quarta-feira, maio 30, 2007

LIBERDADE?!

Recentemente, voltaram a estar na moda palavras como Democracia, Liberdades e Direitos, além de terem ocorrido manifestações anti-fascistas. Eu tenho a ideia, de que, num Estado democrático e livre as pessoas tenham a liberdade de tomar as suas próprias opções, desde que não interfiram com os direitos das outras pessoas. Assim, julgo eu, que tenho liberdade para tomar as minhas próprias opções, sejam de carácter profissional, sexual, político, etc etc etc, sem que corra o risco de ser discriminado ou até violentado nos meus próprios direitos. Mas tal como eu referi no início, tudo isso são palavras e a liberdade não passa de demagogia barata para justificar a queda do Antigo Regime. Hoje há greve geral, as televisões inundam-nos com imagens de um triunfo avassalador por parte de um povo que se insurge contra a actual situação do país. As rádios falam de uma adesão a rondar os 100% entre as várias empresas e estabelecimentos de ensino e não só. Afinal, o povo está mesmo unido. Só que, em várias empresas, como a minha, onde a greve prejudica o dia a dia normal de milhares de pessoas, impedindo-as de ir trabalhar - e não só -, obrigando-as a perderem o salário de um dia (porque ao contrário de outros países, em Portugal os síndicatos não nos compensam por aquilo que perdemos por aderirmos à greve), os piquetes de greve marcaram presença ainda antes das zero horas de hoje, e pela manhã registaram-se já desacatos e agressões verbais e físicas contra quem pretendia usufruir do seu direito a ir trabalhar, em atitudes que me fazem pensar nos piores exemplos do Estado Novo e do fascismo que tanto se critica e se diz abolido desde Abril de 1974. Como não haver adesões de 100% se as pessoas que querem trabalhar são proíbidas de o fazer pelos próprios colegas? Onde está o direito a fazer ou não fazer greve? Onde está o respeito ao próximo porque tantos lutaram? Onde está o cívismo de pessoas que se dizem civilizadas e que à miníma manifestação daqueles que pensam de forma diferente actuam tal e qual como na pré-história, à força da violência? São essas mesmas pessoas que ontem e amanhã passam por nós, nos dão uma palmada cordial nas costas e discutem connosco os resultados do Benfica e do Sporting, como se Hoje não passasse já de uma vaga lembrança. No exacto momento em que escrevo isto, não sei ainda como vai ser o meu dia. Sei apenas que sem estar de acordo ou em desacordo com quem quer que seja, não ando a reboque daqueles que querem pensar por mim e impor-me as suas ideias.

sábado, maio 26, 2007

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EVASÕES (Maggie Q)


Maggie Q, de seu verdadeiro nome Margaret Denise Quigley, nasceu a 22 de Maio de 1979, em Honolulu, Hawai, EUA. Devido aos seus traços orientais, herança materna, começou por destacar-se em filmes asiáticos antes de ganhar o seu espaço no mercado norte-americano. Da sua filmografia destacam-se Gen-Y Cops, Arma Letal e Missão Impossível 3, estreando brevemente no cinema o novíssimo Die Hard, ao lado de Bruce Willis.

sexta-feira, maio 25, 2007

MEDIATIZAÇÃO

O desaparecimento da pequena Madeleine, mais do que um caso de foro humano, começa a criar contornos de objecto de estudo, tal a mediatização de que é alvo. Quarta-feira, o casal McCann, aproveitou para ir até ao Santuário de Fátima rezar pelo regresso da filha, atitude que levou a que jornais e televisões voltassem a focar a sua atenção no caso. À parte a tragédia, continua a surpreender a maioria e a chocar alguns toda esta atenção por parte dos media, como já havia aqui questionado sobre o mesmo tema. Enquanto se debate os prós e os contras desta exposição pública, o certo é que, por trás dos pais de Maddie, existe muito dinheiro a movimentar uma máquina imensa, que não deixa "adormecer" o assunto.Ora são as idas do casal à igreja, ora são as idas à praia, sempre de mãos dadas, como convém; sem esquecer o ursinho da pequena Madeleine, que parece ter-se tornado numa extensão natural da mão da senhora McCann... e agora a ida a Fátima, com o natural bulício daí decorrente.
Entretanto, o Diário de Notícias deu conta na sua edição de ontem que "mais de 800 crianças e jovens desapareceram no Reino Unido desde o dia 3 de Maio, quando foi reportado o desaparecimento de Madeleine McCann. Este número foi divulgado pelos responsáveis da linha de apoio National Missing Person's Helpline, que vieram a público chamar a atenção para a diferença de tratamento, em termos de cobertura mediática, atenção popular e importância dada por "notáveis", entre esses casos e o da menina que a polícia portuguesa crê ter sido raptada do apartamento de férias dos pais no The Ocean Club da algarvia Praia da Luz. Todos os anos, são dadas como desaparecidas 210 mil pessoas nas ilhas britânicas, dois terços das quais com menos de 18 anos - segundo informação do ministério do Interior do país. Nenhuma recebeu até hoje a atenção prestada ao caso de Maddie MacCann, que está já a ser comparado, em termos de cobertura mediática e comoção/adesão do público, ao da morte de Diana de Gales, em 1996. Políticos e equipas de cricket usaram laços amarelos em atenção à criança, futebolistas famosos fizeram apelos, milionários ofereceram mais de 2,5 milhões de libras (cerca de 3,75 milhões de euros) e durante estes vinte dias todas as televisões e jornais "abriram" com o caso, mesmo quando - quase sempre - não havia nada de relevante para acrescentar às notícias dos dias anteriores. Mas se há quem considere que a cobertura mediática foi claramente excessiva e "de mau gosto", há outros, como o presidente da sociedade dos editores de imprensa, Paul Horrocks, do Manchester Evening News, a dizer que "só porque um caso não teve atenção, por que havemos de criticar o facto de este caso ter?"."
Já agora, os McCann anunciaram recentemente a sua intenção de visitar alguns países, no sentido de alargar ainda mais, geográficamente, os ecos do sucedido aqui em Portugal, adiando assim, por tempo indeterminado, o seu regresso a casa. Será que já pensaram no bem estar dos gémeos e no trauma que estará a ser para eles toda esta fuga à rotina habitual da familia McCann?

domingo, maio 20, 2007

sábado, maio 19, 2007

FALTA


Sinto falta da cor e da imprevisibilidade



do aconchego das palavras e dos gestos,



da suave inquietude que um olhar pode ter.



Sinto falta do calor do toque



e da falta da coragem irreflectida



perdida na esperança ausente



dos dias que não voltam mais.



Sinto falta do que não fiz,



dos beijos e carícias que não dei,



das palavras que pereceram mudas no papel.



Sinto falta dos dias de ontem



planejando amanhãs,



das janelas que havia para abrir



e deixei fechadas



e da vida que correu



e me apanhou parado.



Há quem viva de memórias



Há quem morra de saudades,



como pode ter alguém saudades



duma vida que nem sequer viveu?

SCHUMACHER LÁ DA RUA


Este é um dos vários exemplos da falta de civísmo que, infelizmente parece ter-se generalizado entre os portugueses. A imagem foi tirada na quinta-feira, como poderia ter sido tirada hoje, amanhã ou para a semana que vem, dada a reíncidência sistemática, demonstrativa da falta de cívismo e de respeito, que o autor da "façanha" demonstra pelos seus semelhantes. Haja ou não espaço suficiente para estacionar, o nosso Michael Schumacher usa e abusa da complacência de quem pode e deve acabar com situações como esta. Infelizmente, não é a primeira vez, como não será a última, que para subirmos ou descermos a rua teremos de nos encostar à parede, como ainda os carrinhos de bebé terão de ir pelo meio da rua.

domingo, maio 13, 2007

PORQUE HOJE É DOMINGO...






... e já se passaram dez dias desde o desaparecimento da pequena Maddie, sinto que devo aprofundar-me sobre uma dúvida que surgiu há dias, numa conversa de café. Não é a primeira vez que falo aqui da pequena menina inglesa que tem feito o dia-a-dia deste país nos últimos dez dias, quase passando para segundo plano os problemas da Câmara de Lisboa, os incidentes pós-eleicções em França ou o diploma do pseudo-engenheiro Sócrates. Todavia, nem por uma só vez mencionei o desaparecimento da "nossa" Joana ou todo o caso que resultou nesta última semana na saída da prisão do Sargento Gomes e da pequena Esmeralda. Porque razão o fiz? Porque


razão as televisões e jornais dão mais destaque à tragédia dos McCann do que ao rapto de qualquer criança portuguesa? Seria a polícia tão dedicada e célere se em iguais circunstâncias, os intérpretes deste drama fossem outros? Sucedem-se a um ritmo vertiginoso e comovente os apelos e manifestações de auxílio em prol da criança desaparecida, do Algarve ao Minho, de Inglaterra a Fátima, onde o nome de Madeleine deve constar de quase todas as orações. Quantas pais haverá que estão ainda hoje à espera de notícias sobre o paradeiro dos seus filhos; que não tiveram tanta ou qualquer atenção da parte dos media ou das forças policiais... Não serão as crianças portuguesas iguais às inglesas? Claro que são! Infelizmente, no subconsciente de cada um de nós, onde o sangue dos outros e as desgraças continuam a ser o que mais nos atrai na televisão, fazemos ainda diferenças, escolhas, a cor favorita, a camisa mais bonita, o filho preferido. Porque razão gosto mais de Cicrano do que de Beltrano? É natural, ninguém leve a mal. O drama do casal inglês é mediático, extravaza as fronteiras deste cantinho à beira-mar plantado, onde quase nunca nada acontece. Por estes dias, fala-se de Portugal lá por fora, bem ou mal. A miúda tem um olhar bonito, o cabelo louro como um anjo, parece uma pequena boneca que gostaríamos de proteger e só o imaginá-la maltratada ou sexualmente abusada, afastada dos pais e dos irmãos pequenos, dá-me um nó nas tripas e um ódio insane sobre as bestas que a separaram do seio familiar. Depois, há ainda os pais, jovens, atraentes e com dinheiro. Nada como o Sargento Luís Gomes, que à boa maneira portuguesa, esconde das autoridades e dos pais biológicos a criança que criou e a quem deu mais amor do que se fosse ele o pai, mesmo que para isso tivesse de ir preso. Ah, granda homem! É de macho! Os pais de Maddie não. Parecem ambos delicados, tão debilitados com o sucedido que parece estranho aguentarem-se ainda de pé. Nada como a mãe da Joana, capaz de maltratar fisícamente a filha, para que esta não a incomodásse nos seus devaneios lúdicos. Desde a nacionalidade, à raça, ao sexo, ao estatuto social das vítimas como à sua aparência, tudo conduz a opções que, num mundo perfeito não deveriam de existir, escolhendo este ou aquele em desfavor daquele outro, marginalizando ou sendo marginalizado, diferenças de tratamento que persistem dentro de cada um de nós, num mundo cada vez mais globalizado e dito liberal, mas onde essas mesmas diferenças nos são diáriamente e constantemente atiradas à cara de uma forma ou de outra.

GEORGE MICHAEL

O espectáculo dado pelo cantor britânico George Michael, ontem no Estádio Municipal de Coimbra, pecou, como o próprio deu a entender num pedido de desculpas ao público, por tardio. Dos temas dos primeiros anos às batidas de hoje, George Michael fez questão de presentear o seu público com uma noite para mais tarde recordar. O antigo cantor dos Wham, ícone perfeito da chamada música pop, foi sempre muito aprecíado no nosso país, apesar das críticas sem fundamento dos chamados intelectuais, para quem a música ligeira não tem qualidade e os seus intérpretes são todos de masculinidade dúvidosa. Nos seus primeiros anos, ainda nos Wham, rivaliza, juntamente com Madonna - a dar também os seus primeiros passos - com os Duran Duran, expoente de então dum estilo musical tão críticado como comercialmente rentável. Com um espectáculo memorável, George saiu dos Wham para uma carreira a solo que se adivinhava auspiciosa. Com uma voz agradável e inconfundivel, solidifica uma carreira com vários anos de sucessos e estilos díspares, chegando a cantar com os Queen, num concerto de homenagem ao mítico Eddie Mercury. A sua carreira, assim como a vida pessoal, sofrem alguns abalos com alguns escândalos sexuais. O polémico cantor tem a noção de que perdeu muita da sua popularidade e do fascínio junto das suas admiradoras, ao ter a coragem de assumir-se como homossexual, um acto de frontalidade que não está ao alcance de todos, numa sociedade que, apesar de tudo continua a ser preconceituoso e discriminatório. Sabe que muitos ainda confundem o homem com o artista, de nada valendo a qualidade ou popularidade dos seus temas. Responde às críticas com um humor mordaz, parodiando aqueles que o críticam através dos seus videoclips, assim como o estado actual da política norte-americana, da qual é uma das figuras mais contestatárias. Para trás ficam temas como Careless Whisper, Last Christmas, Father Figure, Tonight ou One More Try, êxitos que as opções pessoais de cada um não conseguem destruir. Para mim, que acompanhei a sua carreira desde os primórdios, George Michael marcou uma época, não tanto pelo estilo actual dos seus temas, mas por tantos outros, ao longo destes últimos trinta anos. As suas tendências sexuais, mais do que respeitá-las, não me interessam, quando o que está em discussão é a sua carreira, ou o seu talento. Até à próxima, George!

sexta-feira, maio 11, 2007

BENDITAS EXCEPÇÕES


Na maior parte dos casos, nos quais me incluo, a nossa profissão baseia-se numa rotina stressante, num mínimo de oito horas diárias fazendo sempre as mesmas coisas, vendo sempre as mesmas pessoas, aguardando pela hora do almoço ou do jantar, inventando escapadelas esporádicas ao café, quase nunca pelo café em si. Já não olho amiúde para o relógio - que não uso quase desde que passei a andar com telemóvel -, mas conto à mesma os minutos que faltam para o final do serviço, os dias que me separam de uma folga às vezes curta e sempre breve. Hoje, a rotina foi quebrada pela presença no meu local de trabalho de um grupo de pessoas, integradas na comemoração dos 21 anos dessa causa tão meritória que são os Pirilampos Mágicos. Este ano, personalidades bem conhecidas dos portugueses associaram o seu nome e imagem à campanha da Cercisa, criando cada uma um visual bem original a essa figura tão simpática. Entre essas figuras que, por breves instantes, deram um certo glamour e cor a um espaço quase sempre a preto e branco, destacava-se a figura extremamente elegante e belíssima da apresentadora da Sic, Liliana Campos. Durante alguns minutos, foi possível abstrair-me das preocupações quotidíanas, assim como da marcha lenta dos ponteiros, que nestas ocasiões parece avançar, como empurrado por um vento que não vemos. Não pretendo de forma alguma menosprezar as pessoas com quem diáriamente lido, a rotina do serviço, o abrir e fechar de portas, o dedo num vai e vem monocórdico sobre os mesmos botões e teclas. Não. Não quero também aliar-me àqueles que vivem idolatrando ou falando mal dos chamados "famosos", sugando cada foto, cada linha saída numa revista numa avidez obsessiva e doentia. Mas que é bom variar de vez em quando, estarmos fisícamente lado a lado com aqueles que nos habituamos a ver nos media - apesar de nem sequer darem pela nossa presença - e que ocupam tantas das nossas conversas de café, lá isso é!

domingo, maio 06, 2007

AINDA SOU DO TEMPO...

... em que tinhamos de afinar o parafuso do gravador de cassetes, para começar a jogar no Spectrum 48K.

quarta-feira, maio 02, 2007

FRAGMENTOS

São momentos, excrementos da memória, fragmentos,
pedaços de um todo imenso e frágil,
são recordações, cores, nomes, lições de moral,
o certo e o errado, passado e futuro
dum presente sempre ausente.
São os cheiros da infância que se esfumaram
nas voltas qu'o ponteiro dá,
vidas e vidas, pequenos seres, pequenas vidas,
actores dessa eterna comédia
qu'é o drama da vida de todos nós.
Sou um ponto no espaço
físico-temporal universal,
sou a pedra arremessada sem destino
deambolando às cegas p'lo infinito.
Outras pedras há, outras vidas, outras mortes...
alguém que morreu ou foi morto
p'la indiferença, pela falta de amor, pela falta de vida.
Os pais não o compreenderam,
a mulher amada não o amou,
a sociedade não o aceitou: marginal.
Desistiu. Morreu? Ou foi morto?
Ninguém viu, ninguém sabe quem era
nome ou morada.
Ninguém, um parasita.
Eu não quero morrer, amem-me! Odeiem-me!
Por favor, não me ignorem!
Amada mãe, amado pai, qual de vós se esqueceu,
qual de vós não se lembrou de usar... Estou aqui!
Vocês decretaram a minha presença.
Porquê? Que mal vos fizeram? Quem a mim vai recordar?
Quem de mim se vai apaixonar?
Aceitai a culpa e o fracasso
que fez de mim o qu'hoje eu sou,
um pedaço de nada, do muito que vos quero.
Amor, eu e tu num cavalo de cordel
num sonho de papel timbrado
25 linhas dum azul em dó maior,
sinfonia desta vida sem cor. Negro destino,
negra a vida, negro penar, negro penar...
Morte. É branca a morte
como as asas dum cisne encantado,
bagaço em que m'embriago, Eu,
amargo tédio de comigo ter de conviver,
porque tem de ser.
Fragmentos são filmes a preto e branco
sem heróis nem vilões, sem roteiro... só vazio
e improvisação,
insolúveis degredos da matéria,
fruto da palha que comemos,
fragmentos desta vida acordados
recordados a contra-gosto, pelas mãos
dum qualquer poeta de merda.

O ENGENH... OCAS


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quinta-feira, abril 26, 2007

quarta-feira, abril 25, 2007

DIREITOS & deveres

Lisboa foi hoje uma cidade bastante movimentada, pois, além da inauguração do túnel do Marquês e dos festejos inerentes ao 25 de Abril, também se verificaram algumas manifestações contra a exclusão social dos imigrantes, que tiveram o seu ponto alto a quando da passagem junto ao já famoso cartaz do PNR, que teve de ser protegido por elementos da PSP. Vamos pois deixar de brincar ao nacionalismo bacoco e gratuíto, respeitando as diferenças de quem é, afinal, igual a qualquer um de nós, seja branco, preto ou amarelo. Vamos deixar de fingir que respeitamos e toleramos diferenças sexuais que nos são estranhas, quando a sós ou com os amigos fazemos piadas grosseiras mal-disfarçadas e que provocam mal estar nas pessoas visadas. Ser homossexual, lésbica ou mesmo transsexual, não é uma doença. É uma escolha, um direito que temos de respeitar. Não é esse respeito pela diferença, pela liberdade de escolha, um dos mais altos valores apregoados pela democracia e pela revolução de Abril de 74? A liberdade não nos trouxe apenas direitos, ao contrário do que muita gente pensa. Hoje confunde-se sistemáticamente liberdade com abuso, quando nos valemos dos nossos direitos para "atropelar" os direitos dos outros, numa manifestação contínua e crescente da má formação dos portugueses. Estamos hoje menos tolerantes que no período negro do fascismo. Deixámos a prosa e a poesia para trás, os livros, por uma verborreia que nada significa, de ofensas e palavrões; trocámos valores por belas de cabeça oca e mestres indigestos, por ídolos de pés de barro. Perdemos o vinho pela cerveja e até o fado, tão nosso, pela pop de letra fácil, "yeah yeahhh na na nana, yeah yeahhh yeah na na nana...". A Ditadura morreu, Viva a Liberdade!

25 DE ABRIL


Será que ainda há tempo para quem acredita?
Será que existe ainda uma luz ao fundo do túnel?
ou a esperança não é mais que uma palavra vã,
um sonho de liberdade
nos olhos de uma criança?

domingo, abril 22, 2007

PENSAMENTOS

*Portugal é um país geométrico: é rectangular e tem problemas bicudos discutidos em mesas redondas...por bestas quadradas!


*Os "CORNOS" não existem! Isso foram coisas que te meteram na cabeça. Ok!?


*O excesso de sexo provoca amnésia e outras coisas que agora não me lembro.


*O teu futuro depende dos teus sonhos. Por conseguinte, não percas tempo, vai dormir...


*Nos últimos anos investiu-se muito mais em implantes de seios, implantes de pénis e em Viagra do que na doença de Alzheimer.Dentro em breve, haverá muita gente dotada com grandes seios ou pénis compridos sem se lembrar para que servem...


*E se um dia te sentires inútil ou deprimido, lembra-te disto: nasceste nu, careca e sem dentes. Tudo o que vier, é lucro!


*O teu computador é como uma carroça: tem sempre um burro à frente!!!


*O cérebro é um órgão maravilhoso. Começa a trabalhar logo que acordamos e só pára quando chegamos ao serviço.

sexta-feira, abril 20, 2007

NECESSIDADE

Perto de ti não sou mais nem menos
qu'um pedaço regurgitante de desejo,
um mar bravio d'incertezas por dissipar
galgando sombras de um medo incerto
no rubor inverosímel dum ensejo mal-contido.
Calo o que não devo, sofro p'lo que não sei
imaginando tudo o que não vejo, vejo-me
no escuro dum silêncio abrasivo, negando sonhos,
dores amordaçadas num viver contemplativo.
Precisei de ti antes mesmo de te amar
como o dia precisa da noite, o bem do mal,
o certo do errado, o côncavo do convexo,
entraste no purgatório duma alma enferma
como um anjo redentor, sem sexo nem idade,
só necessidade!