quinta-feira, janeiro 06, 2011

E QUEM PROTEGE A POLÍCIA?

Ainda a respeito de notícias que me surpreendem - ou talvez não - ouvi na televisão que tinham sido dadas indicações superiores para que, no sentido de fazer face à tão anunciada crise, nas esquadras da PSP só se ligassem as televisões duas vezes por dia - de preferência à hora do telejornal - e que se aproveitasse a água da chuva para lavar os carros das ditas esquadras. Até compreendo a ideia de reciclagem em relação à água da chuva, embora eu ache que será nos meses de Primavera e Verão que irão ser feitas mais detenções, posto que nessa altura os carros estarão tão sujos que será complicado aos infractores saberem que aquele é um carro da polícia ou não. Numa opinião mais abrangente, acho absurdo que quem estipula estas medidas espere credibilidade por parte da população, pois continuo sem perceber como, com tantas outras áreas onde se pode perfeitamente minorar alguns gastos, porque insistem em fazê-lo em sectores tão essenciais como a segurança ou mesmo a saúde? Senhores ministros e senhores deputados, que tal se seguissem algumas das sugestões e cortes que tanto apregoam e defendem? Caro senhor Presidente da República, que tanto fez questão de recordar-nos nas mensagens de Natal e Ano Novo nos sacrifícios que teríamos de fazer neste difícil ano que ainda agora começou, que tal começar por abdicar de alguma das suas reformas, só para termos a certeza de que nem todos os nossos forçados e involuntários esforços não serão em vão e muito menos actos solitários de uma maioria que pouco já tem por onde cortar nos seus orçamentos? Indiferentes ao estrangulamento das famílias portuguesas, os candidatos a Belém persistem numa luta difamatória que a poucos chega a interessar, em que ao invés de promoverem uma imagem de respeito - mesmo que fictícia - entre o eleitorado, conseguem denegri-la a cada dia que passa, a cada palavra que dizem. E é esta forma de fazer política, tão mesquinha mas infelizmente tão vulgar entre nós que me vai fazer ir às urnas para eleger alguém em cujo sentido de ponderação e sabedoria deveríamos confiar? Duvido.

P.S. Propositadamente ou não, deixei para o fim o comentário em relação à primeira medida anunciada de combate à crise nas esquadras portuguesas, por não achar que fosse relevante, tomando em conta aquilo que é hoje já praticado, que é o ligar-se a televisão apenas uma vez por dia. (logo pela manhã, só se desligando à noite)

9 comentários:

Sofia disse...

Ui, Miguel, nada disso, completamente ao lado ;-) Os "sacrificios" e o tal "empenhamento" é só para alguns...!
Beijinhos,
Sofia

Fê-blue bird disse...

Ninharias e troca de galhardetes é só o que sabem fazer!
O meu marido trabalha num ministério e lá o "corte" foi nas máquinas de café, não há café para ninguém , realmente com medidas destas temos futuro :-(

Beijinhos

zé azevedo disse...

Não quero estar a aborrecer o teu tempo, nem nada do género, mais isto é só 1 MINUTO, ou nem isso!

Se poder contar contigo com esta ajuda importante, pedia-te o favor de:

1º tens de carregar neste link e tornar-te fã desta página
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se o fizeres, ficarei grato :)

Isa GT disse...

Eles podem juntar ao livro das multas um livrinho de rifas... sempre ajudava à electricidade da TV
... depois até davam à escolha... vai a multa ou uma rifazinha? lol

Bjos

FMF disse...

Caro Miguel,
Vivemos num país de aparências. Aparentemente fazem-se "cortes" nas despesas. Aparentemente as campanhas eleitorias serviriam para os candidatos indicarem ao povo o que fariam se fossem eleitos...
Um abraço,

Há.dias.assim disse...

Como estamos no Ano Europeu do Voluntariado, acho que o Sr. 1º ministro vai decretar que o trabalho policial seja feito por voluntários...

Rosa Carioca disse...

Sinceramente, sinto fortes enjôos quando vejo certas "cenas" dos nossos políticos.

Keteriane de Oliveira dos Santos disse...

Não moro em Portugal, mais com alguma informação da realidade posso imaginar o que tem acontecido, aqui no Brasil tem uma frase muito usada no folclore popular que refletindo um pouco se encaixa: " Pimenta no rabo dos outros é refresco" os gastos superfaturados com o governo são como o FMF disse: "Aparentemente" reduzidos, falar é facil o dificil é fazer...

Vitor disse...

Sátiras políticas sempre a preceito...e com boas imagens ;-))))


Abraço