA

Perguntaste-me recentemente o que era a amizade e, enquanto eu pensava numa resposta elaborada para te dar, respondeste tu mesmo à pergunta. Afinal, na amizade, como em muitos outros sentimentos, o seu valor não se mede na quantidade ou na riqueza das palavras usadas para o descrever, mas nas acções. Hoje, dia do teu aniversário, não preciso de usar as palavras que preparaste para usar como se fossem minhas. Não preciso de pensar durante muito tempo para conseguir exprimir-te o importante que tens sido para mim. O dia a dia tem-se encarregado disso. És desde à muito a minha confidente preferida, mais que uma irmã mais nova, uma conselheira nem sempre sábia ou perfeita, mas uma amiga preocupada, das melhores pessoas que conheci, olvidando não raras vezes as suas próprias preocupações para que , sempre com as palavras certas no momento certo, não fosse traído pelo desânimo fácil e pelo atirar da toalha ao chão. Obrigado por tudo, pelo sorriso, pelo que tens feito, pelo que farias se fosse preciso, mas especialmente por seres essa pessoa especial que tanto adoro e admiro. Um feliz dia de aniversário, Nusrat, e que todos os teus desejos se concretizem, pois tu mereces.

segunda-feira, julho 06, 2009

APENAS NÃO CORRAS

E se já antes me fugias, como posso agora poder um dia resgatar-te? Como continuar na senda das tuas pegadas, no trilho do perfume que a memória não consegue apagar? Apenas não corras, não deixes que a tempestade que assolou o meu deserto dilua a doce fragrância do sentimento que me move, pois não conheço eu outro caminho, outra estrada, que não o sentido dos teus passos.

sábado, julho 04, 2009

EVASÕES

Shim Mina, cantora, dançarina e modelo sul-coreana, nascida a 10 de dezembro de 1978.



Natural de Seul, na Coreia do Sul, começou por dar nas vistas durante o Mundial de 2002, pelas imagens bem elucidativas da sua beleza.

A 17 de novembro de 2008, num concurso televisivo de dança, recebeu 0 pontos, acusada de os seus movimentos desrespeitarem o concurso.


sexta-feira, junho 26, 2009

SUGESTÕES

Tinha alguma curiosidade em ver Anjos & Demónios, depois do êxito e da controvérsia gerada pelo anterior O Código d'a Vinci. Todavia, bastaram os primeiros minutos deste novo confronto entre a religião e a ciência, protagonizado por Robert Langdon (Tom Hanks continua a ser um dos actores mais crediveis do panorama actual do cinema americano), para me aperceber que estava perante um filme diferente do seu antecessor, para melhor.

Em Anjos & Demónios mantém-se a tentativa de descredibilizar alguns dos frágeis alicerces que suportam a religião católica, critícam-se certos comportamentos e valores, num ataque que desta vez não visa a figura de Deus - como no primeiro filme -, mas o coração do cristianismo, o próprio Vaticano.


As grandes diferenças residem, no entanto em dois pontos fundamentais. Primeira: Em Anjos & Demónios não existem pontos mortos, não há lugar a "paragens" para nos explicarem - como se fossemos muito burros - o que se está a passar e o porquê de cada dedução do protagonista, como acontecia tantas vezes no filme anterior, tornando-o interessante mas aborrecido para alguns. Anjos & Demónios é um filme sobre os mistérios da Igreja, mas é também um filme de acção, muita acção.

A segunda grande diferença é perceptível após os primeiros minutos do filme. Apesar de continuar a atacar valores morais, organizativos ou a corrupção de alguns elementos do clero a valores que nada têm a ver com o espírito religioso, assim como algumas estocadas subtis à ostentação bem evidente nas altas instâncias do Vaticano, existe uma tentativa de Dan Brown em atenuar as suas relações com a Igreja, tentando de maneira simpática mas raramente conseguida, justificar certas críticas, certos valores, ao dar-lhe uma imagem diferente, humanizando-a, tornando-a por isso imperfeita, mais sujeita aos pecados dos Homens. Como se diz perto do final: "A religião é imperfeita (...), mas apenas porque o Homem é imperfeito".
Tudo somado, resulta num filme bem conseguido, com algumas interpretações muito boas, e que me levou a não conseguir parar de vê-lo antes de chegar ao seu final, já bem perto da uma e meia da manhã.

O HOMEM QUE NÃO QUERIA CRESCER

Michael Jackson morreu aos 50 anos, vítima de uma paragem cardíaca. Com uma carreira incaracterística, Michael transformou-se de um cantor genial, rei da pop a uma personagem aberrante e controversa, perseguido pelo medo das doenças e por acusações de abusos sexuais com menores. Como uma criança grande, um Peter Pan do universo musical, Michael, que foi casado com a filha de Elvis Presley, deu sempre a ideia de não conseguir adaptar-se a um mundo de adultos, sempre escondendo-se e protegendo-se de uma vida que não compreendia e que o amedrontava. Depois de um interregno de cerca de oito anos, um dos últimos grandes ícones da música pop, preparava-se para uma derradeira digressão mundial (ainda bem que eu não tinha comprado já o bilhete), numa tentativa de reabilitar alguma da sua fama, mas também da sua imagem de artista talentoso que era. Há hoje mais uma estrela a brilhar no céu.