sexta-feira, abril 25, 2008

TU FOSTE UM SONHO, EU FUI UM SONHADOR

Tu foste um sonho, eu fui um sonhador"

Foste a minha revolução dos sentidos,
o despertar, o meu grito de liberdade,
o sonho impossível enfim realizado,
a porta aberta por mim fechada
a tantas outras páginas
de um livro que ficou por escrever.
Foste o dia presente,
o sonho diário de cada noite,
o motivo de cada acordar, a culpa
de se esgotar o dia em 24 horas
e mesmo assim parecerem poucas.
Foste o sorriso fácil dos dias felizes,
a fé e o futuro, as promessas
que o vento levou p'ra longe.
Hoje definho na ausência,
alimento-me de memórias,
mutilo-me sádicamente em desejos irrealizáveis,
perdi a vaidade e o orgulho recentes,
perdi o norte e a vontade de seguir,
sou livre...
mas sem ti não sei
ou não quero
voar.

segunda-feira, abril 14, 2008

CABRAS & MULHERES


Da Bulgária vem uma notícia que, sem ser novidade, vem colocar uma vez mais a questão da importância ou não das mulheres na nossa (homens) vida. Stoil Panayotov, um fazendeiro búlgaro, chocou cidadãos de Plovdiv, ao trocar a sua esposa estéril por uma cabra de oito anos de idade.“No dia anterior ao acordo, um amigo falou-me que não dava sorte com mulheres e que ele realmente gostava da minha esposa. A troca foi realizada assim que minha mulher aprovou o acordo. Logo, eu ganhei uma cabra de segunda mão, e ele, uma nova esposa”, disse Panayotov, para quem esta era a sua terceira mulher. Afinal, nenhuma das três conseguiu satisfazê-lo totalmente.
Esta não é a primeira vez que homens e cabras são notícia juntos. No ano passado, um homem sudanês, identificado como Tombe, foi forçado a casar-se com uma cabra após ser flagrado tendo relações sexuais com o animal. Azar do Tombe, já que o dono da cabra chamou o Conselho de Anciãos da sua aldeia, que lhe aplicou uma multa de 50 dólares além de o obrigar a casar-se com o animal, para o envergonhar. Azar por ter nascido no Sudão, já que na maior parte dos países, manter relações com uma cabra ou uma vaca, não é considerado crime nem obriga o homem a casar-se, já que geralmente ela já é casada... com outro.

quarta-feira, abril 09, 2008

UMA HISTÓRIA DE VIDA

Fé nasceu em Dezembro de 2002, apenas com 3 patas, as duas traseiras e uma dianteira deformada, que foi amputada pouco depois do seu nascimento. Aquando do nascimento, outras crias haviam nascido deficientes. Umas morreram logo à nascença, enquanto as outras estavam a ser mortas pela própria mãe. Fé foi salva por um dos filhos da família Stringfellow, que a levou para casa. Apesar da sua deficiência, Faith (ou Fé) tentava levantar-se para corresponder aos carinhos ou simplesmente para pedir algo, o que foi incentivado pela família para que ela pudesse mover-se de forma bípede, através de bastantes treinos e muita paciência e amor. Hoje Faith anda, pula e salta, provando que pode levar uma vida práticamente normal como qualquer outro cão. Faith é a prova de que todos os obstáculos podem ser superados e que devemos ter sempre esperança, em vez de nos deixarmos abater ao primeiro sinal de infortúnio.












terça-feira, abril 08, 2008

QUERO


Quero viver de promessas intermináveis,
Mergulhar em rios desconhecidos,
Descobrir a tal felicidade,
Mesmo que inconseqüente e incerta...
Quero viver dois mundos contíguos,
Em ritmos de eterna paixão,
Dançando sobre chama ardente,
Esperando um ato inocente...
Quero envolver-me em decisões,
Cuja desistência inexiste,
Quero vibrar em sensações,
Sonhar profundo sem acordar...
Quero deslizar sobre teu corpo,
Sentir seu calor em toques sinceros,
Saborear o gosto do desejo,
Perder-me em ondas incansáveis...
Quero decifrar seus mistérios,
Eriçá-lo estranhamente,
Selar lembranças de vidas distintas...

Quero um segundo de amor,
Um segundo de você!

de Giulia Perotti

segunda-feira, abril 07, 2008

quinta-feira, abril 03, 2008

O AMOR É CEGO


Já todos o sabíamos, embora só agora tenha sido científicamente comprovado através de uma neurobióloga de Barcelona: O amor é mesmo cego. Segundo ela, quando o ser humano está apaixonado desactivam-se zonas do cérebro encarregues do juízo social e da avaliação dos outros. É por isso que, quando estamos enamorados a vida parece-nos sempre cor-de-rosa e o nosso universo parece sempre girar em torno da pessoa amada, como se nada mais existisse ou importásse. Afinal, dois é bom, três são demais! Mas é também nestas alturas que somos mais fácilmente apanhados desprevenidos, tomando mentiras por verdades e vice-versa, sendo que a verdade é sempre aquela que mais nos agrada ou convém, mesmo que as evidências a desmintam categóricamente. Não se depreenda, contudo, pelas minhas palavras que esse estado de aparente cegueira, que é o amor, é um campo armadilhado com mais defeitos que virtudes. A verdade é que, pesando todos os prós e contras, regalias e dissabores, não há euromilhões nenhum que nos dê tanto ou mais prazer que o amor, que essa sensação de euforia que nos invade o corpo quando a flecha de Cupido nos atinge o coração. Podemos efectivamente ficar cegos, erramos, é certo, mas esses serão indubitávelemte os melhores momentos das nossas vidas, quando todos os nossos sonhos - mesmo que por breves instantes - parecem possíveis de concretizar e acordar todas as manhãs, dia após dia, consegue enfim fazer algum sentido. Só quem já amou ou foi amado sabe o que é viver.

quarta-feira, abril 02, 2008

O DIREITO DA ESCOLHA - parte 2

Mais valia ser homossexual, terá pensado este alemão, que viu o Tribunal reforçar a constitucionalidade do artigo que define o incesto como crime, negando o apelo feito por si e pela sua companheira. É que esta mulher de aspecto tão apaixonado é irmã dele e têm já quatro filhos em comum. Onde está aqui o direito de opção, pensará o rapaz, que mesmo assim ainda encontra forças para sorrir.

O DIREITO DA ESCOLHA

Da Alemanha chega-nos a notícia de uma grande vitória sobre o tipo de preconceituosos que ainda hoje deitam impropérios da boca para fora contra Heath Ledger, pelo seu papel em Brokeback Mountain. É que os membros de casais homossexuais já têm direito a receber Pensão de Sobrevivência. Pelo menos, foi isso que decretou o Tribunal Europeu de Justiça, que condenou um fundo de pensões alemão ao pagamento da referida pensão, que tinha sido negada alegando que esse era um direito dos casais legalmente casados. Só que, segundo o Tribunal Europeu de Justiça este argumento viola uma directiva comunitária para a igualdade de tratamento entre heterossexuais e homossexuais. Assim, em caso de morte do parceiro, e nos países onde as uniões entre homossexuais sejam reconhecidas e equiparadas ao casamento, uma pessoa tem direito a receber todos os subsídios ou pensões que um casal teria direito. Aceitem-se ou não as escolhas de cada um, concorde-se ou não com elas, ao menos que haja respeito.

APRENDER... O QUÊ?

Tínhamos a ideia pré-concebida de que as escolas eram essenciais ao nosso desenvolvimento intelectual, que íamos para lá aprender o abcedário, os números, a chata da tabuada e das multiplicações, os ditados e as redações sobre as férias. Sabíamos que havia os intervalos que pareciam sempre durar muito menos do que na realidade duravam, havia também os desenhos e as visitas de estudo. Diziam-nos que com o passar dos anos as matérias seriam mais difíceis, com as Línguas, a Filosofia, a Química, mas sempre a Matemática, e que se quiséssemos vir a ser alguém na vida teríamos de estudar muito. Hoje, a impressão é de que a escola é mais como um emprego em que o aprender e o ensinar são secundários. Para os filhos, porque com os pais a terem cada vez menos tempo para conviver com eles, vêem-se quase obrigados a tempos extra nas escolas e nos ATL's, porque os pais só os podem ir buscar mais tarde; para os professores, porque não raras vezes são transferidos de escola em cada final do ano lectivo, não chegando a sentir-se motivados para criar maiores laços ou especiais preocupações com os alunos, chegando muitas vezes a um diário "despejar" de matéria e montes de TPC's que deveriam ser feitos nas aulas. Claro que há excepções, mas essas raramente nos chegam ao conhecimento através dos media. Pelo contrário. Depois da rábula do telemóvel, chegou-me hoje ao ouvido o caso de um aluno de 12 anos que agrediu uma auxiliar de acção educativa da Escola Básica 2/3 de Mortágua e que mais quatro casos de violência escolar foram registados só no último mês e meio no Distrito Judicial de Lisboa, um deles em Almada. Outro caso, este na Escola Primária do Salgueiral, relata-nos as suspeitas sobre uma professora de inglês que terá tapado a boca a uma criança de 8 anos com fita adesiva, por esta estar a falar durante a aula. Haja fita adesiva! Entretanto, nos Estados Unidos, onde proliferam casos bem piores do que estes, a polícia apanhou alguns alunos de idades entre os seis e os oito anos que planeavam, segundo o apresentador do Jornal da Tarde, matar a professora. Na posse das crianças foram encontradas facas de cozinha, cabos de electricidade e algemas. Se calhar não pretendiam matá-la, apenas torturá-la um bocadinho. De qualquer das formas, e por muito mal que esteja em Portugal o estado da educação, ainda bem que cá estamos, porque lá fora está-se pior, ou como diria o Camilo: ai tá-se tá-se!

quinta-feira, março 27, 2008

SABIA QUE...

QUANDO VENCER SIGNIFICA MORRER

Certamente que muitos daqueles que gostam de cinema já viram "Fuga Para A Vitória" (1982), um dos melhores filmes de futebol que se fizeram até agora. Neste filme de John Huston, Sylvester Stallone e Michael Caine integram uma equipa de prisioneiros num campo de concentração alemão, onde, com a ajuda de reforços de peso como Pelé, Bobby Moore ou Osvaldo Ardiles, emtre outros, conseguem derrotar o orgulho uma forte equipa alemã. O que poucos saberão é que esse filme é baseado numa história verídica que teve um final muito menos feliz, mas que demonstra fielmente que existem valores que transcendem a própria vida e pelos quais valerá a pena morrer. Foi o que aconteceu com um grupo de jogadores russos, há mais de 60 anos atrás.



"Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.

Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.
Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.
Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores.

O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.

Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores.

Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.

Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena. A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.

Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.

Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.

A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.
Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:

- "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazista.


Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - "Heil Hitler!", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.
Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.

Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:
- "Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.

Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.

Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.

O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.

segunda-feira, março 24, 2008

DESCULPA

Desculpa se os meus olhos te procuram
se a minha boca se esconde no silêncio da dor,
Desculpa se tenho medo de lutar,
medo de nada receber e mesmo assim ter de pagar.
Desculpa se tenho medo de ficar só.
Quanta gente não terá?
Quanta gente não irá ficar?
Desculpa por tudo o que já disse,
por aquilo que já pensei
e a que faltou coragem de fazer.
Desculpa se o tempo que tens é curto
para mais este poema que te dedico,
saboreia-o com o teu desprezo,
que ele é certamente
o último que eu te escrevo.

domingo, março 23, 2008

RESSURREIÇÃO


Está quase a terminar o domingo de Páscoa e com ele esta quadra alusiva à ressurreição. Não que acredite na maior parte destas histórias de cariz religioso, mas mentiria se não dissesse que sempre me fascinaram, desde a minha infância. E é nessa infância que tenho pensado inúmeras vezes desde que nasceu o dia e na impossibilidade de também eu renascer. Talvez a ressurreição seja mais psicológica do que outra coisa. Talvez seja apenas uma oportunidade - como tantas outras - de meditarmos sobre o caminho que estamos a levar e emendá-lo, se for caso disso. Uma quadra para refletirmos, para perdoarmos, para nascermos outra vez, mais limpos, mais justos. Também eu queria renascer, talvez de uma forma mais física. Porque não pode a vida ser como um jogo de computador em que se tudo estiver a correr mal basta-nos desligar e voltar ao início? Porque não poderemos a dada altura das nossas vidas simplesmente fazermos um reset e partirmos uma vez mais do zero? Eu, que até nem ligo à Páscoa, deixei-me absorver hoje por estes pensamentos, meditando sobre coisas que eu fiz no passado e não faria hoje, sobre as consequências de cada acto e dos caminhos que a minha vida tomou até à encruzilhada em que me encontro. Dizem que o arrependimento é meio caminho andado para o perdão e que existe sempre um amanhã para quem acredita e essa é a minha fé que move as montanhas da minha esperança, a de que haja uma luz algures, um futuro, uma luta justa por lutar, um lugar onde o Sol chegue, alguém, um motivo para continuar.

sábado, março 22, 2008

HUMOR NEGRO... MAS VERÍDICO


Esta notícia descreve um acontecimento que teve lugar no início deste mês: "Impedido de ampliar o cemitério, o edil de Sarpourenx, uma vila no sudoeste de França, tomou medidas radicais, proibindo os munícipes de morrer. Em comunicado citado pela Reuters, Gérard Lalanne disse que os infractores serão duramente punidos (como?). Os 260 moradores não queriam acreditar no que leram." Para quem já teve oportunidade de ver o belíssimo filme "O Último Desejo de Roseanna", com Jean Reno e Mercedes Ruehl, é caso para dizer que nem sempre é a ficção que imita a realidade, mas sim o oposto.

sexta-feira, março 07, 2008

EVASÕES (Kate Winslet)

Kate Elizabeth Winslet, a inesquecível musa de Leonardo de Caprio, em Titanic, nasceu a 5 de Outubro de 1975 em Reading, Inglaterra. Actualmente é casada com o cineasta de origem portuguesa Sam Mendes, tendo já sido nomeada por 5 vezes aos óscares, sem nunca ter sido galardoada.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

LUZ AO FUNDO DO TÚNEL

A luz surgiu envolta em promessas de um renascer incerto que me embriaga os sentidos e o desejo. "Tu nunca incomodas", disseste, mas na envolvência segura da bruma o medo de cair novamente e não me levantar é a certeza de um casulo onde a dor não me alcança mais, mesmo que a vida seja um termo inócuo.

sábado, fevereiro 16, 2008

SONDAGENS

Três respostas apenas foi o resultado da última sondagem aqui proposta, sobre os candidatos à Casa Branca, todas elas a favor do candidato Barack Obama, a mostrar alguma vontade de uma mudança radical na política não apenas americana como mundial.
Hoje, o tema sugerido é um assunto não apenas delicado como antigo: a educação sexual nas escolas. Será uma disciplina importante e necessária para os jovens portugueses face a um aumento gradual de casos de doenças sexualmente transmissíveis, como a SIDA?, ou estarão não só os jovens como a sociedade em geral devidamente informada sobre as precauções a tomar? Segundo um estudo efectuado "o consumo anual de preservativos per capita em Portugal é de 1,6 , o que, na prática quer dizer que, em média, cada português não chega a usar dois preservativos por ano", o que não significa que não pratiquemos sexo. Só que quantidade não significa qualidade. Nos dias de hoje, é difícil manter a tese da cegonha quando os filhos nos começam a fazer perguntas sobre o assunto. Quer seja na televisão, sob a forma de publicidade ou mesmo nos filmes, nas revistas, mesmo na escola entre os colegas, o sexo é hoje um tema a que difícilmente poderemos fugir e tentar proteger as crianças evitando falar nele, poderá não ser a melhor opção. O proíbido é, especialmente entre a juventude, o fruto mais apetecido - recordem-se da história de Pandora. Convém no entanto realçar que o sexo como acto de prazer e/ou reprodução pode e deve ser, também, um acto de amor, sem aquela conotação que tantas vezes se dá de pecado, pornográfico ou de depravação. Resta saber então como será ele encarado, não só pelos jovens - a maioria pensando que já sabe tudo -, como pelos professores, pelas famílias e pela inevitável Igreja Cristã, um tema que ainda é para muitos considerado tabu?
Qual a sua opinião sobre o assunto?

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

UMA TARDE COM O JOSÉ


Estava eu hoje deambulando pelos corredores do Forum Almada, junto ao Jumbo, quando passei ao lado daquele a quem chamam de "especial", acompanhado pela sua família. Durante uma fracção de segundo hesitei, podia não ser quem me parecia. Afinal, o homem ía com um grande à vontade, sem aqueles tiques que já fazem parte de tantas pseudo-estrelas cá do burgo. Talvez por isso, muitas pessoas passavam por eles sem se darem conta de quem estava ali. Não havia também sinal de guarda-costas ou jornalistas. Mas era ele, indubitávelmente. Como me dirigia na direcção oposta, não desviei a minha rota, tentando ainda parecer indiferente a um dos portugueses mais conhecidos no mundo inteiro. Após a saída do Jumbo, onde adquiri mais alguns filmes para a minha colecção, dirigi-me então à FNAC, onde além de ser ponto de visita obrigatório de cada vez que vou ao Fórum, calculava ter sido o destino de José Mourinho, a figura pública que "abanou" esta sexta-feira à tarde a pacatez do grande espaço comercial. Não me enganei. Ao dirigir-me para a secção dos DVDs, lá estava o homem, uma vez mais sozinho, até ao momento em que a seu lado, procurei saber das novidades aos mais baixos preços. Mais uma vez, não havia nenhum burburinho, mas já se notavam alguns olhares mais curiosos. De roupa desportiva e barba por desfazer, numa imagem aparentemente desleixada, Mourinho parecia conseguir confundir-se entre as demais pessoas, mas não. Não, a julgar pelo feed-back junto do público. Se as mulheres suspiravam já mais descaradamente, os homens não só o invejavam, como sobretudo o admiravam. É que qualquer trapo fica bem ao José, que antes era de Setúbal e agora foi adoptado por um País que parece precisar de ícones para manter a esperança no futuro. E isso - a imagem - não é só produção, chama-se estilo. Por muito que se critique o homem, pelo seu feitio, pela sua arrogância, uma coisa é indesmentível: o homem tem classe. Despachámo-nos quase ao mesmo tempo, eu à frente e ele logo atrás, sempre na companhia da família, na direcção da mesma caixa. Não por muito tempo, porque entretanto alguém da FNAC já tinha sido alertado para tão ilustre visitante, de forma a que de imediato um funcionário se acercou do Special One, conduzindo-o para a Secção do Cartão de Cliente, onde, naturalmente José Mourinho ganhou mais um cartão para a sua já recheada carteira. Os funcionários exibiam grandes sorrisos, daqueles que só estamos habituados a ver nos anúncios promocionais, curvavam-se à sua frente de uma forma desmesuradamente triste. Pareciam pescadores acabados de fisgar um peixe enorme, o que nem foge muito da verdade. Há vidas assim, onde o dinheiro não é preocupação e, estando onde estiverem, não precisam de pedir nada que haverá sempre alguém disposto a dar-lhes mais alguma coisa. E isto não é nenhuma crítica social, é apenas e só inveja... pura inveja.

ESTA É INDISPENSÁVEL


Todo o homem que se preze tem de oferecer esta à sua cara-metade

PORTUGUÊS