Porque na vida nem tudo é branco ou preto, bom ou mau, verdade ou mentira. Porque a vida não tem necessariamente de ser aquilo que parece, este é o meu espaço, onde guardo os meus sonhos e desilusões, resquícios de uma vida à espera de ser vivida.
Há muitas coisas que ficaram para trás, naquele dia junto à tua porta . Uma delas foram os sonhos. Uma pessoa sofre menos se não tiver sonhos, como se estivesse fechado num bunker ao abrigo de todos os males do mundo, numa caixa inviolável onde nada - nem os sentimentos - nos pode atingir. Também não se vive, mas o que é isso comparado com todo o sofrimento que o amor pode causar? Um plano perfeito, pensei, excepto num pormenor: nessa altura já te tinha conhecido. Assim tornei-me no pior dos cegos, aquele que um dia já viu, o que saberá sempre o que está a perder, como um pássaro que já foi livre e a quem fecharam numa gaiola, cortando-lhe as asas. É isso que tu és, as minhas asas. Sem elas não consigo voar e... mesmo que pudesse não queria, porque a vida sem ti é como ver o mundo a preto e branco.
Um olhar diferente e divertido sobre um tema ainda visto por muitos como tabu: os filmes pornográficos. Em pleno século XXI ainda há quem veja os consumidores deste produto como depravados ou sexualmente disfuncionais e quem perca tempo em campanhas contra este tipo de filmes como se fossem uma heresia e uma ameaça à sociedade.
CONCLUSÕES A TIRAR DOS FILMES PARA ADULTOS:
1. As mulheres andam sempre de sapatos, especialmente de salto alto, inclusive na cama.
2. Os homens nunca são impotentes e nunca têm dificuldade em manter uma erecção eternamente.
3. Dez segundos de sexo oral na mulher são mais do que suficientes.
4. Se um estranho descobre uma mulher a masturbar-se ela não começa a gritar, insiste em ter sexo com ele.
5. As mulheres ficam extremamente satisfeitas quando um homem lhes enche a cara de esperma.
6. As mulheres adoram ter sexo com homens feios, gordos e de meia idade.
7. As mulheres gemem de forma descontrolada quando fazem sexo oral.
8. Todas as mulheres fazem barulho quando têm relações sexuais.
9. A dupla penetração faz sorrir as mulheres.
10. As mulheres ficam sempre agradavelmente surpreendidas quando tiram as calças a um homem e encontram (Oh! surpresa!) um pénis!!
11. Não existem homens asiáticos.
12. Se encontras um homem e a sua noiva no acto e metes o pénis na boca dela, o homem não te parte a cara.
13. Quando penetras uma mulher por trás podes excitá-la verdadeiramente dando-lhe palmadas no rabo e chamando-lhe nomes feios. Elas gostam.
14. Todas as enfermeiras fazem sexo oral aos doentes.
15. Os homens quando atingem o orgasmo nunca deixam o esperma lá dentro.
16. Quando a tua namorada te apanha num acto sexual com uma amiga fica um pouco triste... mas acaba sempre na cama com os dois.
17. As mulheres nunca têm dores de cabeça.
18. No acto sexual muitas vezes o que os homens e mulheres dizem ou gemem não corresponde ao que se ouve (o som não condiz com os movimentos nos lábios).
19. Os rabos estão sempre limpos e não têm pelos.
20. Quando lhes fazem uma mamada de pé, os homens põem orgulhosamente uma mão na anca e outra na cabeça da mulher deixando uma lado da cara dela visível.
21. O sexo oral salva sempre uma mulher de ser multada por excesso de velocidade.
22. Todos os homens de raça negra têm sempre o membro sexual com um mínimo de 30/35 centímetros.
23. Algumas mulheres tendem a demonstrar a sua afeição aos seus animais de estimação de uma forma bastante exagerada e quase sempre quando os maridos estão ausentes.
Thomas Beatie tornou-se hoje o primeiro transexual a dar à luz uma criança. O parto foi de cesariana e a menina está bem de saúde. Chega assim ao fim toda a celeuma provocada desde que Beatie anunciou que estava grávido. Depois de uma tentativa falhada, e de médicos se terem negado a tratá-lo, Beatie conseguiu engravidar. Desta vez coube à realidade imitar a ficção, uma vez que Arnold Schwarzenegger já o tinha conseguido em ”Júnior”. Na vida real é a primeira vez que acontece. Beatie nasceu mulher e, desde que resolveu mudar de sexo, submeteu-se a tratamentos de testosterona. Resolveu contudo conservar os seus órgãos reprodutores: “Ter um filho biológico não é um desejo masculino ou feminino, é um desejo humano”, afirmou num artigo publicado na revista norte-americana para a comunidade gay “The Advocate”. A vontade de ter um filho tem mais de 10 anos, altura em que Beatie casou com Nancy, a sua mulher. Como Nancy não podia ter filhos, fruto de uma histerectomia a que foi sujeita há 20 anos, Beatie resolveu recorrer à inseminação artificial e a um banco de esperma. Quando questionado acerca de como se sentia um "homem grávido”, Beatie respondeu: “Incrível. Estou estável e seguro de mim mesmo como homem que sou. Eu serei o pai, Nancy a mãe, e seremos uma família”. “Sou um transgénero, legalmente homem e legalmente casado”, afirmou. E, por isso, diz não encontrar qualquer entrave na sua gravidez. “Para os nossos vizinhos, para a minha mulher Nancy e para mim não parece nada fora do normal”, resumiu Beatie. Apesar disso, admite que todo o processo foi um desafio e lamenta que muitos médicos o tenham discriminado. “Alguns rejeitaram-nos por causa de crenças religiosas. Outros recusaram dirigir-se a mim como um homem e reconhecer a Nancy como minha mulher. Nem mesmo alguns amigos e familiares nos apoiaram, a maioria da família da Nancy nem sequer sabia que eu era transexual”, desabafa Beatie.
Não é novidade que cada vez mais a indústria cinematográfica vai buscar inspiração na literatura, num intercâmbio que tem maior ou menor retorno quanto maior for o sucesso da versão visual da obra. Quantas vezes não damos connosco ansiosos por um filme baseado num livro que foi do nosso agrado? Quantos não procuramos o tal livro que baseou aquele filme que gostámos tanto? Quem não leu ou nunca ouviu falar d' "Os Miseráveis" de Victor Hugo, "O Nome da Rosa" de Umberto Eco, "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen ou os hiper-comerciais "O Senhor dos Anéis" e "Harry Potter" de J.R.Tolkien ou J.K. Rowling, respectivamente? Todavia, a reacção ao filme ou ao livro, depende do impacto que um ou outro tiveram em nós na primeira vez que tivemos acesso à obra. Confesso que foi o que sucedeu comigo ao ver hoje "P.S. Eu Amo-te", na sua versão cinematográfica, a exemplo do que sucedera com o best-seller "As Palavras Que Nunca Te Direi" ou anteriormente em "A Mão Esquerda de Deus", que foi protagonizado no cinema pelo inesquecível Humphrey Bogart. Em qualquer destes três casos, os filmes desiludiram-me por completo. Dirão alguns que é pela falta dos pormenores, dos minímos detalhes escalpelizados pelo autor do livro e que por falta de tempo são ignorados pelo realizador do filme ou simplesmente por nossa culpa, pela forma como imaginamos cada personagem e cada momento narrado no livro. Em "P.S. Eu Amo-te" - que não é uma leitura imprescíndivel, mas cujo produto final resulta agradável - faltam mais do que detalhes, numa versão muito pessoal do realizador, ao ponto de trocar o país onde a acção decorre, descaracterizando personagens que nos atraíam pelos seus comportamentos excessivos tanto na dor como na alegria, e ignorando outros ou dando por irrelevantes passagens e pormenores considerados fulcrais no livro. Para quem já leu - e gostou - do livro, desaconselho vivamente o filme. Para aqueles que não tiveram essa oportunidade o filme resulta igualmente decepcionante, ao não explorar os sentimentos mais profundos dos seus protagonistas.
Neste dia tão especial não queria deixar de te dar os parabéns, desejando-te o melhor do que de melhor te possa acontecer e agradecer-te por me teres deixado compartilhar um pouco que fosse da tua vida. Deste-me a vida, deste luz à escuridão; abriste caminhos por entre becos sem saída; pintaste-me um sorriso tantas vezes sem motivo; acendeste a chama, investaste a alegria e uma loucura sã onde antes havia apenas resignação. Fizeste-me acreditar que os sonhos podem realizar-se e que por vezes existe mesmo um pote de ouro no final de cada arco-íris; polvilhaste de cor o cinzento das minhas folhas brancas, secaste a veia, mãe de tantos devaneios poéticos, porque a vida não se escreve, vive-se, cheira-se, toca-se, respira-se como se não houvesse amanhãs e todo o tempo juntos fosse sempre menos do que o pouco que tivémos. De tanto que me deste que posso eu desejar-te que não apenas o melhor, que chegues a tempo de fazer de todas essas esperanças promessas e de concretizar todos esses sonhos qu'eu não soube realizar.
1. É simples - Não perdes o teu precioso tempo com grandes sonhos e contentas-te com um sonho de pastelaria ao almoço.
2. É valorizador - Num mundo de mulheres interesseiras e oportunistas, só as sinceras e verdadeiras te ligam! O problema é que vais mesmo ficar sozinho.
3. É saudável - Tens uma vida de atleta, corres para apanhar o autocarro e empurras para apanhar um lugar ou fazes uma viagem inteira de pé e apertado.
4. É anti-stressante - Nenhum vendedor te telefona para vender bugigangas porque, além da tua conta estar negativa não tens sequer telefone.
5. É aliviante - Com a tua fama de sem-dinheiro, nenhum amigo te pede dinheiro emprestado e, se atingires um determinado grau de pobreza, eles nem serão mais teus amigos.
6. É emocionante - Tu nunca sabes se o dinheiro vai chegar até ao fim do mês e, assim, tens uma rotina muito menos previsível.
7. É invejável - Enquanto os teus vizinhos viajam, apanham trânsito num feriado e sofrem com as praias cheias tu descansas na comodidade da tua casita.
8. É útil - Tens de trabalhar aos domingos para fazer umas horas extras e assim não assistes àqueles programas que são campeões de audiências mas que são muito maus.
9. É seguro - Não precisas de andar com a carteira pois ela está sempre vazia e assim corres muito menos riscos.
10. É gratificante - Sem dinheiro para aceder à Internet não vais andar sempre a ler textos cretinos como este.
A esta hora que vos escrevo, a greve dos camionistas já fez a primeira vítima. Não sei se será a última e prefiro não me alongar sobre o assunto sem saber em que condições se deu a tragédia. Até agora só nos foi dada uma versão dos acontecimentos, a da vítima. A verdade é que ao fim dos primeiros vinte minutos de telejornal tive de sair de casa para espairecer. Não devia ser para ler sobre problemas que as pessoas viriam ter a este blogue, mas por vezes sirvo-me dele como tubo de escape. Compreendo melhor agora porque vivemos sempre tão ansiosos pelo próximo jogo da selecção, mesmo que o futebol pouco ou nada nos interesse. Precisávamos de outro Euro em Portugal. Vi na televisão que há enormes quantidades de leite a correrem o risco de se estragarem, devido aos problemas já referidos, dos combustíveis e do boicote dos camionistas. Em Espanha, como em França ou Portugal, pessoas desesperadas tomam atitudes irracionais e violentas contra gente inocente que precisa de trabalhar para colocar dinheiro em casa. Lá como cá, destroem-se mercadorias, deixa-se estragar comida, numa altura em que milhões de pessoas passam fome no mundo. Eu sei que por vezes somos criticados pelos nossos brandos costumes, mas questiono-me até que ponto serão úteis as greves e para quem. Não termos de ser brandos não significa que sejamos violentos. Nos dias que correm, é assustador, quão ténue pode ser a linha que separa o homem moderno do selvagem que habitava as cavernas. Disseram-me hoje que isto assim não vai lá, que em vez de andarmos às turras uns com os outros, deveríamos pegar nos camiões e entrar pelo Palácio de São Bento. Seria porventura mais rápido e certamente mais eficaz. Mais do que tudo, temos urgentemente de ponderar sobre os nossos próprios comportamentos, porque cada atitude nossa, por mais justa, tem sempre repercussões positivas ou não sobre outras pessoas. Mais do que de discursos inflamados de políticos que pretendem apenas tirar vantagens para si próprios, sem se importarem com os fogos que ateiam nem com os reais problemas das pessoas, o País precisa urgentemente que o Presidente da República ou o Primeiro-Ministro falem às pessoas, dêem a cara, sem discursos de promessas que não podem cumprir. Se a situação é má, assumam a realidade, apresentem alternativas, alimentem a esperança, apelem à calma e ao bom-senso, assumam responsabilidades. Sejam sérios, frontais, honestos, pelo menos uma vez na vida. Neste Dia de Portugal, é de soluções que os portugueses precisam de ouvir falar e não de discursos históricos e de futuros cor-de-rosa, de meias palavras ou de sorrisos cínicos, se realmente queremos acabar com este clima de violência latente e de medo que vai tomando conta do cidadão comum. Pelo menos é essa a minha opinião, certa ou errada, talvez irrelevante para a maioria daqueles que aqui vêm, branda se calhar mas nunca fomentando a agressividade, modesta mas minha... porque vivemos numa democracia, onde muitos lutaram pela liberdade para que hoje possamos dizer e fazer aquilo que achamos correcto, desde que isso não choque com a liberdade dos demais.
Acabei de ouvir na televisão um dos responsáveis pelo piquete de greve dos camionistas a dizer que, se os camionistas da Gerónimo Martins não viessem acompanhados pela polícia, eles iriam "convidá-los" a parar, juntando-se à causa deles, acrescentando que estava indignado para com aqueles que não aderiram à greve. Confesso que não compreendi a que se queria referir por "convidá-los". Melhor, tenho medo de ter compreendido, pois já vi na televisão, como já presenciei ao vivo a persuasão destes convites. Não ponho em causa a justiça desta como de outras greves. Sei que começou com os pescadores, tem agora sequência nos camionistas e creio que não ficará por aqui, tantos sectores que sofrem directa ou indirectamente com os aumentos dos combustíveis. Nada do que tem sido feito até agora vai melhorar nem a economia do país, nem a vida daqueles que têm feito greve. Será que os sindicatos vão pagar os prejuízos daqueles que têm estado a lutar por eles? Numa democracia, não se admite que aqueles que não querem ou não podem aderir a uma greve sejam a isso obrigados - muitas vezes por colegas e "amigos" do dia a dia - à força de insultos e agressões físicas. Enquanto isso, as superfícies comerciais vão esperando por produtos que tardam em chegar, como antes os mercados esperaram por peixe.
Segundo a mesma fonte, no Japão, um homem de 25 anos conduziu um camião por um bairro de Tóquio, atropelando 3 pessoas, sem qualquer razão aparente. Depois de saír da viatura saltou para cima de uma dessas pessoas, apunhalando-a, prosseguindo depois o massacre, esfaqueando indiscriminadamente outras pessoas que encontrava pelo caminho, sem se preocupar com o sexo ou a idade das suas vítimas, num total de 7 mortos e 10 feridos. Kato - o nome do tresloucado japonês - só parou quando a polícia ameaçou disparar, justificando os seus actos por estar "cansado de viver e farto de tudo". Porque será que quando alguém se diz farto de viver começa sempre por matar outras pessoas? Sendo o Japão um dos países mais seguros do mundo o recente aumento da criminalidade começa a preocupar as autoridades.
Não é novidade, mas é sempre triste deparar com uma notícia como a que vinha hoje no jornal Global. A história conta-se assim: Há 8 anos um cão raivoso dos qalandari mordeu num burro dos chakrani, matando-o. Estes dois nomes esquisitos representam dois clãs rivais da província paquistanesa do Baluschistão. Só podia mesmo ser desta zona do globo. Esse incidente deu início a uma guerra que viria a fazer 13 vítimas, além, claro, do burro. O fim do conflicto só aconteceu este ano, quando um conselho de notáveis (?), a jirga, decidiu aplicar esta abominável sentença: o clã dos qalandari tinha de oferecer 15 raparigas virgens, entre os 3 e os 10 anos de idade, para casarem com homens mais velhos dos chakrani, alguns com mais de 50 anos. Em 2008, notícias como esta atentam contra os direitos da Mulher e não só, escandalizam e afrontam descaradamente um mundo que se diz moderno mas que continua a permitir que situações como esta se façam com assiduídade e que continuem a passar impunemente. Se em vez do burro ou das 15 crianças estivéssemos a falar em poços de petróleo, certamente que a história seria outra, já que para aqueles que mandam, as prioridades são outras bem diferentes.
Eu não quero ser um anjo. Sei que não é por mal, os anjos são bons mas não digas que sou um anjo, porque os anjos não riem, não choram, não amam, não sofrem, não comem, não bebem nem sequer fumam. Um anjo não peca, não emagrece, não engorda, nem sequer tem sexo, muito menos mulher ou filho. Um anjo não deixa descendência, não sente medo, não tem pressa, tem a eternidade como limite. Eu não. A idade corre, o tempo foge-me. Por isso chama-me tudo, mas anjo não porque os anjos não vivem e eu estou tão cansado de ver a vida através de uma janela. Quero arriscar, jogar, ganhar ou perder, participar dessa aventura boa ou má a que alguns chamam vida e eu chamo apenas... sonho.
Era um daqueles filmes que eu tinha alguma relutância em ver, por pensar que não iria gostar, mas em boa hora o fiz. Dejà Vu, com Denzel Washington como protagonista, é um bom filme, recheado de acção, uma boa história e deixando no ar uma boa questão: e se pudesse interagir com o passado de forma a alterar o presente?
O filme começa com a explosão de um ferry-boat em que morrem inúmeras pessoas e a consequente investigação para a descoberta do autor deste terrível atentado. Durante todo este processo sempre demorado, o personagem interpretado por Denzel Washington descobre que pode - através de um processo não muito bem explicado -, não só observar o passado, como também interagir com ele, podendo alterar o futuro.
Mas será que irá consegui-lo? E se realmente pudéssemos alterar algum ponto do passado? Será que podemos - e não falo de forma virtual ou cheia de efeitos especiais, como no filme - emendar os erros cometidos, recuperar as oportunidades perdidas ou a vida é como um jogo em que tens uma chance e sabes que tens de arriscar, porque sabes que a vida não volta atrás?
"Deu-se o caso de até ter gostado da noite (Gala dos globos de ouro da SIC) e ter-me divertido, precisamente por ter ido à-vontade, concentrar-me no positivo e tentar não me deixar afectar pela presença de pessoas tão fúteis e insípidas como a senhora, desculpe, o senhor (Cláudio Ramos)". Esta é parte da resposta do conhecido Pac, dos Da Weasel, ao facto de ter sido criticado pelo comentador televisivo Claúdio Ramos por, nas palavras do crítico ter o grupo comparecido naquela festa mal vestido, quando o convite pedia smoking e vestido de noite. Definitivamente OUT, o líder da banda que, por sinal até arrecadou a distinção para o Melhor Grupo nessa mesma gala. Não vou comentar a forma como se apresentou vestido. Sinceramente não vi o programa, apesar de ter a minha opinião própria sobre o assunto e esperar que Cristiano Ronaldo não vá receber a Bota de Ouro de calções, quando lhe for entregue tão prestigiado prémio. Não vou ainda comentar a alusão ao "programa de fofocas" em que o grupo foi criticado, quando muitas vezes são os media e esses mesmos programas ou críticos que ajudam a construir uma carreira. Não vou comentar, também, as opções sexuais do conhecido comentador, já que seria da minha parte uma demonstração de imaturidade e de vincado teor discriminatório, tão grave como o racismo ou a xenofobia. Já agora, e espero que não leve a mal a minha consideração sobre as suas palavras, diria - não para si em particular, já que uma pessoa sem talento algum não deve fazer juízo de valor sobre outras pessoas, devendo abster-se do direito de expressão - que o nosso carácter não se mede pela forma como reagimos às criticas positivas e que não é por recebermos um elogio ou um prémio que passamos a ser melhores naquilo que fazemos ou naquilo que somos como seres humanos.
Formulário de solicitação para sair com minha filha
Nome completo: Data de Nascimento:
Altura: Peso:
Número CPF: Número RG:
Número carteira motorista:
Grupo sangüíneo (Incluir amostra recente)
É doador de órgãos? Sim Não
Em caso negativo, quer se tornar um doador de órgãos? Sim Sim
Endereço:
Tem dois pais de diferente sexo (Um homem e outro mulher)? (Caso a resposta seja negativa, não há a necessidade de preencher o restante do formulário.) Sim Não
Há quantos anos seus pais estão casados?
Tem algum piercing? Sim Não
Uma tatuagem? Sim Não
Gosta destes ruídos que chamam de música como Rap, punk, Heavy Metal ou Funk? Sim Não
Em 20 palavras ou menos, responda o que significa "TARDE"?
Em 20 palavras ou menos, responda o que significa "NÃO TOQUE A MINHA FILHA"?
Em 20 palavras ou menos, responda o que significa "ABSTINÊNCIA"?
Qual igreja freqüenta e com que freqüência?
Durante quantos anos você foi coroinha?
Quando seria o melhor momento para eu falar com seu pai e sua mãe?
Se disparassem contra você, qual seria o lugar de seu corpo em que não desejaria que acertassem?
________________________ Assinatura
________________________ Impressão Digital
________________________ Data
Colar foto aqui:
Obrigado por seu interesse. Favor aguardar entre 4 a 6 semanas, para que eu possa processar esta informação. Enquanto isso, decore os termos para sair com minha filha em anexo e não tente ligar ou entrar em contato porque isto só atrasará o trâmite do processo. Se sua solicitação for aceita, seus pais receberão a notificação através de meus dois filhos Marcão e Jorjão.
Termos e condições para sair com minha filha
Condição um: Se parar o carro na frente de minha casa e buzinar, espero que esteja tendo uma ataque cardíaco. Do contrário eu mesmo providenciarei para que tenha um.
Condição dois: Não toque a minha filha na minha frente. Pode olhá-la, o quanto quiser, desde que não olhe nada abaixo do pescoço. Se não pode manter seus olhos ou suas mãos longe do corpo dela, eu posso amputá-los para você.
Condição três: Estou a par de de que os garotos considerados como garotos modernos de sua idade, usam suas calças soltas quase no meio da bunda mostrando as cuequinhas de marca duvidosa. Por favor não considere isto um insulto, mas você e estes amigos são uns completos idiotas. Mesmo assim, vou ser justo e aberto sobre o assunto, assim então lhe proponho um acordo: você pode entrar na minha casa mostrando a sua roupitcha de baixo e não farei nenhuma objeção. Mas, para assegurar-me de que você não venha a ficar pelado na frente de minha filha, vou prender sua calça, dez números maior, a seu corpo com o grampeador elétrico.
Condição quatro: Estou certo de que seus pais já lhe tenham dito que no mundo de hoje, praticar o sexo sem utilizar algum "método seguro", pode lhe matar. Eu vou aclarar só uma coisa: quando se refere a sexo, o melhor "método seguro" que conheço é um facão que fica atrás da porta aqui de casa, e o pior é que ele tá sem corte nenhum.
Condição cinco: Não me venha com este papo de "cerca lourenço" de que nós deveríamos falar de esportes, política ou outros assuntos rotineiros pra nos conhecermos melhor. Faça me o favor de nunca fazer isso e muito menos me chamar de sogrão. A única informação que preciso de você está no formulário que você preencheu. E não esqueça nunca o horário de trazer a minha filha sã e salva para casa (... a palavra chave que preciso sempre ouvir de ti com respeito a este assunto é "pontualidade")
Condição seis: Não tenho nenhuma dúvida de que você seja um garoto bem popular. Tudo bem, enquanto minha filha achar que está bem. Caso contrário, uma vez que tenha saído com ela, continuará saindo somente com ela até que se canse e lhe deixe. Se você fizer a minha menina chorar, você vai chorar muito também, a vai...
Condição sete: Enquanto aguarda lá na garagem, que minha filha saia, e passar mais de uma hora, não suspire nem fique nervoso. Se quer chegar a tempo ao cinema, não deveria combinar com ela. O processo de maquiagem de minha filha pode durar mais tempo que pintar a ponte Rio-Niterói. Em vez de ficar ali de pé sem fazer nada, poderia fazer algo útil, como cortar minha grama ou ir ao mercado e comprar uma caixa de Bohemia gelada para mim.
Condição oito: Os seguintes lugares não são adequados para ficar com minha filha: lugares que tenham camas, sofás ou qualquer coisa mais macia que um tamborete de madeira.
Lugares que não tenham a presença de pais, policiais, padres ou freiras à vista. Lugares escuros. Lugares onde tenha gente dançando, se pegando ou se divertindo. Lugares em que a temperatura ambiente seja o suficientemente quente a induzir a minha filha a abrir um ou outro botão da blusa, a usar shorts mais curtos, tops, t-shirts curtas ou qualquer outra coisa que não sejam graciosas, como suéteres ou uma bela e confortável cacharrel.
Deverão também ser evitados os filmes com cenas românticas muito intensas ou com temas relacionados ao sexo. Filmes de serras elétricas deverão ser os preferidos.
Condição nove: Não minta nunca para mim. Posso parecer um barrigudo suarento de meia idade, um velho imbecil. Mas em assuntos relacionados ao meu bebê, sou o Deus do Universo, Odin, o sabe-tudo, todo poderoso e sem piedade. Se eu lhe perguntar aonde vai e com quem, terá só uma única oportunidade para me dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade. Além do facão sem corte, tenho uma escopeta, uma pá e 60 metros quadrados no quintal no fundo de casa. Nunca dê uma de espertinho.
Condição dez: Tenha medo. Muito medo. Custa-me muito pouco confundir o som de seu carro na porta de casa com os gritos de um terrorista louco qualquer invadindo a minha casa com um machado na mão.
Também tenho um problema com umas vozes em minha cabeça frequentemente me dizendo para limpar as minhas armas e afiar as minhas facas(menos o facão) enquanto espero que traga a minha filha para casa.
Ao estacionar, deve imediatamente sair do carro com as duas mãos à vista. Eu lhe direi antes uma senha para que entre na garagem. Diga-a sempre em voz alta e clara e que já trouxe a minha filha para casa sã e salva e pontualmente. Lhe darei então 15 segundos para ouvir o motor de seu carro arrancando e indo embora.
Ah sim, a penumbra na janela sou eu. Não se incomode com o ponto vermelho na sua testa.
A atração sexual é a tônica da nossa civilização. [Henri Bergson]
A vagina é o principal órgão sexual feminino. Seu ponto mais sensível é o clítoris, que fica na entrada, como um guichê. Daí a insistência da sua parceira para que você passe primeiro por ele antes de entrar. [Luis Fernando Veríssimo]
Abster-me de sexo? Então para que vai me servir este corpo tão perfeito? [Arnold Schwarzenegger]
Ele transa bem? Leva você para comer bons queijos e vinhos? É seu amigo? Então fica com ele. É o máximo que você vai conseguir de um homem. [Marília Pera]
Eu broxei algumas vezes. Uma delas foi com uma ninfomaníaca. Dei seis numa noite e ela ainda queria mais. Aí, não deu... [Erasmo Carlos]
Eu era muito jovem para ter um carro, então transava com as moças no banco de trás de minha bicicleta. [Woody Allen]
Fui iniciado por uma empregadinha doméstica. Tinha o mesmo nome de minha mãe: Irene. Freud explica. [Paulo Francis]
Infidelidade é como apanhar seu sócio furtando dinheiro do caixa. A relação está dissolvida. [Fernando Sabino]
Minha sogra destruiu meu casamento. Minha mulher voltou para casa mais cedo e me pegou na cama com ela. [Lenny Bruce]
Nada mais grotesco do que dois americanos se congratulando por ser heterossexuais. Isto só acontece nos Estados Unidos. Nunca vi dois italianos se congratulando por gostar de mulheres. Para ele, isso é normal. [Gore Vidal]
Não aconselho casamentos. Se o problema é sexo vá até a próxima esquina. Há bordões delas e um punhado deles. Se o problema é companhia, compre ações da Bolsa de Valores. As companhias aparecerão. O que mexe com a libido das mulheres não é a beleza física, é a inteligência. Tanto que revista de homem nu só vende para gays. [Pedro Bial]
Não despreze a masturbação - é fazer sexo com a pessoa que você mais ama. [Woody Allen]
Não importa quanto briguem os gatos, há sempre uma abundância de gatinhos.
No homem, o desejo gera o amor; na mulher o amor gera o desejo. [Jonathan Swift]
No homem, uma infidelidade casual é uma coisa insignificante... quase o mesmo que ir a um cinema. [Flávio Gikovate]
O erotismo é o grande triângulo entre o homem, a mulher e Deus. [Olga Savary]
O sujeito que pensa em sexo o dia inteiro é muito saudável. [Dias Gomes]
Pelo jeito que a coisa vai, em breve o terceiro sexo estará em segundo. [Stanislaw Ponte Preta]
Pessoalmente, nada tenho a confessar sobre sexo, além do fato de que o pratico quando tenho vontade, quase sempre com outra pessoa. [Fernando Gabeira]
Que grandes alegrias o sexo me trouxe. Meu Deus do céu! Sexo para mim é feito respirar, viver, comer ou andar. Sexo é uma maravilha. Enquanto eu estiver no planeta, eu quero é mais! [Betty Faria]
Se homossexualismo fosse normal, Deus teria criado Adão e Ivo.
Sexo alivia as tensões. Amor as causa. [Woody Allen]
Sexo é hereditário. Se nossos pais não tivessem feito nós não estaríamos aqui. [Joseph Fischer]
Sexo não é importante, é apenas vital. [Fernando Luigi]
Sexo: o prazer é momentâneo, a posição é ridícula e as despesas são exorbitantes. [Lord Chesterfield]
Vou dizer com todas as letras: sou polígama. Po-lí-ga-ma. Os homens não namoram duas ao mesmo tempo? E eu vou namorar só um? E tem mais: ainda exijo fidelidade. [Fafá de Belém]
Talvez a maioria não conheça a história. Eu próprio não a conhecia até alguns dias atrás e a verdade é que se calhar, até preferia continuar a ignorá-la. "A minha filha mereceu morrer", disse um pai e a pergunta é inevitável: Que terrível barbaridade poderá essa filha ter feito para levar um pai a dizer tal coisa? "A minha filha mereceu morrer por se apaixonar". Os acontecimentos que me chamaram a atenção tiveram lugar a 16 de Março, dia em que um pai matou a própria filha por supor que esta se havia apaixonado por um soldado britânico estacionado na cidade iraquiana de Baçorá. Rand Abdel-Qader não passava de uma garota alegre, na juventude dos seus 17 anos, uma muçulmana cuja maior culpa foi não saber que era crime amar um cristão, como comer carne de porco ou beber álcool, uma islamita que se esqueceu de que não podemos amar quem queremos e que por isso morreu como merecia, para lavar a afronta a Maomé. Abdel-Qader Ali, funcionário público xiita, - para quem o mínimo que a filha de 17 anos merecia era morrer - confessou a barbaridade ao semanário The Observer: "Se eu soubesse no que ela se ia transformar, tê-la-ia matado logo que a mãe a deu à luz". Quase dois meses após a morte da jovem - sufocada e esfaqueada pelo pai e irmãos - ter chocado o mundo, Abdel-Qader Ali continua em liberdade. Foi no jardim da sua casa que o homem de 46 anos recordou como teve "o apoio dos meus amigos que também são pais e sabem que o que ela fez é inaceitável". A própria polícia, que chegou a deter Abdel-Qader umas horas, deu-lhe razão. "Todos sabem que os crimes de honra são impossíveis de evitar", disse o iraquiano, segundo o qual "os agentes ficaram ao meu lado o tempo todo a dar-me os parabéns pelo que fizera". Rand Abdel-Qader terá conhecido Paul, um militar britânico de 22 anos, numa acção de caridade na cidade do Sul do Iraque, em que ambos participavam como voluntários. Como qualquer adolescente apaixonada, apressou-se a contar tudo à melhor amiga Zeinab. "Ela gostava de falar do seu cabelo louro e olhos cor de mel, da sua pele branca e da sua maneira suave de falar", recordou a rapariga de 19 anos em declarações ao Daily Mail. Para as amigas, o britânico era "muito diferente dos homens de cá, rudes e analfabetos". Uma paixão que podia até nem ser retribuída. De facto, Rand e Paul não se terão encontrado mais de meia dúzia de vezes e sempre em locais públicos. "Ela nunca fez nada para além de falar com ele", garantiu Zeinab. Mesmo assim, esta não se cansou de alertar a amiga para os perigos desta amizade: "Disse-lhe vezes sem conta que ela era muçulmana e que a sua família nunca aceitaria que casasse com um soldado britânico cristão." Como confidente de Rand, era Zeinab quem guardava os presentes que este lhe oferecia, como um leão em peluche para o qual diz agora ser "difícil olhar". E foi o que aconteceu. Quando o pai de Rand soube que a filha se andava a encontrar com o militar, perdeu a cabeça. "Entrou em casa com os olhos raiados de sangue e a tremer", recordou ao The Observer a mãe da rapariga. Quando viu o marido a sufocar a filha com o pé, Leila Hussein chamou os dois filhos, de 21 e 23 anos, para ajudarem a irmã. Mas quando o pai lhes disse o motivo da agressão estes ainda o ajudaram. Considerada "impura", Rand não teve direito a funeral e os tios cuspiram sobre o seu corpo quando este foi lançado a uma vala. Incapaz de viver sob o mesmo tecto que o homem que matou a sua filha, Leila pediu o divórcio e está, desde então, escondida para evitar a vingança do marido. "Fui espancada e fiquei com o braço partido", disse a mulher, que agora trabalha para uma organização que denuncia os crimes de honra. Só no ano passado, 47 mulheres foram mortas por terem violado "a honra" da família só em Baçorá e desde Janeiro deste ano a Comissão de Segurança da cidade garante que o número já vai em 36. Segundo a ONU, pelo menos cinco mil mulheres são anualmente vítimas de crimes de honra em todo o mundo, e, apesar de a maioria decorrer em países islâmicos, estão a acontecer cada vez mais a muçulmanas que vivem no Ocidente. Há certamente ainda um longo caminho a percorrer para que as mulheres de todo o mundo possam ver reconhecidos os seus direitos de igualdade e para que possam finalmente retirar o véu da vergonha a que são submetidas por uns quantos ignorantes para quem o progresso e a civilização lhes passou ao lado e que ainda acham que os homens podem ser donos das mulheres como se de mercadoria se tratassem.
Poderia falar de certas pessoas que passam impunes pelos erros que cometem e para quem basta um pedido de desculpas e algo tão infantil do género "prometo que não faço mais", com que pensávamos que enganávamos antigamente os nossos pais, para ficar tudo bem, enquanto que outros são obrigados a pagar severas coimas, porque a lei é para se cumprir. Mas não o farei. Porque já vi que há certos países que quase que param por pequenas insignificâncias, tornando-as motivo de grandes títulos nos jornais e suficientes para acordar a classe política sempre pronta a atacar apenas e só por atacar, sem qualquer objectivo que não seja denegrir a imagem de quem está do outro lado da barricada. Poderia alongar-me sobre o assunto, mas isso seria menosprezar as mais de cinquenta mil vítimas dos sismos da China, os confrontos no Sudão, a situação da Birmânia, os aumentos dos combustíveis, dos transportes e dos bens essenciais em Portugal. Perante tudo isto, até para mim - acérrimo defensor da lei contra o tabagismo - um cigarro aceso no interior de um avião, só pode dar-me vontade de rir... porque o resto faz o meu coração transbordar de lágrimas e de uma repúdia silênciosa.
adoro escrever, quase tanto quanto viver ou amar. gosto da vida a 100 por cento e não tenho tempo para stresses ou preocupações. a vida é curta para a desperdiçarmos.