quarta-feira, julho 19, 2006

ANJOS & DEMÓNIOS

AS MAIS BELAS DO FUTEBOL (4)

Manuela Arcuri (Coco)

AS MAIS BELAS DO FUTEBOL (3)

Karen Jardel (Mário Jardel)

AS MAIS BELAS DO FUTEBOL (2)

(Cristian Karembeu)

AS MAIS BELAS DO FUTEBOL (1)

Helen Svedin (Figo)

PRANTO


São pedras a mais
é débil a carne,
o olhar grave
implora clemência,
o coração langue
bate leve, levemente
mas não choro;
Os rios estão turvos
a muralha é mole
e as palavras duras,
não dura a força
escasseia a ilusão
no sangue que lateja
que corre à toa
morrendo de vida;
o forte escarnece
o fraco padece
e não há perdão;
o sangue escoa
a vida esvai-se
o sonho puro acaba
no pranto seco
de um imenso nada.

MOMENTOS DE OURO DO MUNDIAL 2006

O MEU LUGAR

Para onde vai o tempo?
Onde se escondem as horas
e os minutos que passam?
Para onde vão as recordações?
as palavras e as ilusões?
Onde páram os momentos
felizes da minha infância?
Onde está esse tempo
em que te tinha, pai?
Onde páram os sonhos
e tudo mais que existe
e se perde pelo caminho?
No passado? Onde fica?
Onde fica esse lugar
esse canto na memória
que ninguém consegue ver?
Onde fica p'ra lá ir eu?
pois é a ele que pertenço,
é nele o meu lugar.

APANHADOS NA REDE

Quero aproveitar para demonstrar o meu agrado pelo regressso de dois amigos deste blog, o meu irmão e o Paulo Tadeu ao mundo da net, agradecendo pelas palavras de apreço e esperando que a tempestade dê finalmente lugar à merecida bonança.

APANHADOS (em família)

saudades da Primavera
depois diz que é do Benfica...
aqui não! Olha que eles estão a ver.
o que temos de fazer para eles ficarem sossegados...
Lá bem no fundo...

MOMENTOS DE OURO DO MUNDIAL 2006

quinta-feira, julho 13, 2006

SER CINZENTO


E porque não vivo, escrevo
como odeia quem não sabe amar,
ser noite por não ser dia
em tons de branco e preto
... ser cinzento.
(como o tempo)

AS PALAVRAS DOS OUTROS


Em ti, após a travessia do deserto, viajante solitário, descansei meu corpo cansado, porto talvez seguro de meus navios. No teu mar lancei minha âncora e as mãos acariciaram de mansinho os teus cabelos, ondas de um oceano revolto rebentando na praia em que me encontraste, concha escondida na areia.


Tito Lívio

FALA QUEM SABE


"Nenhum foguete chegará à Lua" - Nikola Tesla, inventor

ANJOS & DEMÓNIOS

"A natureza encarregou-se de transformar as mulheres em nossas escravas. Elas são propriedade nossa." - Napoleão

quarta-feira, julho 12, 2006

AS MAIS BELAS DO FUTEBOL

Elisabetta Canalis (Vieri)
Isabel Figueira (César Peixoto)
Anna Falchi (Chivu)
Coleen McLoughlin (Rooney)
Despina Vandi (Nikolaidis)

SERÁ POSSÍVEL?!

Mea culpa! A verdade é que hoje de manhã, ao chegar em casa, fui logo dar uma espiada no novo site da Ana Malhoa, a exemplo de milhares de outras pessoas, apenas por puro espírito científico, claro. Como tinha passado a noite a trabalhar, dei apenas uma breve vista de olhos - ou corria o risco de perder o sono - e saltei para o resguardo do leito. Qual não foi o meu espanto, na parte da tarde, quando sou confrontado com o encerramento do tão promovido site. Seria da música da cantora, que acompanhava a página? Só podia, já que as fotos estavam bem tiradas, bem enquadradas, com a luz perfeita e esses outros pormenores técnicos de que sou entusiasta. Será que ainda há censura em Portugal, ou os falsos moralistas ainda se ofendem com meia dúzia de fotos não mais que sensuais, duma das figuras mais bonitas do meio artístico nacional? Será que não sabem que são as grandes actrízes, cantoras, etc do Brasil que fazem as páginas da Playboy? É tempo de compreenderem que a porcaria está na cabeça das pessoas. Força, Ana, continuas linda!

6 - CULMINAR PERFEITO D'UM DIA IMPERFEITO

18.20, todos a seus postos dentro do autocarro, mas nada de saírmos do mesmo lugar. Os profetas da desgraça começam a comentar e eu não quero acreditar no que eles dizem. Dizem que o autocarro não tem direcção e de cada vez que olho pela janela vejo uma guia apressada, de pá na mão, a apanhar areia do chão. Mau!!! 18.26. Afinal não era nada demais, sossega-nos o condutor, levemente abespinhado pelos comentários que corriam entre os passageiros. Qual direcção qual quê! Tão somente uma ruptura no tubo do óleo, pelo que deveríamos ser pacientes, pois que o autocarro seria obrigado a ir um pouco mais devagar. Nada mais que isso! Devagar, devagarinho, quase parado, foram as três velocidades do autocarro durante a viagem de regresso. Até que, à primeira curva mais apertada, íamos subindo um passeio e entrando para dentro de um quintal. O esforço do condutor em cada curva era por demais evidente e ele teve de se render às evidências. Falou do sacríficio que a condução lhe exigia e que, desse por onde desse, nos levaria sãos e salvos ao encontro de outro autocarro que entretanto saíra de Alverca. Estranhamente, as suas palavras foram saudadas com incentivos de agradecimento e palmas, além de uma gratificação generosa para a qual contribuí, pois que, quando toca a dar - todos nos queixamos - mas ninguém quer ficar atrás dos outros. Logo depois, errou o caminho, levando-nos a um trajecto mais longo através das casinhas brancas da Nazaré. 19.30, o autocarro não aguenta mais e somos forçados a parar num posto de serviço na zona de Óbidos, onde esperámos pela outra viatura durante uma hora. Fim de sofrimento? Desenganem-se! A hora e meia que durou o resto da viagem foi de um penoso sacrifício, desde que o condutor chamou para o seu lado o tal velhinho de 94 anos e meio, com o objectivo de nos entreter, mas que, depois de um início auspicioso começou a tornar-se insuportável, levando a que alguns dos passageiros exigissem que este se calasse. Pelas 22.00 consegui chegar a casa, psicológicamente extenuado e sem vontade de voltar a ouvir falar tão cedo em outros passeios do género. Ah, a agência, cujo nome tenho andado propositadamente a omitir, responsável por este tipo de eventos é a Mr.Charly. Não serão eles, concerteza responsáveis pelo estado em que se encontram certos autocarros, nem pelas atitudes temerárias e insensatas de alguns condutores, ou pelas faltas de respeito para com os programas, da parte de alguns dos clientes, de modo que não os pretendo críticar. No fim de contas, o que são 9 euros para a viagem, almoço, passeio pela praia e sardinhada com baile e música a acompanhar?

5 - SACUDINDO AS TEIAS DE ARANHA

14.30, para quem conhece a Marinha Grande só pelas fábricas do vidro, não sabe o que está a perder. Uma grande parte da população, entre os 8 e os 80 desloca-se para todo o lado de bicicleta, as senhoras de alguma idade levando no braço o inseparável saco das compras. Depois, há as infra-estruturas criadas para um melhor âmbiente, desde os percursos apropriados para os ciclistas como ainda a quantidade e qualidade dos espaços verdes e de lazer. Fiquei com vontade de conhecer melhor aquela zona, roído de inveja, quando confrontado com a popuição e os maus hábitos de higiéne das pessoas das grandes cidades. Passamos então pelo Pinhal de Leiria, mais verde, imenso verde a perder de vista. A nossa guia brinda-nos com A Lenda da Fonte, numa voz suave e agradável. Chegamos à Praia de Paredes da Vitória, onde vários grupos de "Kamikazes" desafiam o frio, deitados na praia ou ousando um mergulho nas ondas que batem forte. E a sardinhada que é só às 16 horas. Mas vale a pena esperar: música ao vivo, bem popular e de repente parece que todos os idosos esqueceram as mazelas e foram todos dar um pezinho de dança, de um lado para o outro, largos sorrisos, sacudindo as teias de aranha. Por momentos senti-me o mais velho daquele recinto, só, no meio da multidão.

terça-feira, julho 11, 2006

4 - ALIMENTO PARA O CORPO E PARA A VISTA

O pequeno almoço é servido pelas 9.20, o café está queimado e é acompanhado por uma conversa animada sobre doenças. Terminada a refeição principia uma demonstração de alguns produtos da agência que patrocina a viagem. Pelos nove euros pagos, até se faz um sacríficio, penso, antes de ver a demonstradora. A viagem estava paga e mais que paga. Podia terminar aqui e eu dizia-vos para esquecerem tudo o que escrevi até agora. Não existem coíncidências: o papel da mulher na sociedade, por mais que elas digam que não, ainda está um pouco ligado à imagem: uma mulher bonita ajuda a vender. Pobres das feias! Felizmente para ela, tem algo mais que uma cara bonita - e não me refiro ao resto do corpo - e o seu estilo cativante torna o que poderiam ser umas duas horas de seca num leve bocejo. 12.22, gastei 10 euros num óleo que, segundo a demonstradora, tem mais utilidades que aqueles sprays que poem nos jogadores de futebol e que dão para pequenos e grandes toques, contusões, hematomas e hemorroidas. Segue-se uma breve mas chata exposição de casacos. 12.50, a nossa guia fica surpresa quando lhe digo que é sou passageiro de primeira viagem e diz que tem a sensação de me conhecer de algum lugar, o que é recíproco, apesar de nenhum de nós se lembrar de onde. Talvez de outra encarnação. O almoço começa com uma sopa surpreendentemente agradável. Parece haver uma disputa qualquer entre a maioria dos idosos, tantas as vezes que, de prato na mão, acorrem a repetir a dose. Será que passam uma semana sem comer, antes de cada passeio?