sexta-feira, novembro 09, 2007

NO REINO DO ABSURDO

Tenho tentado evitar comentar sobre todo este caso em volta do desaparecimento da pequena Maddie. O que a príncipio me chocou e levou a tomar o partido dos pais com tanto afinco, rápidamente se modificou, à medida que as investigações conheciam inesperados avanços e recuos.
Primeiro foram os depoimentos contraditórios dos pais, como mais tarde dos próprios amigos dentro do grupo de britânicos com que geralmente passavam os seus dias e, especialmente, as noites.
Fiquei ainda do lado deles quando a imprensa os quis culpabilizar por negligência, quando o que mais interessava era procurar saber do paradeiro da menina. Já agora, Maddie esteve mesmo em Portugal? Quem a viu? Há fotografias de férias tiradas em Portugal?

Só que tudo isso foi antes de Kate tentar justificar o injustificável em mais do que uma situação que, no caso de ser cidadã portuguesa, teria levado a polícia nacional a agir de imediato e sem contemplações. O odor a cadáver no peluche nunca poderia ser causado pelo contacto profissional de Kate, onde, pelas suas palavras, lidava com cadáveres. Ninguém, a trabalhar, vai ver um morto, levando um boneco de peluche.

Hoje, depois da fuga em directo, de ver a Igreja Católica renunciar ao apoio que lhes dera inicialmente e de ter ouvido dizer que pretendem pedir uma indeminização indecorosa devido à polícia portuguesa não ter conseguido encontrar a pequena Maddie, fico quase sem palavras, com um nó enorme no estômago, revoltado. O dinheiro com que tantos contribuíram para os ajudar a encontrar a filha está a acabar, apesar de tantas vezes terem dito que não iriam usá-lo. Certamente, ao pedir esta indeminização, não estão a pensar na filha. Será que no final de tudo, depois de tantas evidências, ainda vai ser a polícia portuguesa a culpada pela negligência dos pais? E já agora, quanto terá a polícia de pagar à mãe do Rui Pedro?

sexta-feira, novembro 02, 2007

EVASÕES (Juliette Binoche)

A belíssima e talentosa actriz francesa Juliette Binoche é, neste mês de Novembro, capa da edição francesa da revista Playboy, demonstrando que a beleza não tem idade.

quinta-feira, novembro 01, 2007

MOMENTOS ESPECIAIS

SEJA FELIZ



Não deixe a vida fugir, enquanto arranja mil e uma desculpas, para não fazer ou adiar aquilo que tem de ser feito. O Tempo não espera, e quanto mais você corre - quase sempre na direcção errada - tentando fazer tudo no mínimo de tempo possível, menos este lhe sobra para as coisas que são verdadeiramente importantes. Quando der por isso, poderá ser tarde, verificará que a vida lhe fugiu das mãos como pequeninos grãos de areia, sem ter chegado a viver todos aqueles momentos com que sempre sonhou. Não faça esperar aqueles que o (a) amam. Seja feliz fazendo os outros felizes!

FESTA DE NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO 2007






terça-feira, outubro 30, 2007

MOMENTOS

Os melhores momentos da nossa vida não se medem em dias nem em horas, mas no prazer que deles conseguimos retirar, por vezes em poucos minutos. O prazer é mais do que uma noite de sexo desenfreado, do que ser totalista no primeiro prémio do euromilhões, do que um golo da nossa equipa sobre o maior rival no último minuto dos descontos num fora-de-jogo metido com a mão e que o árbrito não vê. O prazer é mais intenso do que isso, mais puro e genuíno quanto um sorriso pode ser, meia duzia de palavras, um brilho no olhar, o coração nas mãos e a capacidade de fazer de alguns minutos parecerem horas. Quem diz que é preciso muito para ser feliz?
(ontem à tarde não foi)

segunda-feira, outubro 29, 2007

6 HORAS DE VIDA


No consultório, fim de tarde, o médico dá a péssima notícia:
- A senhora tem seis horas de vida.
Desesperada, a mulher corre para casa e conta tudo ao marido. Os dois resolvem gastar o tempo que resta da vida dela a fazer sexo. Fazem uma vez, ela pede para repetirem. Fazem de novo, ela pede mais. Depois da terceira vez, ela quer de novo. E o marido:
- Ah, Maria, chega! Eu tenho que acordar cedo amanhã. Tu não!!!

UM HOMEM DE LETRAS

Sou somente um homem de letras despido de fé,
um homem de versos, odes e estrofes,
eloquente na semântica de palavras distintas
que s'ajeita com as sílabas, qu'inventa rimas,
e até cita Camões, Pessoa e Lobo Antunes.
Sou um homem que usa de parábolas e metáforas,
que faz da escrita desabafo, prosa e poesia,
pequenas e modestas pérolas literárias;
um homem de letras caído em desgraça
que escreve de cor sobre desejo, sexo, dor,
ódio, ciúme, vida e morte. Um erúdito
que nunca soube o que era amor,
que nunca ofereceu uma flor que fosse
que não tivesse sido retirada d'um livro,
jardins secretos de uma alma ferida;
um homem de letras, um contador de histórias,
um mágico, um inventor de coisa nenhuma,
um carpinteiro d'emoções
que todavia martela o próprio dedo
sempre que passa da palavra escrita à chamada oral,
que nunca encontrou as palavras certas
para expor do coração os sentimentos;
um homem de letras vestido de silêncios constrangedores
escrevrendo sobre paixões intemporáis e beijos que nos deixam sem ar
mas que nunca conseguiu dizer "amo-te!"
sem manchar a alvura imaculada duma folha virgem.

HOJE COMO ONTEM

Sou hoje como ontem
uma criança com uma bola nos pés,
mesmo que não saiba o que fazer dela.
Ontem como hoje
um menino quedo e mudo, perdido
frente a frente com uma menina bonita
sem encontrar o meu caminho.

domingo, outubro 28, 2007

PORQUE HOJE É DOMINGO!...


Hoje dei por mim a pensar nas semelhanças entre um blogue e a vida de cada um de nós. Não porque considere um blogue algo de importante, longe disso, mas não daremos por vezes mais importância à vida do que aquilo que ela merece? Eu sei que há gente que passa por inúmeras dificuldades e que até pode ver no que eu digo qualquer espécie de heresia, mas sinto que por vezes, a maior parte de nós, passa pela vida como um corredor de fundo numa pista de obstáculos. Será que a vida é mesmo assim tão complicada, tão cheia de "ses" e de "talvez" ou seremos nós que a complicamos? Nos últimos dias verifiquei aqui, que nem sempre é fácil fazermos ou dizermos aquilo que queremos, com medo das consequências. Podia ter pensado simplesmente: "que se lixem!", e pronto. Mas não. Para lá da minha janela, as pessoas correm mesmo sem terem para onde ir, gritam, perdem a paciência com futilidades, blasfemam da vida, do trabalho, dos governantes e até dos clubes rivais, como se o futebol fosse motivo para nos zangarmos e fazermos zangar os outros. Porque temos de andar sempre à procura de preocupações em vez de soluções? Poucas coisas na vida valem o preço de um sorriso de uma criança, do brilho no olhar daquele ou daquela que nos ama. Quase nada na vida se compara a um abraço apertado - e tão pouco nos abraçamos hoje em dia. É o barco já saiu, o preço do pão que aumentou e o Benfica a ganhar novamente quase a acabar o jogo... paciência. É tão mais fácil falarmos mal dos outros, mandar alguém à merda, "vai-te f...", do que dizer "Amo-te". Ninguém é feliz ou está completo se não tiver o amor de alguém. Teremos vergonha de amar? Será que temos tanta tendência para nos escondermos e protegermos da vida, que perdemos o fascínio do risco? Regresso às palavras de Álvaro Pacheco, quando diz: "ah, é preciso ter coragem para ser feliz". Será que em algum tempo da nossa infância nos perdemos desse dom tão especial que é a capacidade de sermos felizes e de fazermos os outros felizes? Será que é a vida assim tão complicada ou fomos nós, que para não nos machucarmos, a complicámos? É por isso que nunca devemos críticar os outros por serem diferentes de nós, por por errarem ou fazerem figuras tristes, na procura da felicidade. Quem nunca levou um "nao" não sabe o gosto da vitória, mesmo que tenhamos de perder para alcançá-la. Um dia o filho procurará o aconchego do pai para lhe dizer "és o melhor pai do mundo e eu gosto muito de ti", alguém vai agradecer-lhe ter perdido aquele autocarro para o ajudar, alguém vai abrir os braços e responder-lhe "sim, porque sem ti não consigo ser feliz". Eu acredito. Por isso este é o blogue de um homem que gosta de futebol, mulheres, cinema, música e escrita, não necessáriamente por esta ordem. É também o blogue de alguém que gosta essencialmente de escrever, embora ache que não tenha nada de especialmente relevante a dizer, mas a maior parte dos políticos também não tem e ninguém os consegue calar. Este é o blogue de alguém que acredita no futuro, porque de outra forma não valeria a pena acordar amanhã nem depois. Acredito que todos os sacríficios serão um dia recompensados e com um bocado de coragem terei então direito ao meu quinhão de felicidade. Um dia, alguém irá abrir os seus braços... e eu vou querer estar lá.

sexta-feira, outubro 26, 2007

segunda-feira, outubro 22, 2007

PORQUE A DIFERENÇA É... O QUE NOS UNE

As pessoas são hipócritas. Criticam toda a gente pelas costas: os amigos, a família, os vizinhos... Católicos quase por tradição, rezam fervorosamente e clamam vezes sem conta o nome d'Ele em vão, mesmo quem diz não acreditar. Mal saem da igreja voltam a falar da vida alheia como se fossem eles os imaculados guardiões de uma moral decadente e ultrapassada. Criticam tudo o que é diferente e riem-se, como se com a humilhação se esquecessem que a crítica é um meio de esquecer a sua falta de coragem em ousar as suas próprias fantasias, soterradas no escrínio secreto da memória, soterradas em falsas moralidades. Esquecem-se que Hitler matou milhares de judeus em nome da raça ariana e que muito antes dele - e segundo a história da Bíblia - o próprio Jesus foi crucificado por ser diferente. Cuidado com os telhados de vidro, quando sem pensar, atiramos a primeira pedra. Este é o mote para algumas linhas que de quando em quando se vão debruçar sobre muito do que é considerado diferente e fácilmente objecto de ataques viperinos de uma verborreia inócua, que tantas vezes magoa bem mais que paus e pedras.
MÉNAGE À TROIS é um desses casos. Ménage à trois, ou simplesmente Ménage, é a expressão francesa para casal a três, e que consiste numa relação sexual entre igual número de pessoas.

Considerado por muitos como uma espécie de fetiche, esta relação vista por muitos outros como uma aberração, pode ser praticada por: dois homens e uma mulher, com (MMF) ou sem (MFM) bissexualidade masculina, duas mulheres e um homem, com (FFM) ou sem (FMF) bissexualidade feminina, três homens (MMM) ou três mulheres (FFF)


Este tipo de relacionamento, a exemplo do swing, deve ser bem ponderado entre os seus intervenientes, nos casos em que duas ou mesmo as três pessoas tenham entre si laços sentimentais para além do acto em si. Este tipo de cumplicidade corre o risco de deteriorar os laços que unem aqueles que nele intervém.

Apesar do número crescente de praticantes e de uma sociedade que bate no peito autodenominando-se moderna e liberal, este tipo de relação ainda é praticado quase clandestinamente, mesmo nos países mais desenvolvidos, pois aqueles que a praticam continuam a ser descriminados, como se de criminosos se tratassem.


Independentemente de concordarmos ou não com esta prática, é tempo de mudarmos certas mentalidades, pois aqueles que a praticam não são doentes, não são diferentes de nós. Têm desejos mais ou menos normais (como nós) e têm a coragem de ousar, tendo prazer ou ferindo os seus sentimentos, arrependendo-se ou não... que interessa? São pessoas como nós, que sentem necessidade de amar e serem amadas, embora expressando os seus sentimentos e desejos de uma forma distinta.

sábado, outubro 20, 2007

PENSAMENTO DO DIA

Existem 68 posições para fazer amor. Na 69 limpam-se os instrumentos.

quinta-feira, outubro 18, 2007

QUANDO ESCREVO

Quando escrevo
invento
corações que dançam ao luar,
palavras
que nos enganam e que contam
segredos calados por revelar.
Quando escrevo
fazemos amor
no silêncio de palavras mudas
como só nós dois sabemos
e fazemos já de cor;
ter na ponta de uma caneta
a carícia de um corpo quente
e na ideia que nos guia uma língua,
ágil, fremente,
à revelia das palavras ditas.
Quando escrevo
em silêncio nos confessamos,
traímos sentimentos,
pecamos,
somos dois numa só frase
iguais na mesma linguagem,
eu e tu
paixão que invento
em cada letra,
em cada palavra
com que te descrevo,
ignorando esse pérfido desprezo,
ponto final com que terminas cada carta,
qual romance, palavras
qu'ainda hoje eu escrevo
e desde sempre a ti dedico.

terça-feira, outubro 16, 2007

QUEM TE VIU...










Eva Amurri, actriz, filha de Susan Sarandon e enteada de Tim Robbins, a comprovar o velho ditado de que "filha de peixe sabe nadar".

domingo, outubro 14, 2007

PORQUE HOJE É DOMINGO!...


Não tenho andado com muita pachorra para escrever. O horário das tardes não me deixa muito tempo livre e o FM ainda menos. Estou a escrever e a olhar para o relógio, que não me deixa esquecer que daqui a pouco tenho de ir trabalhar. "Já vai!", resmungo. O humor também não anda em alta, esta semana e nem precisava de ter perdido algum do meu tempo a matutar nos milhões gastos na Igreja da Santíssima Trindade e em como a Igreja poderia realmente ajudar quem precisa, se estivesse disposta a isso. Pessoalmente, acho que só lhes interessa saber os lucros que vão ter com as visitas de tantos fiéis e curiosos para ver a nova igreja e a estátua do falecido Papa João Paulo II. Esta semana foi marcada ainda pela visita de dois polícias à cívil à Delegação da Organização do Sindicato dos Professores da Região Centro, numa atitude a recordar-nos de tempos que muitos consideravam banidos. Liberdade?! Pois, os bebés vêm de Paris, em cegonhas e o Pai Natal também existe. Finalmente, parece que vão ser inauguradas as estações do Metro do Terreiro do Paço e Santa Apolónia, a 22 de Dezembro deste ano. Óptimo, podem lá ir experimentar "aquilo", que eu não tenho pressa. Não é medo, só que a disponibilidade é pouca e o pouco tempo que resta não é para ser gasto em aventuras. Esta semana foi também notícia a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Al Gore, pela sua preocupação pelas condições climatéricas e âmbientais. Será que agora poderemos passar das palavras aos actos, ou, numa opinião também muito pessoal, o objectivo do senhor Gore está já alcançado e o seu sonho de vir a habitar a Casa Branca mais próximo? Felizmente a selecção ganhou - podes ir embora, Scolari - e a genuínamente nacional Isabel Figueira anda aí de novo, belíssima e disponível para nos continuar a deliciar a vista. Uma boa semana e façam o favor de ser felizes!

quarta-feira, outubro 10, 2007

EVASÕES (Reese Witherspoon)

Laura Jeanne Reese Witherspoon, actriz, nascida a 22 de Março de 1976, em New Orleans, Louisiana, protagonizou o seu primeiro filme em 1991, o drama Man On The Moon. Com vários papéis em comédias do estilo juvenil, é, na minha opinião, em filmes como Cruel Intentions ou Just Like Heaven que viria a revelar-se um dos novos valores do panorama cinematográfico.

segunda-feira, outubro 08, 2007

ENQUANTO DANÇAS...

Estou preso, mas tu danças!...
e tudo pára enquanto danças.
À luz difusa de um olhar aceso
um coração quedo e mudo grita
duma paixão acorrentada p'los grilhões da alma.
Estou preso, mas tu danças!...
Não pára, siga siga!... e eu sigo
tonto como um bêbado,
o teu corpo nos meus olhos
meu coração largado nas tuas mãos
nessa dança que tu sabes qu'eu danço
danço e não paro
danço sem parar!

sábado, outubro 06, 2007

EVASÕES

Esta nova-iorquina nascida a 27 de Março de 1970, em Long Island, é, não só uma mulher especialmente bonita como dona de uma das mais espectaculares vozes da música actual. Com uma carreira recheada de sucessos, a nível musical, tem sido o cinema o seu calcanhar de Aquiles, onde apesar de uns poucos filmes ainda não conseguiu destacar-se. Casada em 1993, separou-se em 97, ano em que o seu estilo predominantemente pop foi substítuido pelos R&B e pelo hip hop, e a sua imagem de menina boazinha deu lugar a uma bem mais provocante e sexy.

PASSOS NO ESCURO

Não há nada aqui,
morre-se simplesmente
numa vida que fatalmente
há-de acabar na morte.
Não há nada aqui,
entre o céu e o inferno
entre o certo e o errado,
não há nada, ninguém.
Não há nada aqui,
senão os dias que gasto
à espera de um sinal
que me leve até ti.
Não há nada aqui,
já não há amigos
nenhum caminho a seguir,
apenas uma melodia
na rádio nostalgia
e um livro de poemas
à espera de alguém que o leia.
Não há nada aqui,
só o vazio, a escuridão
um deserto sem um oásis,
nada, ninguém, só tu, só eu
mas nem mesmo assim
eu consigo encontrar-te.