quinta-feira, fevereiro 14, 2008
PARA PENSAR...
DIA DOS NAMORADOS

"Eu não o amo por causa de quem você é, mas por causa de quem eu me torno quando estou com você." (Autor desconhecido)
"A tarefa mais difícil é aprender a esquecer quem aprendemos a gostar."
(Autor desconhecido)
"Nunca devemos julgar as pessoas que amamos. O amor que não é cego, não é amor." (Honoré de Balzac)
"O primeiro amor é um pouco de loucura e muita curiosidade."
(George Bernard Shaw)
UMA PRENDA VIRTUAL

Não importa a distância, a ausência, quando a memória transborda de imagens e momentos que acordam e adormecem connosco e a saudade é um refúgio sadomasoquista que nos leva a inquirir a nossa própria sanidade mental. A vida é um infindável teste que nos leva a questionar posições tão antagónicas entre o desejo e o dever, mesmo sabendo que em campos opostos se justificam ambas pelos fins pretendidos ou mais correctos. Há uma linha ténue e frágil entre o certo e o errado, o coração e a razão e eu sei, que nem sempre o amor por mais forte deixa de sucumbir perante razões devidamente fundamentadas, uma realidade que nunca é aquela dos filmes ou dos romances cor-de-rosa. Aí, não raras vezes, a abnegação é encarada como um gesto de amor, o altruísmo levado a extremos, ou a desculpa fácil e conveniente que tanto nos magoa. O amor, em todos os seus meandros, razões e consequências, é um sentimento despido de abnegação, egoísta. A minha prenda, hoje, àquela pessoa que nos faz sentir especiais, que nos faz pensar que tudo é possível - até voar, é virtual, alicerçada num desejo tão antigo cujo fim erradamente se adivinhava. Uma flor que fosse... seria suficiente para mitigar o vazio de tantos anos a ver a vida do lado errado da janela. O sentimento, esse é real, como a dor das decisões a que chamamos certas, onde o coração não foi tido nem achado. Quem sabe um dia, este mesmo dia não seja tão difícil de passar e o que hoje é uma nostalgia agrídoce seja apenas uma recordação remota dissolvida pelos ventos dóceis de um porvir radioso. Nunca dêem a vossa relação como garantida. Lutem por ela diáriamente, conquistem-na, reguem-na como a uma flor que precisa de água para não morrer. Sejam felizes fazendo os outros felizes. A vida não é complicada, nós é que a complicamos quando escutamos mais fácilmente uma palavra do que um beijo dado com o coração.
domingo, fevereiro 10, 2008
OUTRA VEZ
como se fosse a primeira vez,
noutro tempo, noutro espaço físico-temporal;
queria nascer outra vez
ou então poder morrer
porque é pior a vida que a morte,
esta vida de te conhecer,
conhecer e não te ter.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
A VITÓRIA DO FADO
Já sabíamos que o Fado, estilo musical tão intímamente ligado ao sentimento português, estava a passar por um dos seus melhores momentos desde Amália Rodrigues ou Hermínia Silva. A consagração internacional de Marisa e o surgimento ou confirmação de valores como Ana Moura entre outros tem dado azo a um renascimento deste género musical, apreciado ou reconhecido mesmo pelas faixas etárias mais jovens. Pessoalmente, passei grande parte da minha infância a ouvir fado, muito fado, devido aos meus pais, grandes apreciadores desta música tão nossa. Talvez por isso, mas certamente não só, ainda hoje gosto de ouvir aqueles temas clássicos e outros mais actuais, nas vozes de grandes fadistas e não só, também de outros intérpretes de outros géneros que um dia arriscaram uma aventura pelo fado, como José Cid, Paulo Carvalho, Tony de Matos, Anabela, Dulce Pontes ou Fafá de Belém, entre tantos outros que se renderam aos seus encantos. De uma geração que parecia estar quase esquecida, Carlos do Carmo parece estar a passar por um renascer da sua longa e brilhante carreira, já que o seu "Fado da Saudade" venceu o prémio para melhor canção original da 22ª edição dos Prémios Goya, atribuido pela Academia Espanhola das Artes Cinematográficas. Para Carlos do Carmo, que sempre apreciei e admirei e para o Fado, os meus parabéns.DÁ QUE PENSAR!...
"A chamada telefónica entre o INEM e os Bombeiros de Favaios, que veio a público esta semana, pode ter um efeito muito positivo no sistema de saúde português. Duvido que aqueles idiotas que se divertem a fazer chamadas falsas para o número de emergência voltem a tentar a gracinha. Aquele telefonema mostrou que há gente que consegue fazer chamadas muito mais engraçadas – e nem sequer estavam a tentar ter piada. Se tiverem vergonha, os adeptos das brincadeiras de mau gosto nunca mais farão um telefonema para o 112. Vamos todos poupar tempo.
Quanto ao telefonema propriamente dito, tenho um reparo a fazer: julgo que é urgente que as urgências passem a ser urgentes. Não sei se faz sentido, mas é uma convicção minha. É certo que o sinistrado, aparentemente, já estava morto, mas se todas as comunicações urgentes forem feitas com a mesma calma, quando a ajuda chegar ao local encontrará sempre o sinistrado morto, nem que seja de velhice. Conheço gente em Favaios que, à cautela, vai começar a ligar para o número de emergência em Março, a ver se os bombeiros aparecem a tempo dos incêndios, no Verão.Por outro lado, há que reconhecer as dificuldades por que passam aqueles profissionais. Uma pessoa ouve o telefonema e fica sem saber qual das vítimas precisa de ser acudida mais rapidamente. A verdade é que há ali demasiadas vítimas. Só naquela chamada, eu contei três. O morto propriamente dito, a senhora do INEM, e o bombeiro de Favaios. O morto, coitado, é a vítima mais evidente, mas talvez não a maior. A senhora do INEM também sofre, e ninguém pode duvidar de que estamos na presença de uma vítima quando é ela mesma quem repete «Estou lixada», ao longo do telefonema. Quanto ao bombeiro, basta ouvir-lhe a voz para perceber que se trata de um desgraçado. Talvez não haja vítima maior que ele, nesta história. Está sozinho e querem obrigá-lo a ir buscar um morto, a meio da noite, a um sítio chamado Castedo. «Então agora o que é que eu faço?», pergunta o pobre. «Quem é que eu vou chamar agora?» O defunto faleceu e a senhora do INEM, a fazer fé no seu próprio testemunho, lixou-se. São factos. Mas angústia a sério sofreu o bombeiro. Se houvesse bom senso, a senhora do INEM tinha chamado os bombeiros de Alijó para irem salvar o bombeiro de Favaios. Mas o mais provável é que eles também não tivessem meios para isso."
Pode parecer comédia para alguns, parecer humor negro a ponto de poder chocar algumas pessoas, mas que dá que pensar, lá isso dá...
quinta-feira, janeiro 31, 2008
SUGESTÕES
Esta última semana, aproveitando o horário das noites, vi Paranóia, um remake do clássico de Alfred Hitchcock, Janela Indiscreta. Shia LeBeouf, que pudemos ver recentemente em Transformers e brevemente no novo Indiana Jones, interpreta o voyeur, protagonizado por James Stewart no filme de 1954. Com uma história de contornos diferentes mas divergindo num objectivo similar, Kale (personagem de Shia) é um adolescente que após perder o pai vive traumatizado, chegando a agredir o seu professor de espanhol, o que o leva a ser condenado a prisão domiciliar. É-lhe então colocado um sensor no tornozelo, limitando o seu raio de acção a 30 metros a partir do seu quarto. Ao contrário do filme original, onde o mundo exterior ao quarto se limitava a uma janela, neste caso são várias as janelas à disposição do protagonista, que o levam a descobrir novas perspectivas sobre a sua vizinhança. Com Sarah Roemer no principal papel feminino (como antes Grace Kelly) e o conhecido David Morse como o vizinho misterioso, Paranóia não é um filme totalmente conseguido. Fica a sensação de que lhe falta aquela ténue linha que separa um filme agradável (mas não mais que isso), de um grande filme. Os momentos de maior tensão desvanecem-se rápidamente pelo desenrolar previsível da trama, como acontece com todos os remakes. Contudo, é um bom entretenimento, a justificar uns bons momentos de lazer.Vi também o vencedor dos Globos de Ouro e um dos principais favoritos aos Óscares, Expiação, mas uma vez mais, a exemplo dos últimos anos, os filmes favoritos, nomeados ou não, têm-me deixado muito a desejar. Gostos...
domingo, janeiro 27, 2008
HUMOR
SAÚDE DEBILITADA

Na madrugada de sexta-feira, Manuel Pinto, de 79 anos foi assistido no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, tendo alta às 9h00. Não lhe tendo sido diagnosticado nada de preocupante, Manuel Pinto saiu do Hospital para apanhar um táxi de volta para casa, praticamente nu. Pelas 14h00, o seu estado piorou, regressando então ao Hospital, falecendo duas horas mais tarde. Poucos dias atrás assisti na televisão a um diálogo quase surreal entre uma operadora da INEM e alguém dos Bombeiros. Depois da rábula do encerramento das maternidades e de vários serviços de urgência, que poderiam ter salvo a vida a alguns casos trágicos que ocorreram recentemente, confesso que procuro alhear-me um pouco de toda esta situação, a que assisto com incrédula preocupação. Tardam a apurar-se responsabilidades, o Ministro, como todos os ministros lançam as culpas já tão gastas, para os suspeitos do costume: os Governos anteriores. Para um leigo como eu, salta à vista uma grosseira incompetência, daqueles que têm de tomar decisões céleres e vitais e daqueles que são responsáveis pelos destinos da Saúde, a exemplo da Educação, dos Transportes, da Justiça e tanto mais. Para aqueles que estão diáriamente no terreno e sobre quem recaem sempre as queixas imediatas, apenas um pensamento. Um País que se quer moderno não pode continuar a brincar com as pessoas, confiando coisas tão importantes como a saúde nas mãos de amadores e voluntários. Esse tempo já acabou! Quem tem de tomar decisões tem de saber o que fazer, com objectividade e sem perdas de tempo tão vitais em tantos casos. Todavia, ajudava muito, que houvesse da parte de quem manda, de quem pode, mobilização de meios (viaturas, contingente humano, cursos, etc etc etc), para que se cheguem aos fins desejados.
terça-feira, janeiro 22, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
HIBERNAR
sexta-feira, janeiro 18, 2008
EVASÕES

Filha de pai escocês e mãe iraniana, Catherine Bell é o melhor motivo para ver a série Jag, apresentada no AXN. Nascida a 14 de Agosto de 1968, em Londres, Catherine mudou-se aos três anos de idade para Los Angeles, onde seguiu a carreira de actriz, com vários papéis secundários em algumas séries e no filme Bruce-Todo Poderoso, mas é com a série Jag que se notabiliza.
terça-feira, janeiro 15, 2008
FRASES DIVERTIDAS
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“Pior que não ter onde cair morto, é não ter onde ficar em pé vivo.” Autor Desconhecido
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“O primeiro sentimento de quem está de dieta é o de revolta. Dá vontade de acabar com tudo, a começar pelo que se tem no frigorífico.” Autor Desconhecido
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“Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.” Autor Desconhecido
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“Uma mentira pode dar a volta ao mundo, enquanto a verdade ainda calça seus sapatos.” Mark Twain
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“Triste não é mudar de ideias. Triste é não ter ideias para mudar.” Francis Bacon
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“Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dívidas com o tempo.” Barão de Itararé
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“Sem dúvida, a maior invenção da humanidade foi a cerveja. Tudo bem, a roda também foi importante, mas garanto que ela não desce tão bem se acompanhada de uma pizza.” Dave Berry
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“Se um dia sentir um enorme vazio dentro de si, vá comer! Pode ser fome.” Autor Desconhecido
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“Se dinheiro falasse, o meu diria tchau.” Autor Desconhecido
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“Sabe o que é a meia-idade? É a altura da vida em que o trabalho já não dá prazer, e o prazer começa a dar trabalho.” Autor Desconhecido
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“Por maior que seja o buraco em que você se encontra, sorria, porque, por enquanto, ainda não há terra em cima.” Autor Desconhecido
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“O casamento é o preço que os homens pagam pelo sexo; o sexo é o preço que as mulheres pagam pelo casamento.” Autor Desconhecido
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“Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se, os amadores construíram a arca. Profissionais construíram o Titanic.” Autor Desconhecido
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“Nunca se ache demais, pois tudo o que é demais sobra, tudo o que sobra é resto e tudo o que é resto vai para o lixo.” Autor Desconhecido
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“Ninguém jamais vencerá a guerra dos sexos: há muita confraternização entre os inimigos.” Henry Kissinger
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“Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos homens.” Albert Einstein
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“Fuja das tentações, mas devagar, para que elas te possam alcançar…” Autor Desconhecido
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“Existem três tipos de pessoas, as que sabem contar e as que não sabem.” Autor Desconhecido
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“Existem pessoas divertidas que não interessam e pessoas interessantes que não se divertem.” Benjamim Disraeli
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“Eu não tenho medo da morte, apenas não quero estar lá quando acontecer.” Woody Allen
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“Está comprovado que os doces não engordam, quem engorda é você!” Autor Desconhecido
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“Época triste a nossa, é mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito!” Albert Einstein
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“Canela: Dispositivo para encontrar a mobília na escuridão.” Autor Desconhecido
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“Arqueólogo: alguém cuja carreira está em ruínas.” Autor Desconhecido
segunda-feira, janeiro 14, 2008
MORTE DUMA PALAVRA

Chegaste como quem nada quer
e ocupaste este espaço árido
que é o meu coração;
Invadiste os meus domínios, pouco a pouco
e eu deixei-me possuir por ti, como um louco.
Foram palavras hábeis aquelas que me escreveste
doces e delicadas, salpicadas
com um toque de ilusão.
Foram palavras de angústia
à procura de compreensão,
palavras ardentes que fizeram flamejar este corpo
no desejo febril de te ver e pertencer.
Mas todo o fogo acaba em cinzas
e as palavras são agora incongruentes, inconsequentes,
breves linhas onde os meus sonhos se estrangulam
nas palavras vãs que me escreves;
se consomem na dor de ver-me de ti apartado,
mesmo dessa amizade que se parece diluir
numa velocidade atordoante.
Mas é minha a culpa, não a renego,
a de ter acreditado num sentimento que não existia,
ter dado ouvidos a quem não fala - o coração;
contos de fadas que se lêem
para camuflar a verdade sob a máscara da ilusão.
Tu em mim só mataste o sentimento,
essa palavra a que, na mais pura das inocências
ousei chamar de amor, e foi esse o mal.
Tantas palavras que se disseram
e que careciam de sentido, pois que,
quando o sentimento é verdadeiro
toda e qualquer palavra se torna obsoleta.










