quinta-feira, julho 13, 2006

FALA QUEM SABE


"Nenhum foguete chegará à Lua" - Nikola Tesla, inventor

ANJOS & DEMÓNIOS

"A natureza encarregou-se de transformar as mulheres em nossas escravas. Elas são propriedade nossa." - Napoleão

quarta-feira, julho 12, 2006

AS MAIS BELAS DO FUTEBOL

Elisabetta Canalis (Vieri)
Isabel Figueira (César Peixoto)
Anna Falchi (Chivu)
Coleen McLoughlin (Rooney)
Despina Vandi (Nikolaidis)

SERÁ POSSÍVEL?!

Mea culpa! A verdade é que hoje de manhã, ao chegar em casa, fui logo dar uma espiada no novo site da Ana Malhoa, a exemplo de milhares de outras pessoas, apenas por puro espírito científico, claro. Como tinha passado a noite a trabalhar, dei apenas uma breve vista de olhos - ou corria o risco de perder o sono - e saltei para o resguardo do leito. Qual não foi o meu espanto, na parte da tarde, quando sou confrontado com o encerramento do tão promovido site. Seria da música da cantora, que acompanhava a página? Só podia, já que as fotos estavam bem tiradas, bem enquadradas, com a luz perfeita e esses outros pormenores técnicos de que sou entusiasta. Será que ainda há censura em Portugal, ou os falsos moralistas ainda se ofendem com meia dúzia de fotos não mais que sensuais, duma das figuras mais bonitas do meio artístico nacional? Será que não sabem que são as grandes actrízes, cantoras, etc do Brasil que fazem as páginas da Playboy? É tempo de compreenderem que a porcaria está na cabeça das pessoas. Força, Ana, continuas linda!

6 - CULMINAR PERFEITO D'UM DIA IMPERFEITO

18.20, todos a seus postos dentro do autocarro, mas nada de saírmos do mesmo lugar. Os profetas da desgraça começam a comentar e eu não quero acreditar no que eles dizem. Dizem que o autocarro não tem direcção e de cada vez que olho pela janela vejo uma guia apressada, de pá na mão, a apanhar areia do chão. Mau!!! 18.26. Afinal não era nada demais, sossega-nos o condutor, levemente abespinhado pelos comentários que corriam entre os passageiros. Qual direcção qual quê! Tão somente uma ruptura no tubo do óleo, pelo que deveríamos ser pacientes, pois que o autocarro seria obrigado a ir um pouco mais devagar. Nada mais que isso! Devagar, devagarinho, quase parado, foram as três velocidades do autocarro durante a viagem de regresso. Até que, à primeira curva mais apertada, íamos subindo um passeio e entrando para dentro de um quintal. O esforço do condutor em cada curva era por demais evidente e ele teve de se render às evidências. Falou do sacríficio que a condução lhe exigia e que, desse por onde desse, nos levaria sãos e salvos ao encontro de outro autocarro que entretanto saíra de Alverca. Estranhamente, as suas palavras foram saudadas com incentivos de agradecimento e palmas, além de uma gratificação generosa para a qual contribuí, pois que, quando toca a dar - todos nos queixamos - mas ninguém quer ficar atrás dos outros. Logo depois, errou o caminho, levando-nos a um trajecto mais longo através das casinhas brancas da Nazaré. 19.30, o autocarro não aguenta mais e somos forçados a parar num posto de serviço na zona de Óbidos, onde esperámos pela outra viatura durante uma hora. Fim de sofrimento? Desenganem-se! A hora e meia que durou o resto da viagem foi de um penoso sacrifício, desde que o condutor chamou para o seu lado o tal velhinho de 94 anos e meio, com o objectivo de nos entreter, mas que, depois de um início auspicioso começou a tornar-se insuportável, levando a que alguns dos passageiros exigissem que este se calasse. Pelas 22.00 consegui chegar a casa, psicológicamente extenuado e sem vontade de voltar a ouvir falar tão cedo em outros passeios do género. Ah, a agência, cujo nome tenho andado propositadamente a omitir, responsável por este tipo de eventos é a Mr.Charly. Não serão eles, concerteza responsáveis pelo estado em que se encontram certos autocarros, nem pelas atitudes temerárias e insensatas de alguns condutores, ou pelas faltas de respeito para com os programas, da parte de alguns dos clientes, de modo que não os pretendo críticar. No fim de contas, o que são 9 euros para a viagem, almoço, passeio pela praia e sardinhada com baile e música a acompanhar?

5 - SACUDINDO AS TEIAS DE ARANHA

14.30, para quem conhece a Marinha Grande só pelas fábricas do vidro, não sabe o que está a perder. Uma grande parte da população, entre os 8 e os 80 desloca-se para todo o lado de bicicleta, as senhoras de alguma idade levando no braço o inseparável saco das compras. Depois, há as infra-estruturas criadas para um melhor âmbiente, desde os percursos apropriados para os ciclistas como ainda a quantidade e qualidade dos espaços verdes e de lazer. Fiquei com vontade de conhecer melhor aquela zona, roído de inveja, quando confrontado com a popuição e os maus hábitos de higiéne das pessoas das grandes cidades. Passamos então pelo Pinhal de Leiria, mais verde, imenso verde a perder de vista. A nossa guia brinda-nos com A Lenda da Fonte, numa voz suave e agradável. Chegamos à Praia de Paredes da Vitória, onde vários grupos de "Kamikazes" desafiam o frio, deitados na praia ou ousando um mergulho nas ondas que batem forte. E a sardinhada que é só às 16 horas. Mas vale a pena esperar: música ao vivo, bem popular e de repente parece que todos os idosos esqueceram as mazelas e foram todos dar um pezinho de dança, de um lado para o outro, largos sorrisos, sacudindo as teias de aranha. Por momentos senti-me o mais velho daquele recinto, só, no meio da multidão.

terça-feira, julho 11, 2006

4 - ALIMENTO PARA O CORPO E PARA A VISTA

O pequeno almoço é servido pelas 9.20, o café está queimado e é acompanhado por uma conversa animada sobre doenças. Terminada a refeição principia uma demonstração de alguns produtos da agência que patrocina a viagem. Pelos nove euros pagos, até se faz um sacríficio, penso, antes de ver a demonstradora. A viagem estava paga e mais que paga. Podia terminar aqui e eu dizia-vos para esquecerem tudo o que escrevi até agora. Não existem coíncidências: o papel da mulher na sociedade, por mais que elas digam que não, ainda está um pouco ligado à imagem: uma mulher bonita ajuda a vender. Pobres das feias! Felizmente para ela, tem algo mais que uma cara bonita - e não me refiro ao resto do corpo - e o seu estilo cativante torna o que poderiam ser umas duas horas de seca num leve bocejo. 12.22, gastei 10 euros num óleo que, segundo a demonstradora, tem mais utilidades que aqueles sprays que poem nos jogadores de futebol e que dão para pequenos e grandes toques, contusões, hematomas e hemorroidas. Segue-se uma breve mas chata exposição de casacos. 12.50, a nossa guia fica surpresa quando lhe digo que é sou passageiro de primeira viagem e diz que tem a sensação de me conhecer de algum lugar, o que é recíproco, apesar de nenhum de nós se lembrar de onde. Talvez de outra encarnação. O almoço começa com uma sopa surpreendentemente agradável. Parece haver uma disputa qualquer entre a maioria dos idosos, tantas as vezes que, de prato na mão, acorrem a repetir a dose. Será que passam uma semana sem comer, antes de cada passeio?

3 - POBRE DE QUEM QUER SER RICO

7.3o, paragem em Torres Vedras para um café e um xixizinho. Está fresco e depois do calor intenso da véspera chuvisca. Na tabacaria não encontro a minha "biblía" e tenho que me contentar com o Record. Bebo um café e coloco a hipótese de mandar uma mensagem para me manter ligado à civilização, mas é cedo para acordar seja quem for. Volto para o autocarro, nova dose de Bruno e Marrone e de cacarejos. O jornal parece ter menos páginas e eu tenho que olhar pela janela para me distraír. Verde, muito verde, mais verde... Três horas depois de acordar, São Pedro continua triste, céu encoberto, chove agora com mais intensidade. "Condutor, podíamos voltar para trás?". 8.18, primeiro contratempo: "Não deixaste a telenovela para gravar?", pois, não me lembrei. Que tragédia. 8.25, já se ouve o Marante quando toca o telemóvel, mas a expectativa dura pouco, pois é para me pedir dinheiro. Será que me confundiram com o Belmiro de Azevedo? Olho para a esquerda, o velho de 94 anos está a fazer ginástica. Se soubessemos o que nos esperava...8.45, no alto de uma parede enorme lê-se "Pobre de quem quer ser rico". Quem escreveria uma barbaridade destas? Municipal de Leiria, o Castelo, bandeiras portuguesas - já não tantas como antes. Já não chove. A nossa guia entra no autocarro e eu lembro-me da história da bonança depois da tempestade. Finalmente, uma cara sem rugas, uma alternativa ao verde da paisagem.

2 - COMEÇO DE VIAGEM

Acordei pelas 5.15, depois de uma semana inteira a fazer manhãs, acordando pelas 6.30. Nada como acordar cedo num dia de folga. Porque será que estes passeios começam sempre tão cedo? O autocarro chega à hora marcada, ao local onde além de mim e do meu grupo, já estava um pequeno grupo de idosos. Dentro da viatura deparo-me com um outro grupo de idêntica faixa etária e sinto pela primeira vez um ligeiro cheiro a mofo e teias de aranha. Faltavam ainda três paragens para meter passageiros e eu começava a perder as ilusões quanto ao resto do dia. Cova da Piedade, último embarque. Consigo não ser o mais novo: um garoto de uns 13/14 anos, outro um pouco mais velho com aquele aspecto a que na escola chamavamos de "menino queque", os pais dele e umas duas dezenas de idosos excitados e faladores. Sim, havia ainda um velhinho de 94 anos e meio, que nessa altura ainda passava quase despercebido. O condutor, com um tipo autoritário e prepotente que mais tarde confirmei ser da sua vocação militar, explicou-nos como regular o ar condicionado - o que dissipou um pouco o cheiro a mofo, cada vez mais acentuado - e colocou um cd a tocar: Bruno e Marrone. Menos mal, se as "galinhas cacarejantes" me deixassem ouvir alguma coisa. Pego no meu livro e tento abstrair-me da dura realidade, não evitando um ligeiro sorriso pelo escândalo que seria, se os meus companheiros de viagem tivessem acesso a algumas das palavras que me passam diante dos olhos, no Onze Minutos, de Paulo Coelho.

UM PASSEIO A LEIRIA (1)

Antes de mais, não pretendo apenas relatar a minha viagem a Leiria, realizada ontem. Pretendo também fazer um sério aviso a todos quantos tenham, como eu, curiosidade àcerca destas viagens cuja promoção nos "inunda" a caixa de correio todas as semanas. Sentem-se então bem aconchegados, que a viagem vai começar...

domingo, julho 09, 2006

A VITÓRIA DO FUTEBOL CALCULISTA

Terminou hoje o mundial de futebol com a vitória da Itália sobre a França em mais um mau jogo de futebol, caracteristica dominante em quase todos os jogos desta prova, e que teve o seu culminar numa agressão idiota do grande jogador que ainda é Zidane e que lhe valeu a expulsão, naquele que foi o seu último jogo. Não basta saber dar uns toques na bola para ser um Senhor, pois não, Figo?

AS MAIS BELAS DO FUTEBOL

Pamela Diaz, mulher do mexicano Manuel Neira
Victoria Beckham, esposa de David
Sara Tommasi, namorada de Berhami, da Lázio
A namorada de Buffon
Ilary Blasi, a namorada de Totti

sábado, julho 08, 2006

CRIANÇAS

As crianças são assim. Enchem a nossa vida até sentirmos que nos falta o ar e que tudo o que desejávamos era um pouco de sossego, mas depois, quando se vão, fica só a solidão, uma profunda e desagradável sensação de um vazio imenso.

SUGESTÕES


"Se Eu Fosse Você" é a história de um casal que, de um momento para o outro se vê um no corpo do outro, com todas as peripécias que daí advém, e já tantas vezes exploradas em outros filmes. Porém, sem pretender ser mais do que é - uma comédia familiar -, este filme conta com excelentes interpretações desses dois "monstros" do cinema brasileiro, Glória Pires e Tony Ramos, além de um vasto leque de outros actores bem conhecidos das telenovelas do outro lado do Atlântico. Infelizmente sem edição portuguesa, este filme é bem melhor do que muitas comédias que nos chegam às salas de cinema e aos clubes de vídeo. Divertimento garantido, com particular incidência para uma cena memorável de Tony Ramos na piscina.

POSTAL DOS CORREIOS

Pólo Norte, Sol e Lua, numa belíssima imagem enviada por Sónia, via Sapo Messenger.

RETRATO


Este desenho foi desenhado hoje por uma pequenina irrequieta chamada Bruna, que gentilmente me ofereceu e aqui posto para demonstrar a minha gratidão, mais que não fosse, pelas largas dezenas de quilos a menos com que me retratatou.

sexta-feira, julho 07, 2006

TREZE


E ao décimo terceiro jogo em Mundiais, Felipão conheceu finalmente o sabor amargo da derrota, frente a uma França realista e experiente, que ceifou as ilusões de uma selecção que deu mostras de estar já bastante espremida tanto no seu futebol como na capacidade física, dando mostras de viver dependente de um lance improvisado, pelo qual quase todos suspirávamos, mas já poucos acreditávamos. Podem agora descer à Terra aqueles - muitos - que já nos considerávam os melhores do mundo e que justificávam toda e qualquer dificuldade e cada resultado mais negativo pela actuação desse réu equipado de negro, que é o árbitro, príncipal responsável por todas as derrotas e momentos infelizes das nossas equipas. Foi bom, pessoal, foi bom!, mas os quatro semi-finalistas não têm de ser - não são certamente - as quatro melhores selecções do mundo. A bola é redonda, nunca se esqueçam, e os campeões fazem-se, muitas das vezes no espaço de uma bola no ferro, de um penalty que fica por marcar, numa bola que passa o guarda-redes e pára a sua caminhada sobre o risco da baliza. Parabéns a Scolari e à selecção portuguesa!

quinta-feira, julho 06, 2006

14


Já lá vão 14 dias desde que o Angelo deixou de fazer parte constante do meu dia a dia, para ir passar férias com a mãe dele e, como esperava, comecei já a sentir a falta de mil e uma pequenas coisas de que antes reclamava e agora sinto necessidade, como se o tê-lo incessantemente exigindo a minha atenção fosse oxigénio e eu, sem ele, me sinta asfixiado. Sinto falta da Gasolina, dos Evanescence e da Floribella em alto som, a toda a hora. Sinto ainda falta da preguiça exasperante na hora dos deveres escolares, das vezes em que estando eu cansado ele me pedia para saír ou para brincar. Sinto falta de tudo o que ele pedia para comprar e eu chorava no silêncio seco de lágrimas por não poder comprar. Sinto a falta de gastar dinheiro só para o ver sorrir e dos pinos pela metade. Sinto falta de te ver aqui!

sexta-feira, junho 30, 2006

PARABÉNS!!!

Não queria deixar passar este dia sem endereçar publicamente os meus votos de um dia feliz ao meu colega e amigo Paulo, assim como algumas palavras, cujo teor e veracidade ele conhece bem, mas que gostaria de expressar. Em todos os trabalhos existem colegas e amigos, sendo poucos, muito poucos, aqueles que conseguem agregar em si os dois factores, com quem possamos trocar mais do que dois dedos de conversa, invariávelmente sobre barcos e bilhetes, Sporting ou Benfica. Nestes quase 16 anos de convivência e, principalmente nos quase dois anos que tive o privilégio de trabalharmos em equipa, pude por várias vezes aferir da excelente pessoa e profissional competente que ele é. Feliz aniversário, amigo!

E SE... AMANHÃ FOSSE ASSIM?