bom domingo
Há 12 horas
Porque na vida nem tudo é branco ou preto, bom ou mau, verdade ou mentira. Porque a vida não tem necessariamente de ser aquilo que parece, este é o meu espaço, onde guardo os meus sonhos e desilusões, resquícios de uma vida à espera de ser vivida.

Semana aziaga para alguns dos líderes dos principais campeonatos europeus, com derrotas do FC Porto e Bayern, além do empate do Chelsea de Mourinho, na recepção caseira ao Aston Villa. Por cá, o Sporting, onde Liedson se estreou a marcar, alcançou o Porto no primeiro lugar, enquanto o Benfica, com Rui Costa novamente lesionado, somou volumosa vitória, não obstante o hilariante "frango" de Quim. Em Itália, também o Inter perdeu o primeiro lugar para Roma e Palermo, acentuando as debilidades de um conjunto recheado de estrelas, agora com a ameaça de um Milan já só a 9 pontos do duo da frente. Na Alemanha, a derrota do Bayern proporcionou a que cinco equipas partilhassem agora o primeiro posto, com a diferença destes para o 18º e último a cifrar-se em apenas 6 pontos. Novidades por cá foram a primeira presença do Gil Vicente na liga de honra (derrota em Vila do Conde) e a vitória fora do Cova da Piedade. Destaque ainda para a taça da Suíça, onde o Sion - dos portugueses João Manuel Pinto e Carlitos - perdia ao intervalo contra uma equipa das divisões secundárias, motivando a decisão do treinador em abandonar a equipa antes da segunda parte começar. Resultado: o Sion venceu 3-1. Moral: mais do que os resultados, são os jogadores que afastam os treinadores. Para terminar, Shumacher venceu o grande prémio de fórmula um deste fim de semana, ultrapassando o espanhol Alonso, embora com os mesmos pontos e está cada vez mais perto do que muitos julgariam impensável, vencer o campeonato do mundo.
Parece mentira mas passam já 22 anos desde aquela noite em que partiste e eu não disse adeus sequer. Talvez porque no fundo do meu coração eu acreditava que voltarias. Talvez, embalado pelos teus quatro anos mais que te restavam - segundo os médicos - e que não diminuíam nunca, por mais anos que passassem. Só mais quatro anos, dizias, e repetia-lo ano após ano, e eu acreditava. Nós, os filhos, crescemos durante muito tempo com a ideia de que tudo nasce, cresce e morre, menos os nossos pais. Quantas semanas, meses, se passaram desde esse dia atento a cada ruído nas escadas, esperando que abrisses a porta e eu pudesse correr ao teu encontro, beijar-te a face e poder enfim dizer tudo aquilo que sempre fica por dizer: agradecer-te por todos os momentos, por tudo o que me ensinaste, e da falta que me fizeste e ainda hoje fazes. Até sempre, pai!

Depois do Sporting foi a vez do outro pseudo-grande clube de Lisboa perder pontos com a equipa da capital do móvel, deixando o FC Porto como actual favorito à reconquista do título, à imagem do que acontece nos grandes campeonatos europeus, onde os actuais primeiros são aqueles que foram campeões na época transacta. Entre os jogadores portugueses lá fora, destaque para mais um grande golo de Cristiano Ronaldo, enquanto que Manuel Fernandes estreou-se na primeira derrota do Portsmouth, que coloca o inevitável Chelsea no primeiro lugar. Numa semana atípica pela falta de casos, destaque para a terceira derrota consecutiva do Guimarães e para mais uma semana invicta do Cova da Piedade, que voltou a não jogar, agora por ter sido disputada mais uma eliminatória da Taça de Portugal. Despeço-me, desejando felicidade para os clubes cá do burgo, que estarão esta semana envolvidos em mais uma eliminatória europeia.
"Juro exercer com probidade a competência que me é atribuída de poder levantar autos de notícia em caso de infracção verificada nas minhas funções de agente de fiscalização de empresa exploradora de serviços públicos de transporte colectivo de passageiros." É este o texto, sem virgulas, que aquele que vai ser ajuramentado deve ler, antes de assinar o documento que o habilita a passar multas, como agente de fiscalização. Foram estas as palavras por mim proferidas - sete anos atrás - no Governo Cívil de Lisboa, no início de cerca de um ano e meio de um trabalho nem sempre agradável, muitas vezes incompreendido mas que cumpri sempre de acordo com o que me era incumbido e com a minha consciência.